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A gigante dos tênis se viu diante de níveis de estoque excessivos — e o remédio encontrado pela empresa para tentar solucionar o problema atingiu em cheio o lucro do trimestre
Quem não gosta de promoções? Bem, para os consumidores, não há nada melhor do que uma boa liquidação para encher o carrinho. Mas, para a Nike, os preços mais baixos de seus produtos geraram uma verdadeira bola de neve catastrófica.
Isso porque, apesar de entregar dados trimestrais relativamente robustos no primeiro trimestre fiscal de 2023, as projeções da gigante dos tênis e artigos esportivos para o resto de 2022 não são exatamente animadoras.
Com níveis de estoque excessivamente altos, a empresa teve que tomar uma decisão drástica: conceder descontos em seus produtos para dar saída aos produtos. E isso, naturalmente, implica em margens menores e queda de receita.
A própria Nike deu uma estimativa ao mercado quanto aos impactos financeiros dessa situação: cerca de US$ 4 bilhões a menos na receita anual.
Isso teve um efeito nada positivo sobre as ações da gigante dos tênis, que agora rolam ladeira abaixo na bolsa de valores de Nova York (NYSE). Por volta das 13h05, os papéis NKE caíam 11,86%, negociados a US$ 84,02. A perda acelerou ao longo do dia e as ações fecharam com baixa de 12,81, a US$ 83,12.
Não é novidade que as varejistas estão enfrentando dificuldades na cadeia de suprimentos — e hoje lidam com uma verdadeira bola de neve.
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Apesar do aumento nos prazos e nos custos de envio e logística desde a pandemia, as empresas viram a demanda dos consumidores caminhar para a normalidade no último trimestre.
Isso fez com que empresas como a Nike aumentassem sua produção, de modo a encher os estoques mais rápido que de costume para atender os clientes, segundo o CFO da Nike, Matthew Friend.
Acontece que os envios das encomendas voltaram ao normal, e os pedidos de estoque feitos pela Nike, que já estavam atrasados, chegaram junto com as entregas antecipadas de novas peças.
Basicamente: a gigante dos tênis agora se vê diante de níveis de estoque excessivos e assustadores.
Os estoques da companhia chegaram a US$ 9,7 bilhões, um aumento de 44% em relação ao mesmo período do ano anterior. Executivos da Nike afirmaram que, só na América do Norte, os estoques dispararam 65% em relação ao ano passado.
Aqui você já deve ter entendido a urgência da varejista de tomar medidas agressivas para tentar reduzir os estoques.
As ações da companhia para diminuir rapidamente os estoques incluíram uma onda de promoções nos preços dos produtos.
“Decidimos pegar esse estoque e liquidá-lo de forma mais agressiva para que possamos colocar o estoque mais novo e melhor na frente do consumidor nos locais certos”, disse o CFO da Nike, Matthew Friend.
Porém, apesar de ter solucionado, em partes, a questão dos estoques gigantescos, as medidas impactaram diretamente o lucro da companhia no trimestre, e devem continuar pressionando as margens neste ano.
Entre junho e agosto deste ano, a varejista registrou um lucro líquido de US$ 1,5 bilhão, o que representa uma queda de 22% na comparação com o mesmo intervalo de 2021.
Já o lucro líquido por ação foi de US$ 0,93, acima do consenso de US$ 0,92 dos analistas consultados pela Refinitiv, mas ainda 20% menor que os US$ 1,16 reportados no mesmo período do ano passado.
Ao mesmo tempo, as despesas administrativas e de vendas aumentaram 10%, para US$ 3,9 bilhões, enquanto os custos das vendas subiram 8%, a US$ 7,07 bilhões.
Esse combinado fez com que, entre junho e agosto de 2022, a margem bruta caísse 220 pontos-base (2,2 pp) na comparação ano a ano, para 44,3%.
Apesar da queda no lucro líquido e aumento dos custos, a Nike encerrou o trimestre com uma receita acima do esperado.
A receita total da companhia chegou a US$ 12,68 bilhões, superando a projeção de US$ 12,31 bilhões dos analistas e com avanço de 4% na comparação anual.
A Nike está transformando sua estratégia de vendas há algum tempo. A empresa quer diminuir a quantidade de produtos vendidos por parceiros para impulsionar as vendas diretas aos clientes.
As vendas diretas da varejista cresceram 8% na base anual, para US$ 5,1 bilhões, enquanto as vendas da marca digital cresceram 16%. Já as vendas do negócio de atacado da Nike subiram apenas 1% entre junho e agosto.
Vale destacar que as vendas totais na China, um dos principais mercados da Nike, caíram 16% em relação ao mesmo período de 2021, para cerca de US$ 1,7 bilhão.
Isso porque a gigante dos tênis teve que paralisar seus negócios na região devido aos bloqueios causados pela covid-19.
Já as vendas totais na América do Norte, que é o maior mercado da varejista, aumentaram 13%, para US$ 5,5 bilhões no primeiro trimestre fiscal.
Apesar das projeções mais desafiadoras da Nike, o balanço trimestral não assustou os analistas — nem em relação à própria gigante dos tênis e nem quanto ao operador da marca no Brasil, o Grupo SBF (SBFG3), dono da Centauro.
O Itaú BBA está otimista com as ações SBFG3 e fixou um preço-alvo de R$ 35 para os papéis até o fim de 2022.
Isso implica num potencial de alta de quase 80% em relação ao fechamento de SBFG3 no último pregão, de R$ 19,50.
A casa de análise afirma que o crescimento das operações da Nike na Ásia-Pacífico e América Latina ajuda a visão construtiva para a Fisia, subsidiária do SBF/Centauro encarregada da distribuição da Nike no Brasil.
Apesar do aumento dos custos logísticos, que pode afetar a lucratividade do SBF, os analistas acreditam que a melhoria gradual contínua na cadeia de suprimentos da Nike “deve desempenhar um papel fundamental na sustentação do forte impulso de vendas da Fisia daqui para frente”.
*Com informações de CNBC e Reuters
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