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Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
o que está acontecendo?

5 pontos para entender o resultado e a reação ao PIB do 4º trimestre

Atividade fecha com pior queda da história em 2020, mas vem acima do esperado, só que bolsa está caindo; confira os motivos

Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
3 de março de 2021
13:19 - atualizado às 19:47
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Imagem: Shuttertstock

O IBGE divulgou na manhã desta quarta-feira (3) como foi o desempenho da economia brasileira em 2020, quando a sociedade se viu em meio a duros debates sobre como equilibrar o combate à pandemia de covid-19 e a manutenção dos empregos e as atividades.

Entre o abre e fecha da economia, embates entre o presidente Jair Bolsonaro, prefeitos e governadores e os apelos de cientistas, economistas e empresários, o Produto Interno Bruto (PIB) fechou 2020 com queda de 4,1%, o maior recuo anual da série histórica iniciada em 1996, interrompendo o crescimento de três anos seguidos.

No quarto trimestre, a economia cresceu 3,2% em relação ao terceiro trimestre e recuou 1,1% em relação ao mesmo período de 2019.

Apesar da queda anual e desaceleração no trimestre, o desempenho ficou acima do consenso dos economistas – segundo o Projeções Broadcast, a mediana das projeções indicava alta de 2,8% entre o terceiro e o quarto trimestre e queda de 4,2% em 2020.

O resultado do PIB no ano passado superou até o desempenho de economias maiores que a nossa, como Japão e Alemanha, que contraíram 4,8% e 5%, respectivamente. O Brasil foi pior que os Estados Unidos (-3,5%) e Holanda (-3,8%), além da China, sempre o ponto fora da curva, ao crescer 2,3%.

O desempenho melhor que o esperado deveria ser motivo de comemoração, mas parece que não houve festejos pela Faria Lima. O Ibovespa passou o dia em queda, e embora tenha reduzido as perdas ao fim do pregão, ainda fechou em baixa de 0,32%, aos 111.183 pontos.

Diante do pior desempenho da história, mas que veio acima do esperado, mas aparentemente não o suficiente para animar os investidores, é natural ficar em dúvida sobre se o PIB foi bom ou não.

Para ajudar a navegar por estas e outras perguntas, conversei com economistas e separei cinco pontos para ajudar a entender o que o PIB do quarto trimestre e de 2020 nos mostrou:

1. Pior leitura da história vs. melhor que o esperado por economistas

Parece um contrassenso dizer que o pior resultado da série histórica foi um alívio para analistas e economistas, mas é preciso levar em consideração o quanto as projeções mudaram ao longo do ano passado.

Nas pesquisas Projeções Broadcast, que coletam as projeções de diversos economistas, a pior mediana foi registrada em levantamento publicado em 29 de maio, indicando uma retração de 6,5% no PIB de 2020.

Dali para frente, os economistas foram melhorando as projeções, até que a mediana da última pesquisa, publicada em 12 de fevereiro, apontou para uma queda de 4,2% no PIB, a leitura mais otimista desde então.

“A dispersão das projeções dos economistas era muito grande (ao longo de 2020)”, diz Álvaro Frasson, economista do BTG Pactual digital. “Então dentro do que foi projetado ao longo da pandemia, o resultado foi positivo.”

2. Por que o Ibovespa caiu?

Para começar, a queda do Ibovespa envolve outras questões além do PIB do quarto trimestre que precisam ser ponderadas.

Os investidores também estão de olho na votação da PEC Emergencial, o pedido de não renovação dos mandatos de quatro conselheiros da Petrobras e dados menores que o esperado a respeito do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

O PIB, por si só, não é o que interessa. Como dizem os economistas, os dados mostram aquilo que já foi, e quem está na bolsa está mais interessado no que vem pela frente.

O que está acontecendo é que muitos investidores estão combinando os dados sobre o quarto trimestre com indicadores setoriais recentes, a falta do auxílio emergencial e o andamento das vacinações para traçar projeções para o primeiro trimestre, e o resultado é um desânimo sobre o que pode vir por aí.

“Quando se começa a olhar para o primeiro trimestre, que não tem auxílio emergencial e quando estamos vendo um endurecimento das medidas de distanciamento social, é um trimestre que começa preocupar”, afirmou Frasson.

É bom destacar que esta visão não é consenso. Luka Barbosa, economista do Itaú Unibanco, por exemplo, não espera contração da atividade no primeiro trimestre, citando que o consumo das famílias, um dos principais motores da economia, continuou crescendo no quarto trimestre mesmo sem auxílio emergencial e com alguns estados e municípios endurecendo as restrições para a circulação.

“Mesmo sem o auxílio emergencial, o consumo continuará expandindo, porque está havendo uma recuperação do mercado de trabalho, e a taxa de poupança das famílias está caindo”, disse.

3. Serviços ainda pesam, mas devem melhorar

A economia brasileira é muito dependente do setor de serviços. Ele representa quase 70% da atividade do país e emprega em torno de 55 milhões de pessoas.

Em outros anos, o segmento ajudou a puxar para cima o PIB, mas por conta das medidas de distanciamento social e fechamento de atividades não essenciais, o segmento encerrou 2020 com queda de 4,5%, outro recorde negativo.

O menor resultado foi puxado principalmente por aqueles afetados pelas medidas de combate à covid-19, como restaurantes, academias e hotéis. O item “outras atividades de serviços”, que agrupa essas três atividades, caiu 12,1%.

O economista do Itaú Unibanco disse que os serviços ainda estão com nível de atividade bem abaixo do visto antes da crise. Ele vê a situação melhorando no segundo semestre, mas colocou o fim da pandemia como pré-condição para uma retomada mais robusta.

“A recuperação somente acontecerá quando a vacinação avançar ou o coronavírus diminuir o ímpeto”, afirmou Barbosa.

4. Bons dados de investimentos

Um destaque positivo do PIB, segundo os economistas, foi o crescimento de 20% dos investimentos no quarto trimestre, em base trimestral. Foi o maior avanço da formação bruta de capital fixo, nome técnico dado a este item do PIB, neste tipo de comparação desde o início da série histórica.

Barbosa destaca que é preciso levar em conta que o número possui uma “sujeira”, uma distorção provocada pela importação de plataformas de petróleo pela Petrobras no período, o que não configura investimento,

“Excluindo este fator, estimamos que houve um crescimento de 12%, o que ainda é forte, demonstrando que os investimentos estão se recuperando bem”, disse o economista do Itaú Unibanco.

Para ele, os bons números de investimentos também são explicados pela expansão do mercado imobiliário, com muitas pessoas e empresas aproveitando o cenário de juros baixos para adquirir imóveis.

Outro fator é a alta dos preços das commodities no mercado internacional. Ele afirmou que as empresas que atuam em ramos como petróleo e gás e mineração são intensivas no uso de capital e que ciclos de valorização estimulam investimentos na produção.

5. Agro continua pop

Faça chuva, faça sol, faça covid-19, não tem jeito: a agropecuária brasileira registra desempenho positivo.

Diferentemente da indústria e do setor de serviços, o segmento fechou 2020 com alta de 2,0%, puxada pela soja (7,1%) e o café (24,4%), que alcançaram produções recordes na série histórica. 

“O agronegócio se beneficiou da demanda internacional, com a China puxando bastante as exportações na parte da quantidade, e o câmbio ajudou no lado dos preços”, afirmou Álvaro Frasson, do BTG Pactual digital.

Considerando a alta nos preços das commodities, as projeções de um real ainda bastante desvalorizado ante o dólar, o imenso apetite da China e a expectativa de uma nova safra recorde, podemos esperar que 2021 será um bom ano para o setor.

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