🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

Luz no fim do túnel?

‘O que funciona é isolamento e vacina’, diz Trajano

“O erro na questão sanitária foi grave”, afirma o executivo, que considera o Brasil um dos piores no combate ao novo coronavírus.

Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza
Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza - Imagem: Wikipedia

Frederico Trajano, presidente do Magazine Luiza, uma das principais redes de varejo do País e que conseguiu se destacar em meio à crise sanitária por conta das vendas online, diz que o Brasil não decola por incompetência no controle da pandemia. Ele não vê uma saída para a retomada consistente da atividade sem uma vacinação em massa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia também:

"O erro na questão sanitária foi grave", afirma o executivo, que considera o Brasil um dos piores no combate ao novo coronavírus. Não fosse a pandemia, Trajano acredita que 2020 e 2021 seriam espetaculares para a economia, em razão dos juros baixos e de várias mudanças feitas nos últimos quatro anos em pilares importantes, como a Previdência, a questão trabalhista e o teto de gastos, por exemplo.

Apesar das dificuldades do momento e da falta de horizonte para a saída da crise, o empresário prefere enxergar o copo como "meio cheio" e ressalta que existem bolsões de oportunidades a serem exploradas na economia, como a digitalização do varejo e de outros setores, tendência que, na sua opinião, deve continuar no pós-pandemia. A conversa com Trajano abre a série de entrevistas com presidentes de grandes empresas que vão tentar apontar caminhos para o Brasil retomar o crescimento econômico.

O que precisa ser feito para que a economia brasileira volte a crescer?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje o Brasil não decola por uma incompetência no controle da pandemia. O País não é o único com dificuldade de controlar a crise sanitária, mas, na minha opinião, está sendo um dos piores. A gente se planejou muito mal para a vacina, o nosso sistema de saúde está sobrecarregado. Poderíamos estar numa posição muito melhor. O erro na questão sanitária foi grave. Sem o controle da pandemia é impossível recuperar a economia. Também houve casos, como a troca do presidente da Petrobrás, que minaram a confiança dos investidores. No mercado financeiro, seja no mercado de capitais, seja no mercado mais abrangente, transmitir confiança numa agenda é superimportante. Acredito que nós teríamos todas as condições, no ano passado e neste ano, para estarmos numa situação econômica espetacular.

Leia Também

Que condições são essas?

Se voltássemos quatro anos e disséssemos para um brasileiro que a reforma trabalhista e previdenciária seriam feitas, que o Banco Central teria autonomia, que teríamos o marco do saneamento, teto de gastos, marco civil da internet, open banking, Pix e os juros mais baixos da história, ele duvidaria. As pessoas iriam achar uma agenda impossível. Evoluímos significativamente nesses quatro anos. Do ponto de vista de reformas estruturais, o grosso já foi feito. Na prática, o que está faltando fazer são duas reformas importantes, a administrativa e a tributária. Acho que a reforma tributária vai reorganizar e simplificar, mas ela não terá como reduzir a carga tributária. Ela é importante, mas relativamente menos do que as outras. Não acho que esteja faltando uma grande agenda de reforma no Congresso, fora essas que estou falando.

O juro baixo é apontado pelo sr. como um ponto positivo, mas ele deve voltar a subir para conter a alta da inflação. Como fica essa questão?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo que o juro suba, ainda vai continuar baixo em relação aos últimos anos. E juro tão baixo como o atual é uma realidade muito nova que, quando estávamos começando a colher os frutos dela, entramos na pandemia. Quando se faz política econômica com juros baixos, o crescimento demora um pouco para aparecer, mas quando vem, vem com consistência. E depende-se menos do governo. As captações estão batendo recorde este ano e em algum momento isso vai se refletir na economia como um todo. Já uma política econômica que usa dinheiro do governo, o crescimento vem muito rápido, mas é voo de galinha. Em algum momento tem de se pagar a conta com a dívida.

E como se resolve a pandemia?

A vacina é a única solução. Estou pessimista com o cronograma de vacinação. A gente deveria ter se preparado, entrado na fila e apostado no maior número de vacinas, não apenas em duas. Isso gera um risco muito grande: se alguém não entrega, vai ter ruptura. É muito difícil reverter essa situação no curtíssimo prazo. As medidas de restrição, os lockdowns, devem perdurar por muito mais tempo do que a gente imaginava no início do ano. Ao longo do ano todo, imagino que vamos ter situações de abre/fecha da economia até se ter uma parcela significativa da população imunizada.

Como a iniciativa privada está atuando na crise sanitária?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Acho que há movimentos civis organizados, como, por exemplo, o "Todos pela Saúde", que o Itaú começou o ano passado, o "Unidos pela Vacina", lançado pelo Mulheres do Brasil, Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) e outros empresários, que são bons movimentos no sentido de a sociedade mostrar que está apoiando, fazendo o seu papel de maneira organizada. Não é uma empresa só, específica, mas é a união de empresários, executivos, de líderes da sociedade civil no sentido de apoiar, de se colocar à disposição e criar soluções construtivas para tentar ajudar o governo. São iniciativas muito bem-vindas e fico feliz de ver que elas estejam acontecendo. Mas acho que o controle da pandemia, sobretudo, é uma função dos governos, federal, estadual, municipal. Esse controle depende das autoridades e não tem nada a ver com a iniciativa privada.

Como o sr. vê o fato de a sua mãe, Luiza Trajano, que é presidente do conselho de administração do Magazine Luiza, estar sendo cortejada para ingressar na política?

Prefiro não comentar.

Quantas lojas físicas do Magalu estão fechadas por causa da quarentena?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje estou com 600 lojas fechadas (a empresa tem 1,3 mil lojas), mas a minha previsão é que esse número aumente. Essa discussão é política até o sistema de saúde colapsar. Quando colapsa, como aconteceu em Manaus (AM), todo mundo percebe que está no mesmo barco. Por mais que as pessoas protestem contra as medidas de isolamento social, ela é a única coisa que funciona, além da vacina. Mas joga contra a economia.

Como contornar esse ponto?

As empresas que não tiverem uma agenda digital muito forte vão sofrer, porque a digitalização é uma forma de atenuar os impactos das restrições (lockdown). Mas vejo uma enorme oportunidade de digitalização do varejo em vários segmentos, moda, beleza, alimentos, restaurantes, setor financeiro, por exemplo.

Como assim?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A pandemia catalisou o processo de digitalização e esse processo vai continuar por muitos anos. Há vários bolsões de oportunidades dentro da economia brasileira. O Brasil é um país continental com uma economia multidimensional. É difícil fazer uma única análise para todos os segmentos. Mas, dando uma visão geral, há setores da indústria que estão indo bem, a agricultura tem alcançado safras recordes e o comércio, que sofre com as lojas físicas, está no melhor momento da história no mundo online. No entanto, há setores muito relevantes, como o de serviços, que inclui turismo, bares, restaurantes, que estão muito ruins. Na média, sabemos que não estamos num momento positivo por conta da pandemia. Nesse contexto, é possível encontrar bolsões de prosperidade. A minha forma de raciocinar é enxergar as oportunidades, enxergar o copo meio cheio. Não consigo extrair muito valor lamentando as coisas que não funcionam no País. A empresa tem 63 anos. Passamos por hiperinflação, sequestro da poupança, moratória, várias crises internacionais, situação de juro real mais alto do mundo e estamos aqui. Por quê? Porque nos concentramos naquilo que poderíamos fazer e nas oportunidades que existem mesmo em situações de turbulência da economia brasileira.

Quais seriam essas oportunidades?

Vemos oportunidade na digitalização do varejo brasileiro. Queremos ser um fator de inclusão digital, tanto de pequenos e médios varejistas, que são analógicos, quanto de clientes que ainda não fizeram a primeira compra digital.

A fatia do comércio online no varejo total do País ainda é pequena. Como virar esse jogo?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A participação do e-commerce no varejo da China era de 1% dez anos atrás e hoje está em 30%. Essa participação não está escrita em pedra. Depende dos empresários fazerem investimentos para mudar isso. Hoje, a participação do online no varejo brasileiro é de 10% e um ano atrás estava em 5%. Aumentou muito com investimentos de empresas como Magalu e outros players do comércio eletrônico que apostaram em logística, meios de pagamentos, em canais digitais para tentar atender a demanda da população que está em casa. Isso depende também da capacidade do empresário de investir e inovar. Começamos 60 anos atrás como uma empresa analógica. Toda a nossa capacidade digital foi construída com muito suor, trabalho e dedicação. Não foi uma coisa que caiu do céu. Talvez o varejo teria sentido menos se mais investimentos de maneira consistente tivessem no passado sido implementados no setor. O empresário brasileiro tem de fazer essa situação caminhar: a fatia do e-commerce continuar aumentando.

Como será o varejo pós-pandemia?

Vai sair fortalecido, se conseguirmos manter a expectativa de conter gastos e, consequentemente, prolongar os juros baixos. Se os governos forem bem-sucedidos no controle da pandemia, vejo um potencial enorme que está para ser destravado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MUDANÇA NO TOPO

Petrobras (PETR4) no controle: CEO Magda Chambriard deve comandar conselho da Braskem (BRKM5) em novo acordo, diz jornal

23 de janeiro de 2026 - 17:50

Petrobras e IG4 dividirão igualmente o poder de decisão na Braskem, segundo apurou o Valor Econômico; transação pode ser consumada ainda em fevereiro

NO MUNDO FÍSICO

Avenida Paulista é o palco da aposta do Itaú (ITUB4): novo conceito de agência mira classe média, enquanto rivais reduzem presença física

23 de janeiro de 2026 - 17:29

Batizado de “Espaço Uniclass”, o projeto mira a classe média e tenta ressignificar o papel do banco no dia a dia do cliente

ENERGIA DEMAIS?

Curtailment muda o jogo: Engie Brasil (EGIE3) reduz investimentos em renováveis e prevê consolidação do setor

23 de janeiro de 2026 - 14:00

Cortes na geração de energia pelo ONS afetam planos e impulsionam concentração no mercado de renováveis, segundo diretor da companhia; confira a entrevista completa com Guilherme Ferrari

O FUTURO ESTÁ PRÓXIMO

Todo mundo vai ter um? Elon Musk promete comercializar robôs humanoides até 2027

23 de janeiro de 2026 - 11:15

Optimus já trabalha em fábricas da Tesla, reaproveita a IA dos carros da marca e pode virar o próximo produto de massa do bilionário

PODE TER PREJUÍZO

Banco Central pede que BRB provisione R$ 2,6 bilhões para perdas, após compras de carteiras fraudadas do Master, diz jornal

23 de janeiro de 2026 - 11:04

Embora o BC não tenha detalhado os motivos, a data da reunião indica que a medida está ligada à compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras do Banco Master.

DÓLARES NO CAIXA

MRV (MRVE3) se desfaz de terrenos nos EUA por US$ 18,3 milhões; plano é chegar a US$ 800 milhões em vendas

23 de janeiro de 2026 - 10:35

A operação faz parte da revisão estratégica da Resia, que queimou caixa no último trimestre e busca vender determinados ativos até o fim deste ano

VÃO-SE OS ANÉIS...

ByteDance cede e livra TikTok do banimento nos EUA; o que ela precisou fazer?

23 de janeiro de 2026 - 9:53

Acordo com investidores americanos muda o controle dos dados, do algoritmo e encerra o risco de banimento do aplicativo nos EUA

ALÔ, ACIONISTA

União Pet (AUAU3) e Engie Brasil (EGIE3) detalham distribuição de quase R$ 325 milhões aos acionistas; confira as condições

22 de janeiro de 2026 - 20:27

União Pet pagará R$ 320,8 milhões, enquanto Engie Brasil conclui leilão de 72,5 mil ações que movimentou R$ 2,2 milhões

HORA DE LARGAR O OSSO?

Cade nega recurso da Petlove contra aprovação da fusão Petz-Cobasi; saiba o que acontece agora

22 de janeiro de 2026 - 19:49

Decisão encerra a disputa administrativa, mas mantém em aberto a fase de desinvestimento e monitoramento, que será determinante para o arquivamento definitivo do processo

ERROU NO LOOK

Citi rebaixa Azzas 2154 (AZZA3) e corta R$ 17 do preço-alvo; entenda por que a ação está fora de moda para os analistas

22 de janeiro de 2026 - 19:01

Banco reduz recomendação e preço-alvo da companhia, citando recuperação lenta e margens pressionadas, enquanto papéis subiram em dia de recorde do Ibovespa

UM DEGRAU POR ANO

Nubank (ROXO34) mira o topo: fintech assume o posto de 2ª maior instituição financeira do Brasil — e não pretende parar por aí

22 de janeiro de 2026 - 17:19

Depois de subir uma posição por ano no ranking, a fintech do cartão roxo conquistou medalha de prata na disputa por número de clientes

GANHANDO ALTITUDE

Embraer (EMBJ3) pode voar mais alto: Safra turbina projeções e revela se é hora de comprar

22 de janeiro de 2026 - 16:01

Os analistas elevaram o preço-alvo da ação EMBJ3 para US$ 92 por ação até o fim de 2026. O que está por trás do otimismo?

VAREJO

Amazon aposta no varejo físico e anuncia megaloja para disputar espaço com Walmart e Target

22 de janeiro de 2026 - 15:31

Com 21 mil m², a nova unidade da Amazon nos arredores de Chicago mistura supermercado, varejo e logística 

SACOLA PREMIUM

De Zara a Shein, Brasil é um dos países mais caros para roupas; veja por que BTG prefere ações da Vivara (VIVA3) e da Track&Field (TFCO4) para ir às compras 

22 de janeiro de 2026 - 14:07

Relatório com o Índice Zara do banco apresentou as expectativas para as varejistas de moda em 2026; marcas voltadas para as classes mais baixas devem continuar sofrendo com o baixo poder de compra da população

QUEM PAGA A CONTA

Crise no Master e no will bank vai bater no caixa dos bancões? FGC deve antecipar contribuições para recompor o fundo

22 de janeiro de 2026 - 12:21

A conta da crise do Master não ficou só com o investidor: FGC avalia medidas para reforçar o caixa

CELEBRIDADES

Não foram só Huck e Vini Jr: Pabllo Vittar, Whindersson Nunes e outras personalidades associaram imagem ao Will Bank

22 de janeiro de 2026 - 12:18

Instituição apostou em entretenimento, TV aberta e celebridades para crescer rápido, mas acabou liquidada após colapso do Banco Master

FORA DE CIRCULAÇÃO?

Anvisa manda recolher um dos chocolates mais tradicionais do Brasil por erro que pode afetar pessoas alérgicas

22 de janeiro de 2026 - 11:07

Anvisa determinou o recolhimento de um lote do chocolate Laka após identificar erro na embalagem que omite a informação sobre a presença de glúten

ENTENDA

JBS (JBSS32) quer dobrar aposta na Arábia Saudita e não é a primeira a pisar no acelerador por lá. Por que esse mercado é tão importante?

22 de janeiro de 2026 - 11:05

A companhia quer dobrar a produção em fábrica nova no país, em um movimento que acompanha a estratégia saudita de reduzir importações e já atraiu investimentos fortes de concorrentes como a MBRF

SEM DANÇA DAS CADEIRAS

Sabesp (SBSP3) conclui compra da Emae, mas não coloca reorganização societária nos planos

22 de janeiro de 2026 - 10:29

A conclusão da operação ocorre após a Sabesp obter, na terça-feira (20), as aprovações do Cade e da Aneel

ALTA PERFORMANCE

Smart Fit (SMFT3) ainda pode subir 40%, e o BTG explica por que é uma das ações mais promissoras da América Latina

21 de janeiro de 2026 - 19:31

Banco revisa preço-alvo para R$ 30, mas reforça confiança na trajetória de crescimento acelerado da companhia nos próximos anos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar