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O segundo maior banco privado brasileiro reportou na noite de quinta-feira (10) um lucro líquido de R$ 4,621 bilhões no terceiro trimestre deste ano e os analistas olharam torto para esse desempenho; entenda por quê
As ações do Bradesco (BBDC4) estão sendo penalizadas nesta sexta-feira (1) mesmo depois de o segundo maior banco privado do País entregar resultados um pouco melhores do que as previsões dos mais pessimistas no terceiro trimestre.
Os papéis BBDC4 figuram entre as maiores quedas do Ibovespa hoje, chegando a recuar cerca de 3%. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
A grande questão é que apesar do lucro líquido de R$ 4,621 bilhões entre julho e setembro — acima das previsões de R$ 4,554 bilhões, de acordo com a média das estimativas que o Seu Dinheiro compilou — o resultado representa um recuo de 11,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
E, com o lucro menor, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) do Bradesco foi de apenas 11,3%.
Para o Goldman Sachs, o ROE foi pressionado, houve uma vantagem por meio de uma baixa taxa de imposto e os seguros voltaram a ser resilientes — representando mais da metade do lucro líquido do Bradesco.
Ainda assim, o banco norte-americano destaca a fraqueza dos resultados do Bradesco entre julho e setembro.
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“Ainda vemos o Bradesco a adotar uma abordagem cautelosa na concessão de empréstimos — particularmente às pequenas e médias empresas (PMEs) —, o que está aliviando a qualidade dos ativos, mas trava a expansão das receitas”, diz o Goldman em relatório.
Para o Itaú BBA, os resultados trimestrais do Bradesco vieram mistos e praticamente em linha com as expectativas do banco de investimentos.
“O lado positivo do trimestre é a queda na formação de NPL [crédito não produtivo] e os indicadores avançados positivos no varejo. No geral, este trimestre confirma que o pior já passou, mas também destaca os desafios que o Bradesco enfrentará para restaurar a rentabilidade”, afirma o Itaú BBA em relatório.
Já o BTG Pactual diz que a questão para o Bradesco é que para colocar a casa novamente em ordem, o banco teve de pisar demasiado no freio, colocando grande pressão sobre as receitas.
O BTG espera ainda que o quarto trimestre e o ano de 2024 como um todo continuem sendo difíceis para o Bradesco em termos de receita.
Para o Goldman Sachs, o momento não é de comprar ou de vender os papéis do Bradesco. O banco norte-americano tem recomendação neutra para as ações BBDC4, com preço-alvo de R$ 15 em 12 meses — o que representa uma desvalorização de 1,7%.
O BTG Pactual também tem uma indicação neutra para os papéis do Bradesco, com preço-alvo de R$ 17 em 12 meses, um potencial de valorização de 11,4% em relação ao fechamento de quinta-feira (9).
O Itaú BBA é outro que também tem uma recomendação neutra para as ações BBDC4, com preço-alvo de R$ 16, o que representa um potencial de valorização de 5% sobre o último fechamento.
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