Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

ROXO É A COR MAIS QUENTE

Nubank passa Itaú e se torna o principal banco de 1 em cada 4 brasileiros; ação pode subir até 30%, diz JP Morgan

Percentual dos clientes que adota o Nubank como banco principal passou de 15% para 27%, equivalente a quase o dobro da fatia do Itaú, de acordo com pesquisa do JP Morgan

Camille Lima
Camille Lima
11 de setembro de 2023
11:48 - atualizado às 15:20
Nubank
Imagem: Divulgação

A primavera ainda nem chegou, mas a tradição brasileira de trocar de paleta de cores a cada mudança de estação já está de volta — ao menos, no que diz respeito à cor dos cartões. Do laranja ao roxo, os brasileiros deixaram a predileção pelo Itaú (ITUB4) de lado e elegeram um novo banco favorito: o Nubank (NUBR33).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A fintech passou o maior banco privado brasileiro  como “queridinho” dos brasileiros, de acordo com uma pesquisa do JP Morgan. 

O percentual de clientes que responderam adotar o Nubank como principal banco cresceu de 15% para 27%, de acordo com o levantamento. Ou seja: um em cada quatro brasileiros mantém as principais transações pela instituição digital.

Já a participação do Itaú como banco de maior uso pelos clientes recuou de 16% para 15% em relação ao último levantamento, de dois anos atrás.

A informação sobre qual o principal banco que os clientes usam se tornou fundamental no novo cenário competitivo dos bancos digitais, diante da facilidade de abertura de contas proporcionada pelos aplicativos de celular.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso significa que os vencedores dessa disputa provavelmente não serão necessariamente aqueles com maior número de clientes, mas os que conseguirem o maior percentual de usuários como banco favorito. 

Leia Também

Ainda de acordo com a pesquisa do JP Morgan, o Nubank também está acima de outros rivais considerados “tradicionais”. A “principalidade” do Bradesco equivale a 13% da população brasileira. Enquanto isso, o Banco do Brasil (BBAS3) é o banco principal de 12% dos brasileiros adultos. Já o Santander (SANB11) é o “queridinho” de 8% da população. 

Concorrente do Nubank no mercado de bancos digitais, o Inter possui uma principalidade de apenas 5% do total de brasileiros adultos.

A pesquisa do JP Morgan valida as informações que o próprio Nubank divulgou junto com o último balanço. O banco digital informou que atingiu a marca de 80 milhões de clientes no Brasil, dos quais em torno de 40 milhões de pessoas usavam conta principal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Porém, segundo o banco norte-americano, a definição de "banco principal" pode ser subjetiva. A pesquisa considerou 1.030 brasileiros, com a metodologia baseada nas perguntas: “De todas as suas contas, qual é o seu principal relacionamento bancário?" e "De todas as contas correntes que possui, qual você considera sua principal?”.

"Não temos a certeza se os clientes basearam as suas respostas nos bancos que utilizam com mais frequência, no banco onde recebem o seu salário mensal ou nos bancos nos quais mantêm uma maior parcela da sua economia", ressalta o JP Morgan.

Nubank vai vencer o Itaú outra vez? Para o JP Morgan, sim

Mas não é só o coração dos clientes que está tingido de roxo. O JP Morgan também escolheu a ação do Nubank como a preferida entre os bancos brasileiros. 

“Vemos o Nubank como um vencedor de longo prazo para o banco de varejo no Brasil, com chance de crescimento no México, na Colômbia e em mercados futuros”, escreveu o banco, em relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O JP Morgan elevou a recomendação para as ações do Nubank, negociadas na bolsa de valores de Nova York (NYSE) sob o ticker NU, para “compra”. Vale ressaltar que o banco digital também possui BDRs listados na B3 sob o código NUBR33.

Os analistas fixaram um preço-alvo de US$ 9 por papel NU para dezembro do próximo ano. O valor implica em um potencial de alta de 30% em relação ao último fechamento.

Para o fim de 2024, os economistas do JP Morgan ainda projetam uma receita líquida de US$ 1,6 bilhão (aproximadamente R$ 7,89 bilhões, nas cotações atuais) e um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) de 23%.

Na visão do banco norte-americano, até então, o valuation era um problema para a tese de investimentos no Nubank. Porém, segundo os analistas, a correção recente nos preços do banco digital “é um bom ponto de entrada”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale lembrar que as ações do Nubank negociadas em Nova York recuaram 13% em um mês. No acumulado do ano, entretanto, os papéis ainda acumulam valorização de 73%.

Com relação ao Itaú, os analistas do JP Morgan seguem otimistas, mas agora colocam as ações em segundo lugar entre os bancos brasileiros favoritos do JPM.

“Gostamos do rápido crescimento do Nubank, do alto envolvimento com os clientes e do potencial geral de alavancagem operacional de seu modelo de distribuição sem agências”, afirmam os analistas. 

Para o JP Morgan, o aumento do favoritismo e da principalidade do Nubank entre os brasileiros deve gerar ganhos de participação de mercado (market share) para o banco digital nos próximos anos, além de uma “qualidade de crédito resiliente num ambiente desafiador”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que pode dar errado?

A tese mais positiva do JP Morgan para o Nubank baseia-se nas vantagens de custo da fintech em relação aos rivais mais tradicionais, o que significaria retornos mais elevados e melhor adaptabilidade a ruídos regulatórios no longo prazo, segundo os analistas. 

Mas, como em toda tese de investimentos, existem fatores que podem impactar negativamente as projeções dos analistas – e o JP Morgan enxerga sete principais riscos à visão otimista com o Nubank. Confira a seguir:

  1. Monetização do cliente abaixo do previsto;
  2. Expansão mal sucedida na América Latina;
  3. Maior rotatividade de clientes; 
  4. Risco macroeconômico e cambial, especialmente no Brasil; 
  5. Liquidação de tecnologia no mundo, gerando múltiplos de valuation mais baixos;
  6. Impulsionamento do ciclo de crédito no Brasil;
  7. Mudanças regulatórias, incluindo reformas tributárias e trabalhistas.

*Este conteúdo foi atualizado para incluir os dados de metodologia do estudo do JP Morgan.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PROTEÇÃO

Com R$ 1,3 bilhão em dívidas, Alliança Saúde (AALR3) pede socorro contra RJ e recebe liminar para negociar dívidas

20 de março de 2026 - 12:32

A Alliança, ex-Alliar, pediu uma suspensão de débitos por 60 dias, alegando a necessidade de evitar uma recuperação judicial

TRANSIÇÃO

Antigo conhecido do Santander: quem é Gilson Finkelsztain, que deixará a B3 para assumir o cargo de CEO no banco

20 de março de 2026 - 10:33

Entre 2017 e 2026, a B3 mais que dobrou sua receita, ampliou o número de produtos disponíveis ao investidor e abriu novas frentes de negócios

DINHEIRO NA CONTA

Proventos na veia: Lojas Renner (LREN3) e Cemig (CMIG) anunciam mais de R$ 875 milhões em JCP; veja detalhes

20 de março de 2026 - 9:30

Renner paga em abril, enquanto Cemig parcela até 2027; ambas definem corte em 24 de março e reforçam a volta dos proventos ao radar em meio à volatilidade do mercado

FALTA DE VISIBILIDADE

Como a guerra no Irã fez a Riachuelo (RIAA3) desistir de oferta de ações que ajudaria na expansão da companhia

20 de março de 2026 - 8:31

Com planos de expansão no radar, varejista pausou captação de até R$ 400 milhões diante da volatilidade global e mantém foco em execução operacional e crescimento da financeira

O BOM FILHO À CASA TORNA

Troca de guarda: Gilson Finkelsztain deixa a B3 para assumir a presidência do Santander Brasil

19 de março de 2026 - 19:55

A saída de Leão ocorre após quatro anos no posto; executivo deixa de herança um plano para o ROE do banco chegar a 20% até 2028. Saiba também quem pode comandar a B3.

ILUMINADA!

Os R$ 50 bilhões da Eneva (ENEV3): empresa flerta com valor de mercado inédito após leilão histórico

19 de março de 2026 - 16:43

Na véspera, as ações da companhia do setor elétrico subiram 15%, embaladas pelo sucesso do certame; CEO fala em oportunidades à frente

ENTRE QUEDA E OPORTUNIDADE

O ‘roxinho’ ficou barato? UBS eleva recomendação do Nubank e vê oportunidade de valorização à frente

19 de março de 2026 - 15:47

Ação do banco digital caiu em 2026, mas analistas enxergam descompasso entre preço e fundamentos — e oportunidade para o investidor

DESTAQUES DO MERCADO

PicPay supera expectativas no balanço do 4T25, mas não escapa de queda forte na Nasdaq. O que dizem os analistas?

19 de março de 2026 - 14:21

Apesar de lucro e receita acima do esperado na fintech, o mercado reage ao contexto geopolítico, com maior aversão ao risco no pregão

RECOMENDAÇÃO NEUTRA

Dívidas e inflação: o desafio está maior para frigoríficos, e BTG recomenda cuidado com ações da MBRF (MBRF3) e Minerva (BEEF3) após 4T25

19 de março de 2026 - 12:15

O BTG Pactual manteve recomendação neutra para MBRF (MBRF3) e Minerva Foods (BEEF3) após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25)

DE SAÍDA

Dívidas, perdas e pressão: Nelson Tanure deixa conselho da Light (LIGT3) em meio a polêmicas e investigações

19 de março de 2026 - 11:32

Recente execução de garantias ligadas a dívida de R$ 1,2 bilhão redesenhou posição do polêmico empresário na empresa de energia

DINHEIRO ESQUECIDO?

Quase R$ 800 milhões parados no FGC: milhares de investidores ainda não foram buscar dinheiro do Banco Master

19 de março de 2026 - 10:32

Dois meses depois do início dos ressarcimentos, o FGC já devolveu R$ 38,9 bilhões, mas parte dos investidores ainda não apareceu

DIRETO PARA O BOLSO

Tim (TIMS3) pagará R$ 390 milhões em JCP aos investidores; veja quem recebe o benefício

19 de março de 2026 - 10:03

O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026. Receberão o JCP os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de março de 2026

DÍVIDAS

CSN (CSNA3) confirma fase final de negociação de empréstimo, com a venda da CSN Cimentos como garantia

19 de março de 2026 - 9:22

A CSN companhia confirmou a negociação e que a venda da sua divisão de cimentos foi incluída como garantia para obter condições mais vantajosas

BALANÇO

PicPay apresenta o primeiro resultado desde o IPO, com lucro 136% maior no 4T25

18 de março de 2026 - 19:51

O retorno sobre o patrimônio (RoE) ajustado atingiu 24,4% nos últimos três meses do ano passado, um aumento de 5,4 pontos porcentuais ante o mesmo intervalo de 2024

DISPUTA NO LAST MILE

Na guerra do e-commerce, vence o mais rápido: FII fecha contrato com Mercado Livre (MELI34) para galpão logístico sob medida em São Paulo

18 de março de 2026 - 16:01

O Capitânia Logística (CPLG11) firmou contrato de 12 anos com empresa do Mercado Livre para desenvolver galpão sob medida em Jacareí, São Paulo

INVESTOR DAY

Rombo do FGC bate à porta de banco capixaba: Banestes terá que desembolsar R$ 120 milhões após crise no Master, diz CFO

18 de março de 2026 - 15:33

Mesmo sem exposição direta, banco estatal do Espírito Santo sente efeito do rombo bilionário no sistema; veja o que diz a administração

VEM MAIS UM RESFRIADO AÍ?

Hapvida (HAPV3) cai até 6% com prévia da ANS e expectativa pessimista para o balanço do 4T25; o que pesou nas ações?

18 de março de 2026 - 15:05

O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade – de novo

ADEUS AO BRASIL?

Café com pipoca: 3corações compra marcas Yoki e Kitano por R$ 800 milhões, e General Mills deixa operações no Brasil

18 de março de 2026 - 9:39

3corações reforça presença na mesa do brasileiro, do café da manhã ao jantar. Essa é a segunda vez que a General Mills vende suas operações no Brasil

NOVOS CEOS NO PEDAÇO

Cury (CURY3): troca no comando depois de três décadas traz algum risco? BTG Pactual responde

17 de março de 2026 - 18:39

Transição para modelo de co-CEOs com executivos da casa não preocupa o banco, que vê continuidade na estratégia e reforço na execução da companhia

DESDOBRAMENTO DAS CRISES

Adeus, Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3): dupla com recuperações extrajudiciais é cortada do Ibovespa

17 de março de 2026 - 17:45

Empresas foram excluídas de dezenas de outros índices da B3 em meio a ações pressionadas e rebaixamentos de crédito no mercado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar