Copel (CPLE3): vale a pena se antecipar à privatização e comprar as ações antes? Este banco acha que sim
O mesmo banco também elevou o preço-alvo da ação para R$ 51 em 2024 — o que representa um potencial de valorização de 30%

A hora de comprar Copel (CPLE3) chegou para o Bank of America, que melhorou a recomendação para a empresa de energia de olho no processo de privatização que se avizinha.
Segundo o banco, a recompensa de risco da empresa é atraente por três motivos:
- Avaliação com desconto em relação aos pares ;
- Bom momento de ganhos recentes;
- Cerca de 20% de risco de alta em relação ao caso-base do processo de privatização, que poderá ser concluído de três a seis meses.
Essas condições levaram o Bank of America não só a passar a indicar a compra de CPLE3 como também a elevar o preço-alvo da ação para R$ 51 em 2024 — o que representa um potencial de valorização de 30%.
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A privatização da Copel
A privatização da Copel poderá ser concluída em julho ou outubro deste ano, segundo o BofA.
O processo teve início em outubro do ano passado e consistirá em uma oferta de ações que irá diluir o governo do Paraná em uma participação minoritária.
Além disso, a operação também ajudará a levantar recursos para pagar uma taxa de concessão de R$ 3,7 bilhões para o Governo Federal em troca de um novo período de concessão de 30 anos para 4,2 GW dos ativos de geração hidrelétrica.
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Para que a privatização ocorra, atualmente três aprovações estão pendentes:
- Tribunal de Contas da União sobre a taxa de concessão;
- Tribunal de Contas do Estado sobre a avaliação da Copel;
- Detentores e credores da Copel.
Cálculos do banco mostram que a privatização da Copel pode liberar um adicional de R$ 6 bilhões em valor presente, incluindo corte de custos de 25% no segmento de geração e transmissão, redução de 15% nas despesas gerenciáveis na unidade de distribuição e em custo de capital próprio menor.
Preço-alvo sem efeito da privatização
O Bank of America ressalta que não considerou o lado positivo da privatização na formação do novo preço-alvo da Copel de R$ 51 devido às incertezas sobre a diluição do capital na oferta exigida.
Os cálculos do BofA indicam que as ações da Copel estão abaixo do Ibovespa em 8% no acumulado do ano.
“Em nossa opinião, as possíveis razões para o desempenho inferior deste ano podem ser dos investidores, incluindo preocupações sobre a oferta de ações de R$ 4-5 bilhões como um excesso e visões de potencial limitado de corte de custos”, diz o Bank of America em relatório.
Por volta de 12h50, os papéis da Copel subiam 4,03%, cotados a R$ 8,00. No mês de junho, as ações acumulam alta de 20,5%, enquanto em 2023 esse ganho é de 16,45%.
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