Por que a Chevron prefere pagar dividendos a investir em energia solar e eólica
Apesar de não enxergar potencial em duas das escolhas mais óbvias quando se trata de energia renovável, a companhia está de olho em outras alternativas verdes

Com os efeitos das mudanças climáticas cada vez mais visíveis ao redor do globo, a agenda ESG (da sigla em inglês para boas práticas ambientais, sociais e de governança) ganha cada vez mais importância dentro das empresas.
Além da consciência ambiental, a preocupação com o bolso também leva os executivos a adotarem as “medidas verdes”. Afinal, com investidores olhando atentamente e governos incentivando cada vez mais o uso de fontes sustentáveis de energia, quem não acompanha as mudanças pode acabar ficando para trás.
Por isso, os investidores podem estranhar as declarações de Mike Wirth, CEO da Chevron (CHVX34) - que, segundo uma análise do Instituto de Responsabilidade Climática, está em segundo lugar entre as 20 empresas que mais emitiram dióxido de carbono (CO2) nas últimas cinco décadas -, indicando que a companhia não pretende investir em geração de energia solar e eólica.
Em entrevista à CNBC na última quarta-feira (15), o executivo explicou que a negativa está relacionada ao potencial de geração de valor para seus acionistas. “Essas já são tecnologias relativamente maduras, há bastante capital disponível e os retornos em energia eólica e solar estão, na verdade, sendo reduzidos”, afirmou.
Levando em conta esse cenário, a gigante do petróleo opta por, ao invés de destinar capital às tecnologias, devolver o valor a seus acionistas e “deixar que eles plantem árvores, invistam em empreendimentos de energia eólica e solar e tenham o direito de fazer isso com dividendos crescentes vindos da nossa companhia”, completa Wirth.
Leia Também
Chevron foca em gás natural e hidrogênio
Mas, apesar de não enxergar potencial em duas das escolhas mais óbvias quando se trata de energia renovável, a Chevron não ignora a questão ambiental e anunciou, na última terça-feira (14), que vai triplicar seus investimentos em redução de emissões de CO2 e geração de energia com baixo teor de carbono.
Cerca de US$ 10 bilhões em recursos estão previstos até 2028 para que a petroleira atinja suas metas de novos negócios energéticos, incluindo a expansão da capacidade de geração com gás natural e outras fontes renováveis.
Além disso, a Chevron também planeja aumentar sua capacidade de produção de hidrogênio para uso industrial, energético e de transporte. “Eu acredito que o hidrogênio verde desempenhará um grande papel [na transição energética]”, cravou Wirth.
A empresa também vai aumentar seus esforços na captura e redução de emissões de carbono. Contudo, a Chevron não se comprometeu, como seus pares do setor, a neutralizar suas emissões de carbono até 2050.
*Com informações da CNBC
ENTROU EM PROMOÇÃO?
Ações com desconto? Queda de 9% é oportunidade para Méliuz (CASH3) após balanço, segundo dois bancões; entenda
5 de novembro de 2026 - 14:18EMPRESAS
Cosan (CSAN3) está barata demais? UBS-BB vê oportunidade após tombo de 40% e aponta o que pode destravar valor
5 de novembro de 2026 - 13:58O QUE AGRADOU?
Ação da C&A (CEAB3) dispara até 10% após trimestre melhor do que o temido pelo mercado; veja os destaques
5 de novembro de 2026 - 13:25ONDE INVESTIR NO VAREJO?
Juros mais altos por mais tempo: Citi rebaixa Magazine Luiza (MGLU3), eleva Alpargatas (ALPA4) e muda apostas no varejo
4 de novembro de 2026 - 14:45AMBIÇÃO RENOVADA
Revolut chega a US$ 115 bilhões e já vale mais que o dobro do Nubank; o que está por trás da aposta dos investidores
4 de novembro de 2026 - 12:35CENÁRIO MAIS APERTADO
“É preciso ser realista”: CEO do Itaú (ITUB4) revela como o banco pretende equilibrar crédito e rentabilidade em 2027
4 de novembro de 2026 - 11:56MAIS UMA PARA A LISTA
Aeris (AERI3) recorre à recuperação extrajudicial para lidar com dívida de R$ 1,52 bilhão
4 de novembro de 2026 - 10:06PECHINCHA ENTRE OS BANCÕES
Nem na crise de 2016 o Bradesco (BBDC4) ficou tão barato: o que o Morgan Stanley está vendo após o tombo de quase 40% desde as eleições
4 de novembro de 2026 - 8:56RESULTADO
Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,6 bilhões no 3T26, em linha com o esperado; veja o que pesou no balanço
3 de novembro de 2026 - 18:37CAIU DEMAIS?
Nubank (NU): XP vê duas cartas na manga para roxinho; saiba o potencial da ação
3 de novembro de 2026 - 17:47PRÉVIA DO BALANÇO
Após decepção dos rivais no 3T26, é a vez de o Itaú (ITUB4) mostrar por que joga em outra liga; veja o que esperar do balanço
3 de novembro de 2026 - 6:02ALÔ, É UM SER HUMANO?
Fim da secretária eletrônica? Empresas terão de oferecer atendimento humano obrigatório no SAC; veja o que muda
2 de novembro de 2026 - 14:00O TEMPO FECHOU
Chilli Beans vê o sol se esconder: rede de óculos escuros pede recuperação extrajudicial; entenda os próximos passos da empresa
1 de novembro de 2026 - 10:35TIRANDO O CAVALINHO DA CHUVA
Nada de dividendos extras: Vale (VALE3) descarta possibilidade, mas CFO revela alternativa que pode agradar acionista
31 de outubro de 2026 - 16:11REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) será dividida em duas empresas listadas em bolsa e aprova aumento de capital de R$ 39,8 bilhões
30 de outubro de 2026 - 19:00PROTEÇÃO ATIVADA
Apesar da pressão nos custos, Vale (VALE3) conta como economizou até US$ 3 bilhões no 3T26; ação sobe mesmo com balanço fraco
30 de outubro de 2026 - 15:18REDUÇÃO DE DÍVIDA NO RADAR
Vai sair do papel? CSN (CSNA3) dá passo decisivo para venda de negócio de cimentos por R$ 12,7 bilhões
30 de outubro de 2026 - 10:26BALANÇO 3T26
Com minério de ferro e petróleo jogando contra, Vale (VALE3) vê lucro cair 53%, para US$ 1,255 bilhão
29 de outubro de 2026 - 20:27O FUTURO DA PETROLEIRA
Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Margem Equatorial
29 de outubro de 2026 - 18:50HORA DE COMPRAR?