Empiricus: Jornada do investidor herói: quando o período é de caos, pensar no longo prazo é um grande erro
Antes de seguir adiante, gosto de iniciar uma conversa — quando necessário — validando a definição de conceitos elementares. O processo comunicativo só se faz possível se você e o interlocutor puderem concordar sobre a caracterização de algumas premissas básicas. Por exemplo: qual é, para você, a definição de herói? Minha definição de herói preferida […]

Antes de seguir adiante, gosto de iniciar uma conversa — quando necessário — validando a definição de conceitos elementares.
O processo comunicativo só se faz possível se você e o interlocutor puderem concordar sobre a caracterização de algumas premissas básicas. Por exemplo: qual é, para você, a definição de herói?
Minha definição de herói preferida vem de uma entrevista do Bob Dylan:
"Eu penso no herói como alguém que compreenda o grau de responsabilidade que vem com a sua liberdade"
O que mais gosto nessa frase é que ela pondera a coexistência da ordem e do caos na trajetória do herói.
Não pode haver caos (liberdade) sem ordem (responsabilidade).
Dylan provavelmente concordaria com o inverso também: não existe ordem sem caos.
Leia Também
Rodolfo Amstalden: Na média, continua tudo meio igual
Um passo de cada vez: início da temporada de balanços e pesquisa Quaest mexem com os mercados hoje
O herói é justamente o indivíduo capaz de combinar essas duas forças elementares da vida, dosando sabiamente a mistura entre quilos de ordem e gramas de caos.
Falando assim fica bonito, mas o fato é que não vemos mais muitos heróis por aí. Quase todos viraram dentistas ou morreram de overdose.
Se os heróis são incomuns, os investidores heróis são ainda mais raros.
Mergulhados no caos, foram à falência.
Obcecados pela ordem, desistiram de suas posições mediante a primeira crise que apareceu.
Embora o vício do caos esteja estereotipado nas narrativas morais estilo “O Lobo de Wall Street” do senso comum , o vício da ordem é bem mais difícil de se detectar, pois habitamos uma era científica na qual a ordem é superestimada.
O território ordenado domina o imaginário iluminista.
É aquele em que todas as coisas do mundo se encaixam caprichosamente em nossas gavetas de vontades e expectativas.
É aquele que os talebianos chamam de "Mediocristão".
Dentro das fronteiras da ordem, tudo acontece de acordo com os nossos desejos, e podemos calcular trade-offs respeitando a nobre ótica de longo prazo.
Daí deriva o (falso) corolário de que o investidor heroico é um sujeito disciplinado, que sempre investe pensando em longo prazo.
Lord Keynes percebeu a hipocrisia dessa proposição politicamente correta, e você precisa perceber também, se quiser enriquecer de verdade.
O raciocínio em longo prazo é ótimo quando estamos vivendo fases de ordem. Nas fases de caos, porém, pensar em longo prazo é uma excrescência.
Quando tudo dá errado, o herói — que nunca aprendeu a nadar — mergulha em um mar revolto para salvar sua esposa e seus filhos de dentro da barriga de uma baleia, onde foram parar sabe-se lá como.
Não há nada de racional nesse impulso de mergulhar, nada de longo prazo também. No entanto, é fácil para mim e para você concordarmos que o herói fez o que era certo ao tomar tal decisão.
VISÃO DE DONO
Antes de abrir uma empresa, experimente um estágio de dono
19 de outubro de 2026 - 6:45PLANO A
Caça às bruxas: os fundos de previdência caros e pouco rentáveis que nós não recomendamos
18 de outubro de 2026 - 8:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Em busca do eletroposto mais próximo e das ações que vão se dar bem na temporada de balanços; veja o que mexe com seu bolso hoje
16 de outubro de 2026 - 8:16SEXTOU COM O RUY
A bolsa subiu na expectativa, mas a realidade segue difícil. O que esperar da temporada de resultados?
16 de outubro de 2026 - 7:05O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A volta do fantasma dos distratos, o peso dos juros para o desempenho da bolsa e tudo o que mexe com o seu bolso hoje
15 de outubro de 2026 - 8:35EXILE ON WALL STREET
Rodolfo Amstalden: O empurrão que faltava para o Novo Keynesianismo
14 de outubro de 2026 - 19:45O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Brasileiros à prova da teoria financeira, ‘Pix MEI’, o renascimento do Magalu e o que mais mexe com o seu bolso hoje
14 de outubro de 2026 - 8:28O MELHOR DO SEU DINHEIRO
As propostas de Lula e Flávio Bolsonaro para as PMES, o sumiço das LCIs e LCAs que pagavam 95% e o que agita os mercados hoje
13 de outubro de 2026 - 8:19O MELHOR DO SEU DINHEIRO
É o fim dos aplicativos de banco? Os gerentes de IA e as notícias mais importantes para o seu bolso neste feriado
12 de outubro de 2026 - 8:01TRILHAS DE CARREIRA
Ter lado sem perder o eixo: o que está em jogo no trabalho quando você se posiciona politicamente em tempo de eleição
11 de outubro de 2026 - 8:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A conta que você não pode atrasar, os encantos da China e o que mais mexe com seu bolso hoje
9 de outubro de 2026 - 8:47O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A guerra do delivery pelo seu restaurante, o fim do ‘aceita VR?’ e o que esperar dos mercados hoje
8 de outubro de 2026 - 8:54EXILE ON WALL STREET
Rodolfo Amstalden: Upside de 50% à frente, mas nunca vem de graça
7 de outubro de 2026 - 19:51O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A bolsa desanimou, mas os juros não: ativos para um mundo com a Selic menor e o que mais mexe com seu bolso hoje
7 de outubro de 2026 - 8:38O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A dívida pública, a dívida do condomínio e a euforia dos mercados: entenda o que você precisa saber antes de investir hoje
6 de outubro de 2026 - 8:42INSIGTHS ASSIMÉTRICOS
Eleições: o pêndulo virou e o fiscal entrou no preço
6 de outubro de 2026 - 7:22O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A ação que aguenta o tranco do segundo turno e o que esperar dos mercados hoje
5 de outubro de 2026 - 8:19O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O ESG na análise de risco, o impacto das eleições na Petrobras (PETR4) e o que mais move o mercado hoje
2 de outubro de 2026 - 8:24SEXTOU COM O RUY
Por que você deveria ter Petrobras (PETR4) na carteira — independentemente de quem ganhar as eleições?
2 de outubro de 2026 - 7:20O MELHOR DO SEU DINHEIRO