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Título oferecido no mercado secundário, com garantia do Tesouro Nacional, oferece remuneração aparentemente absurda, mas não é bem por aí…
É extremamente incomum, mas um título NTN-B 2022, sigla técnica para o IPCA+ do Tesouro Direto, está pagando uma remuneração de 14,49% ao ano além da inflação.
Exatamente isso: um Título Público Federal, considerado o produto mais seguro do mercado, pagando IPCA + 14,49% a.a. Parece muito bom para ser verdade, certo? Bem, o fato é que o título existe nessas condições, mas há algumas pegadinhas que podem passar batidas para o investidor.
Antes de entrarmos no cerne da questão, é preciso explicar por que um fenômeno como esse é possível. Basicamente, existem duas formas de comprar títulos do Tesouro Direto:
Agora, observe os títulos IPCA+ oferecidos pelo Tesouro Direto nesta quinta-feira (30/jun):
Como mostra o quadro acima, os títulos públicos indexados à inflação têm prazo de vencimento longo e o prêmio real pago por eles chega, no máximo, a 6%. Isso ocorre porque essa remuneração leva em consideração as projeções de inflação e juros a partir do momento vigente.
O título IPCA + 14,49% de que falamos, pelo contrário, está sendo negociado no mercado secundário e tem vencimento em cerca de 45 dias.
Em outras palavras, ele foi lançado pelo governo alguns anos atrás, em diferentes condições de mercado.
Quer dizer que esse título foi vendido pelo governo lá atrás com uma rentabilidade de IPCA + 14%? Não é bem assim que funciona...
Na prática, títulos prefixados e mistos (IPCA+) do governo têm um valor fixo a ser pago (valor de face) no seu vencimento. O que chamamos de rentabilidade é a taxa que transformará seu preço de venda no valor a ser recebido no futuro. Observe o exemplo abaixo:
Nesse contexto, é essencial lembrar que esses títulos antigos contam com a concorrência dos títulos novos. Imaginemos um prefixado em 10% a.a.: quem iria adquirir um título por essa taxa, sendo que pode comprar um Tesouro Selic que, atualmente, paga 13,25%?
As condições de mercado, portanto, podem exigir que os vendedores deem um “desconto” em seus títulos. Como a rentabilidade é o que leva o valor de compra até o valor pago no vencimento, ela pode mudar de acordo com o desconto dado.
É justamente isso o que está acontecendo com esse IPCA + 14,49%: como a Selic está altíssima e com perspectivas de novos aumentos e as projeções para o IPCA dos próximos 45 dias é baixa, é natural que, por arbitragem do mercado, o ganho real do título se aproxime do oferecido pelo Tesouro Selic.
Ou seja, não estamos falando de um ganho de dois dígitos reais em condições muito incertas de mercado, mas em projeções próximas, daqui a um mês e meio.
Em outras palavras: se a inflação vier como o mercado projeta, esse IPCA + 14,49% deve entregar o mesmo que o Tesouro Selic. Só que existem algumas pegadinhas que podem fazer o investidor perder, inclusive, para o CDI.
Conforme explicamos, a rentabilidade distorcida deste título é fruto do curto prazo, da Selic alta e das projeções baixas de inflação até o vencimento. Se ele trouxesse algo de fato tão excepcional, com certeza já teria sido corrigido pelo mercado por arbitragem.
Mas até aí, sem grandes problemas: o título deve entregar rentabilidade próxima à Selic e o investidor não deve perder dinheiro com isso. Acontece que existem algumas “armadilhas”:
Em resumo, ninguém vai perder dinheiro com esse título, mas é possível que sua rentabilidade fique abaixo do CDI.
Isso tudo não quer dizer que não existam oportunidades de obter lucros na renda fixa em condições superiores à do mercado. Para isso, contudo, é preciso se atentar à duas condições:
Duas boas ofertas foram lançadas em um grupo VIP de renda fixa na última semana:
CDB – BTG Pactual - IPCA + 7,43% a.a. – Prazo de um ano
CDB – Banco Master – 15,90% a.a. – Prazo de cinco anos
Observe que esses títulos mantêm um risco conservador, já que, por serem CDBs, têm garantia do FGC para até R$ 250 mil por CPF.
Mas como um IPCA + 7,43% pode ser melhor que um IPCA + 14,49%? O segredo está no prazo: em um ano, dificilmente teremos uma Selic nos níveis atuais, conforme projeções do mercado. Além disso, o IPCA é uma incógnita e o Imposto de Renda a ser pago será menor.
Considerando projeções da distribuidora Vitreo, o rendimento desse título seria de 14,29%, mas, quanto maior a inflação, mais alta também seria a rentabilidade.
No caso do prefixado, a vantagem é ainda mais evidente: ele já paga uma taxa maior do que a Selic atual (13,25%). Segundo as perspectivas do mercado, quando o país conseguir controlar a inflação, os juros devem baixar, já que eles acabam segurando a economia. Portanto, é uma forma de garantir uma rentabilidade alta até 2027, mesmo quando a política monetária afrouxar.
Esses títulos “premium”, contudo, raramente chegam ao conhecimento do investidor comum. Isso ocorre porque eles costumam ser distribuídos aos milionários e com capacidade de fazer grandes aportes.
Mas os participantes desse grupo recebem ofertas como essas em primeira mão diretamente em seu WhatsApp. Além de ter acesso a produtos “top”, eles recebem a oferta logo de manhã e podem embarcar nelas antes que se esgote.
O grupo, inclusive, está aberto para novos investidores interessados em títulos “premium” de renda fixa. A participação é totalmente gratuita e, para ser incluído pelos administradores, basta deixar seu contato na página oficial, que pode ser acessada no botão abaixo: