Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Danielle Fonseca

DESSA VEZ ESCAPOU

O JCP vai acabar ou não? Mudanças nos juros sobre capital próprio seguem no radar e podem ter efeito negativo para empresas; entenda

O fim da dedução de impostos feita pelas empresas ao pagar JCP a acionistas escapou de ser votada por deputados, mas ainda pode andar rápido

Danielle Fonseca
4 de outubro de 2023
18:24
Imagem mostrando uma mão depositando moedas sobre um tabuleiro preto; representa o pagamento de proventos aos acionistas, como dividendos e juros sobre o capital Próprio (JCP) | Dividendos, fundos imobiliários, CVM, Maxi Renda, MXRF11 Fundo imobiliário TRXF11
O governo e o Congresso seguem discutindo alternativas para o JCP Imagem: Shutterstock

Apesar do susto, não foi dessa vez que o possível fim do juros sobre capital próprio (JCP) foi votado e aprovado pelos deputados. Porém, o tema segue sendo debatido por parlamentares e pelo governo, com potenciais impactos negativos para as empresas de capital aberto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O JCP, assim como os dividendos, são uma forma de as empresas na bolsa distribuírem parte dos seus lucros para acionistas.

Porém, o JCP traz uma vantagem financeira para as companhias, já que o valor distribuído aos investidores pode ser deduzido como despesa financeira, o que reduz a base tributável de impostos como o IRPJ e a CSLL.

É justamente o fim dessa dedução que está na mira do governo e correu o risco de ser votada pelos deputados federais esta semana, quase sendo incluída ontem (3) em relatório sobre outro projeto de lei, o que vai tributar os fundos de investimentos exclusivos e offshore.

A ideia de votar as duas questões juntas foi uma iniciativa do próprio relator, o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), e acabou pegando a equipe econômica e o mercado financeiro de surpresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com as reações negativas e possível dificuldade na aprovação na Câmara dos Deputados, as alterações do JCP não foram incluídas no relatório.

Leia Também

Porém, já se discute outro projeto de lei que ainda deve alterar o instrumento. A questão é se ele será mantido como está ou será adotada uma outra sugestão que entrou no radar do governo.

Modelo europeu para substituir JCP ganha força

Uma outra alternativa ao fim da dedução tributária do JCP tem sido mais discutida desde ontem e parece estar ganhando força, com simpatia de alguns deputados e do Ministério da Fazenda.

Essa opção seria um modelo inspirado na legislação europeia e semelhante ao chamado ACE (Allowance for Corporate Equity), que pode ser traduzido por "dedução para capital corporativo". 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O ACE é visto com um JCP mais moderno e como um meio-termo à proposta de fim da dedução existente hoje, pois sua forma de cálculo procura favorecer o capital investido nas empresas e, ao mesmo tempo, estabelece limites para seu uso.

Sem dar muitos detalhes, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta quarta-feira (4) que o Ministério da Fazenda apresentou um "meio-termo" e que a ideia pode ser boa, devendo avançar rapidamente.

Mas qual o impacto das mudanças no JCP para as empresas?

Na prática, entidades e empresas alegam que caso não possam fazer mais a dedução no pagamento de JCP, vão acabar pagando mais impostos. Isso em um momento delicado financeiramente para algumas companhias. 

A Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas) afirma que uma aprovação da proposta dessa forma, sem uma discussão mais profunda, “terá efeitos negativos sobre a saúde das companhias abertas brasileiras”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A Abrasca vem alertando há meses que as empresas enfrentam um momento muito difícil, com graves restrições de acesso [ao crédito] e custos bastante elevados”, afirmou, em nota.

“Caso essa ferramenta seja retirada, o endividamento e o custo do capital tendem a aumentar — sem que haja uma oferta de recursos adequada neste momento”, completou.

De acordo com a entidade, o JCP é utilizado por 40% das companhias abertas do País. 

A Abrasca defende que a questão seja mais discutida e que o JCP seja aprimorado, ou ainda substituído por outro mecanismo como o europeu, o ACE.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quais empresas vão sentir mais o possível fim do JCP?

Diversos analistas têm feito cálculos do impacto financeiro para as empresas no caso do fim da dedução prevista no JCP e entre as empresas mais prejudicadas - com possível efeito nos lucros - estão os bancos e companhias como a Ambev.

Com a não inclusão do fim do JCP no relatório e a discussão de novas alternativas, as ações do setor financeiro reagiram em alta no pregão da B3 hoje.

Entre as maiores altas do Ibovespa, ficaram, por exemplo, as ações do Bradesco (BBDC4), da B3 (B3SA3) e do BTG Pactual (BPAC11). 

Veja abaixo como fecharam os papéis do setor:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • BBDC4 (Bradesco PN): R$ 14,38  +3,38%
  • B3SA3 (B3 ON): R$ 11,86 +3,22%
  • BBDC3 (Bradesco ON): R$ 12,60  +2,77%
  • BPAC11 (BTG Pactual units): R$ 30,83  +2,49%
  • ITUB4 (Itaú Unibanco PN): R$ 27,21  +2,29%
  • SANB11(Santander Brasil units): R$ 26,06  +1,40%
  • BBAS3 (Banco do Brasil ON): R$ 46,80  +0,75%

Impacto de alteração de JCP para a Ambev

As ações da Ambev (ABEV3) também encerraram em alta, de 1,23%, a R$ 14,21. No caso da companhia, porém, os analistas do Bank of America (BofA) apontaram que há alternativas para compensar uma possível alta de impostos.

Para eles, a opção é a otimização da estrutura de capital da empresa, aumentando a alavancagem (nível de endividamento).

Vale destacar que estrutura de capital é a composição do capital que uma empresa deseja ter para realizar investimentos. Isso envolve saber se é usado capital próprio da empresa ou outros recursos, como empréstimos com bancos, comparando o custo de cada um.

O cálculo feito pelo BofA é que caso a alavancagem seja elevada gradualmente para 0,3 vezes a relação dívida líquida/ebitda até 2026 (frente a uma relação negativa de 0,2 vezes este ano), o custo médio de capital da Ambev vai cair, diminuindo 50 pontos base. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Isto seria suficiente para compensar totalmente o impacto dos pagamentos de impostos mais elevados e manter inalterado o retorno total para os acionistas”, alegam, em relatório

TOUROS E URSOS - Por que o Ibovespa (ainda) não decolou? Uma entrevista exclusiva com Felipe Miranda

Por que o governo quer mudar as regras do JCP?

O JCP é considerado uma "jabuticaba", isto é, só existe no Brasil, e o governo tem feito propostas para adequar questões tributárias, além de querer aumentar a arrecadação para garantir o orçamento federal.

O governo tem como meta para 2024 zerar o déficit das contas públicas, ou seja, equilibrar as despesas e as receitas. 

A previsão é que com o fim de deduções permitidas na distribuição de JCP o governo possa arrecadar R$ 10 bilhões a mais em 2024.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com informações do Estadão Conteúdo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HORA DE ABANDONAR OS PAPÉIS

Ação da Braskem (BRKM5) ainda pode cair pela metade: Bradesco BBI faz alerta para ‘situação insustentável’

22 de abril de 2026 - 15:11

Banco projeta queima de caixa bilionária e alerta para risco na estrutura de capital mesmo com melhora dos spreads petroquímicos

VAREJO FARMACÊUTICO

A virada da Pague Menos (PGMN3): o que está por trás da recomendação de compra do BTG Pactual

22 de abril de 2026 - 14:31

Banco vê espaço para crescimento consistente, ganho de produtividade e impacto relevante dos medicamentos GLP-1

NOVA ESTRUTURA

Sai um, entram dois: Azzas 2154 (AZZA3) reorganiza a casa após baixas no alto escalão; veja como fica agora

22 de abril de 2026 - 13:01

Após saída de executivo-chave e sequência de baixas no alto escalão, companhia reestrutura área de Fashion & Lifestyle e retoma divisão entre masculino e feminino

COSTURANDO UM APORTE

Energisa (ENGI11) anuncia acordo de R$ 1,4 bilhão com Itaú (ITUB4) — e banco entra como sócio em divisão estratégica

22 de abril de 2026 - 11:00

Entrada do Itaú via Denerge dá exposição indireta a distribuidoras e reforça estrutura de capital da elétrica

À FRENTE DA REESTRUTURAÇÃO

Quem devem ser os novos líderes na Braskem (BRKM5), que tentarão recuperar a petroquímica após venda de fatia da Novonor para a IG4

22 de abril de 2026 - 10:27

Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4

O QUE FAZER COM A AÇÃO?

Construtora ‘queridinha’ do Minha Casa, Minha Vida se prepara para acelerar em 2026 — e ação deve saltar mais de 34%, segundo o BTG Pactual

22 de abril de 2026 - 10:02

Avaliação do BTG Pactual indica vendas resilientes no início do ano e aponta que mudanças no MCMV podem impulsionar lançamentos e demanda ao longo de 2026

“ELEFANTE BRANCO” SAI DE CENA

Adeus, e-commerce: Sequoia (SEQL3) ‘joga a toalha’ no varejo digital e vende operação ao Mercado Livre (MELI34)

22 de abril de 2026 - 9:12

Após anos de pressão no caixa, empresa se desfaz de ativo-chave e aposta em modelo mais leve; entenda o que muda na estratégia

TEM FUNDAMENTO?

Alta de 115% é pouco? A preocupação de R$ 500 milhões que ronda a Tenda (TEND3), construtora queridinha do momento

22 de abril de 2026 - 6:01

Parte do mercado acredita que essa valorização poderia ser ainda maior se não fosse pela Alea, subsidiária da construtora. É realmente um problema?

ENERGIA SOB PRESSÃO

El Niño pode mexer com o seu bolso — e virar o jogo para as elétricas: as ações que ganham e perdem na bolsa, segundo o Safra

21 de abril de 2026 - 14:21

Relatório do Safra mapeia impactos no setor e aponta as elétricas mais expostas ao clima; confira a tese dos analistas.

CORRIDA BILIONÁRIA

Amazon turbina aposta em inteligência artificial com investimento de até US$ 25 bilhões na Anthropic, dona do Claude

21 de abril de 2026 - 13:14

Parceria com a Anthropic prevê até US$ 100 bilhões em consumo de nuvem e reforça estratégia em infraestrutura

DO AVIÃO PARA A ESTRADA

Por que a alta do petróleo pode destravar potencial de até 30% para a Marcopolo (POMO4), segundo o Safra

21 de abril de 2026 - 11:19

Com passagens aéreas pressionadas, ônibus ganham espaço — e a fabricante entra no radar de compra dos analistas

TENTANDO VIRAR O JOGO

O “plano de resgate” do BRB: banco tenta limpar o balanço com venda de até R$ 15 bilhões em ativos do Master

21 de abril de 2026 - 10:22

Banco aposta em fundo com a Quadra Capital para estancar crise de liquidez enquanto negocia reforço bilionário de capital

ESCOLHA ESTRATÉGICA

Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3): as campeãs da XP para absorver os ganhos do petróleo mais caro

20 de abril de 2026 - 19:51

Uma oferece previsibilidade enquanto a outra oferece retorno quase direto do aumento de preços; entenda cada tese de investimento

SOB A LUPA DOS ANALISTAS

A conta chegou para os bancos digitais? Safra liga alerta para “teste de fogo” de Nubank e Inter no 1T26

20 de abril de 2026 - 19:19

Safra vê 2026 como teste para o setor bancário brasileiro e diz que lucro sozinho já não explica as histórias de investimento; veja as apostas dos analistas

CHEGOU A HORA DE VENDER?

Vale (VALE3) ainda tem lenha para queimar após alta de 25%, mas o pote de ouro ficou mais longe; ação é rebaixada pelo Barclays

20 de abril de 2026 - 18:00

O banco britânico também mexeu no preço-alvo dos papéis negociados em Nova York e diz o que precisa acontecer para os dividendos extras caíram na conta do acionista

REESTRUTURAÇÃO

Azul (AZUL3) estreia novo ticker na bolsa após grupamento — e ação cai no primeiro pregão

20 de abril de 2026 - 16:40

Até então, os papéis eram negociados em lotes de 1 milhão, sob o ticker AZUL53; para se adequar às regras da B3, a aérea precisou recorrer ao grupamento

ANÁLISE

Nvidia (NVDA) tem espaço para crescer, mas também possui 5 riscos, segundo nova tese do BTG Pactual; confira

20 de abril de 2026 - 14:08

O banco prevê um preço-alvo de US$ 237, com um potencial de valorização de aproximadamente 20% em relação às cotações atuais

NOVO CAPÍTULO

Sequoia (SEQL3) reduz dívida tributária em 84% e ações disparam até 42% na bolsa; entenda os detalhes

20 de abril de 2026 - 12:42

Acordo com a PGFN corta passivo de R$ 631,7 milhões para R$ 112,7 milhões e dá novo fôlego à reestruturação da companhia

MUDANÇA NO COMANDO

Fim de uma era na Braskem (BRKM5): Novonor dá adeus, IG4 avança — mas mercado quer saber da OPA

20 de abril de 2026 - 12:37

Venda do controle abre nova fase para a petroquímica, com Petrobras e IG4 no centro da governança e desafios bilionários no horizonte

SAÍDA TRAVADA

Virada para o GPA (PCAR3)? Justiça de SP impede Casino de ‘se livrar’ das ações da varejista brasileira; entenda o que está em jogo

20 de abril de 2026 - 10:43

Bloqueio impede saída do acionista francês em momento de pressão financeira e negociação de dívidas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia