O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O fim da dedução de impostos feita pelas empresas ao pagar JCP a acionistas escapou de ser votada por deputados, mas ainda pode andar rápido
Apesar do susto, não foi dessa vez que o possível fim do juros sobre capital próprio (JCP) foi votado e aprovado pelos deputados. Porém, o tema segue sendo debatido por parlamentares e pelo governo, com potenciais impactos negativos para as empresas de capital aberto.
O JCP, assim como os dividendos, são uma forma de as empresas na bolsa distribuírem parte dos seus lucros para acionistas.
Porém, o JCP traz uma vantagem financeira para as companhias, já que o valor distribuído aos investidores pode ser deduzido como despesa financeira, o que reduz a base tributável de impostos como o IRPJ e a CSLL.
É justamente o fim dessa dedução que está na mira do governo e correu o risco de ser votada pelos deputados federais esta semana, quase sendo incluída ontem (3) em relatório sobre outro projeto de lei, o que vai tributar os fundos de investimentos exclusivos e offshore.
A ideia de votar as duas questões juntas foi uma iniciativa do próprio relator, o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), e acabou pegando a equipe econômica e o mercado financeiro de surpresa.
Com as reações negativas e possível dificuldade na aprovação na Câmara dos Deputados, as alterações do JCP não foram incluídas no relatório.
Leia Também
Porém, já se discute outro projeto de lei que ainda deve alterar o instrumento. A questão é se ele será mantido como está ou será adotada uma outra sugestão que entrou no radar do governo.
Uma outra alternativa ao fim da dedução tributária do JCP tem sido mais discutida desde ontem e parece estar ganhando força, com simpatia de alguns deputados e do Ministério da Fazenda.
Essa opção seria um modelo inspirado na legislação europeia e semelhante ao chamado ACE (Allowance for Corporate Equity), que pode ser traduzido por "dedução para capital corporativo".
O ACE é visto com um JCP mais moderno e como um meio-termo à proposta de fim da dedução existente hoje, pois sua forma de cálculo procura favorecer o capital investido nas empresas e, ao mesmo tempo, estabelece limites para seu uso.
Sem dar muitos detalhes, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta quarta-feira (4) que o Ministério da Fazenda apresentou um "meio-termo" e que a ideia pode ser boa, devendo avançar rapidamente.
Na prática, entidades e empresas alegam que caso não possam fazer mais a dedução no pagamento de JCP, vão acabar pagando mais impostos. Isso em um momento delicado financeiramente para algumas companhias.
A Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas) afirma que uma aprovação da proposta dessa forma, sem uma discussão mais profunda, “terá efeitos negativos sobre a saúde das companhias abertas brasileiras”.
“A Abrasca vem alertando há meses que as empresas enfrentam um momento muito difícil, com graves restrições de acesso [ao crédito] e custos bastante elevados”, afirmou, em nota.
“Caso essa ferramenta seja retirada, o endividamento e o custo do capital tendem a aumentar — sem que haja uma oferta de recursos adequada neste momento”, completou.
De acordo com a entidade, o JCP é utilizado por 40% das companhias abertas do País.
A Abrasca defende que a questão seja mais discutida e que o JCP seja aprimorado, ou ainda substituído por outro mecanismo como o europeu, o ACE.
Diversos analistas têm feito cálculos do impacto financeiro para as empresas no caso do fim da dedução prevista no JCP e entre as empresas mais prejudicadas - com possível efeito nos lucros - estão os bancos e companhias como a Ambev.
Com a não inclusão do fim do JCP no relatório e a discussão de novas alternativas, as ações do setor financeiro reagiram em alta no pregão da B3 hoje.
Entre as maiores altas do Ibovespa, ficaram, por exemplo, as ações do Bradesco (BBDC4), da B3 (B3SA3) e do BTG Pactual (BPAC11).
Veja abaixo como fecharam os papéis do setor:
As ações da Ambev (ABEV3) também encerraram em alta, de 1,23%, a R$ 14,21. No caso da companhia, porém, os analistas do Bank of America (BofA) apontaram que há alternativas para compensar uma possível alta de impostos.
Para eles, a opção é a otimização da estrutura de capital da empresa, aumentando a alavancagem (nível de endividamento).
Vale destacar que estrutura de capital é a composição do capital que uma empresa deseja ter para realizar investimentos. Isso envolve saber se é usado capital próprio da empresa ou outros recursos, como empréstimos com bancos, comparando o custo de cada um.
O cálculo feito pelo BofA é que caso a alavancagem seja elevada gradualmente para 0,3 vezes a relação dívida líquida/ebitda até 2026 (frente a uma relação negativa de 0,2 vezes este ano), o custo médio de capital da Ambev vai cair, diminuindo 50 pontos base.
“Isto seria suficiente para compensar totalmente o impacto dos pagamentos de impostos mais elevados e manter inalterado o retorno total para os acionistas”, alegam, em relatório
O JCP é considerado uma "jabuticaba", isto é, só existe no Brasil, e o governo tem feito propostas para adequar questões tributárias, além de querer aumentar a arrecadação para garantir o orçamento federal.
O governo tem como meta para 2024 zerar o déficit das contas públicas, ou seja, equilibrar as despesas e as receitas.
A previsão é que com o fim de deduções permitidas na distribuição de JCP o governo possa arrecadar R$ 10 bilhões a mais em 2024.
Com informações do Estadão Conteúdo
Em fato relevante divulgado hoje (3), a companhia disse que os requisitos para a transação não foram cumpridos, em especial a assinatura do compromisso de voto entre a GPT e a gestora Trígono Capital, que tem 15,3% do capital da empresa.
O economista Adriano Pires, sócio fundador do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), explica o que esperar da Petrobras em meio à alta dos preços do petróleo
Varejista tenta congelar a venda da participação de 22,5% do Casino enquanto discute na arbitragem quem deve pagar passivo tributário de R$ 2,5 bilhões; em paralelo, Fitch corta rating para faixa de alto risco
Parte dos recursos vai para o caixa da companhia, enquanto acionistas aproveitam a janela para vender participação; veja os destaques da oferta
Temporada do 4T25 deve reforçar a força das construtoras de baixa renda, enquanto empresas como Eztec e Tenda ainda enfrentam desafios específicos
Metade da carne de frango consumida nos mercados halal do Oriente Médio é importada, principalmente do Brasil; entenda os efeitos do conflito na região para a exportadora brasileira
Pré-venda começa na próxima segunda-feira (9); modelo mais acessível vem com 256 gigabytes e novo processador
De olho na luz como motor da inteligência artificial, o investimento bilionário da Nvidia na Lumentum e na Coherent deve transformar a transferência de dados
Mesmo com sinais pontuais de melhora no exterior, spreads fracos no Brasil e geração de caixa negativa seguem no radar dos analistas
Paramount cogita fundir os dois streamings em um único serviço, mas ainda não há detalhes sobre nome, data de lançamento ou preço
Kepler Weber fecha acordo para combinação de negócios com a GPT; veja o que pode acontecer ao acionista de KEPL3
Com vencimentos pressionando o balanço, empresa estrutura linha bilionária e coloca ações da CSN Cimentos na mesa
A companhia informou que a operação está inserida em processo de reorganização administrativa, operacional, financeira e jurídica
Após alta de quase 30% em seis meses, banco avalia que o valuation ficou mais justo — mas um catalisador pode mexer com a ação
Negócio cria frota de 73 embarcações, muda o controle da companhia e consolida um novo peso-pesado no apoio offshore brasileiro
Custos sob controle e projetos em expansão reforçam cenário construtivo para a mineradora, mas valorização recente entra no radar dos analistas
A reorganização cria uma gigante de até R$ 50 bilhões, mas impõe uma decisão clara aos minoritários: aceitar a diluição e apostar em escala ou aproveitar a porta de saída
As ações da dona da bolsa acumulam alta de quase 70% em 12 meses; analistas divergem sobre a compra do papel neste momento
Nova gigante nasce com escala bilionária e mira Novo Mercado — mas o que muda para Rede D’Or, Fleury e Mater Dei?
Qualquer melhora na bolsa depende do sucesso da Qualicorp em conseguir se reerguer. “Continuamos a acreditar que a performance da ação está firmemente conectada ao sucesso do seu plano de turnaround”, escreve o BTG Pactual.