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Mercado de capitais

Janela para IPOs deve se manter fechada, mas há espaço para follow-on, segundo Anbima

Ofertas subsequentes devem acontecer em empresas de setores específicos, que estejam bem posicionadas na bolsa

Janela de IPOs deve se manter fechada, mas há espaço para follow-on
Imagem: Pexels

Com a Selic a 13,75% e o Ibovespa no patamar de 100 mil pontos, a expectativa da Anbima para o mercado de capitais no futuro próximo é de que a janela continue fechada para a chegada de novas empresas na bolsa, mas há abertura para follow-on.

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De acordo com Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da entidade, caso o cenário macro se mantenha onde está, as ofertas na renda variável devem se concentrar mais nas ofertas subsequentes do que em IPOs. Ou seja, só procurariam financiamento no mercado as empresas que já têm ações negociadas na bolsa.

Mas, no primeiro trimestre de 2023, até o follow-on desacelerou em relação ao mesmo período do ano anterior. Houve apenas uma operação neste ano, que movimentou R$ 3,3 bilhões. No primeiro trimestre de 2022, o volume dessas ofertas foi de R$ 11,3 bilhões.

Para os próximos meses, o vice-presidente da Anbima, José Laloni, prevê que as operações de follow-on acontecerão em empresas de setores específicos, que estejam mais bem posicionadas na bolsa. Exemplo disso são Taesa (TAEE11), Dasa (DASA3) e Hapvida (HAPV3), que, segundo relatos na imprensa, estão se preparando para ofertas.

“O mercado está bem mais seletivo do que a gente viu em 2021 e em 2022”, afirmou Laloni em entrevista coletiva.

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Leia mais:

Debêntures em destaque

Com a bolsa desanimada para ofertas, as debêntures, ou seja, os títulos de crédito emitidos por empresas, têm sido os principais instrumentos escolhidos pelas empresas para se financiarem no mercado de capitais. Elas lideraram as captações no primeiro trimestre, com R$ 36,6 bilhões, sendo que 40% foram emitidas pelo setor elétrico.

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O volume total, no entanto, representa uma queda de 34,5% em relação ao mesmo período de 2022. Além disso, 35,9% dos recursos foram destinados a refinanciamento de passivo.

“Quando tem um trimestre mais fraco, começa a ter emissão mais destinada a refinanciamento do que a investimento”, disse Laloni.

Já no mercado secundário, houve um aumento de 34% no volume negociado em relação ao primeiro trimestre de 2022.

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Outros produtos

No total, a captação do mercado de capitais como um todo registrou queda de 38,2% no primeiro trimestre, com o volume somando R$ 66 bilhões. A captação da maioria dos instrumentos caiu, exceto dos Fiagros, dos Fundos Imobiliários e dos CRIs. Confira:

Fonte: Anbima
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