GPA vai seguir adiante com cisão do Assaí
Separação foi anunciada em setembro e visa dar mais protagonismo e destravar valor da rede de atacarejo

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) pretende seguir adiante com o processo de cisão do Assaí do restante de seus negócios, repassando a totalidade de sua participação na rede de atacarejo aos seus acionistas.
De acordo com o comunicado divulgado nesta segunda-feira (14), a proposta de reorganização societária será submetida à análise dos acionistas do GPA em assembleia geral extraordinária convocada para o dia 31 dezembro, depois de ter sido aprovada pelo conselho de administração.
A operação, caso aprovada, ocorrerá em duas etapas. Na primeira, a Sendas, subsidiária que controla o Assaí, vai segregar a sua participação na Almacenes Éxito, uma rede de supermercado da Colômbia, e vai repassá-la para o controle do GPA. Feito isto, a Sendas será separada do restante do GPA.
[captacao]
A operação prevê que os acionistas do controlador do Pão de Açúcar receberão as ações da Sendas na proporção de uma ação da Sendas para cada papel do GPA. A expectativa é de que esta distribuição ocorra antes o final do primeiro trimestre do ano que vem.
A Sendas terá suas ações listadas no Novo Mercado, segmento de listagem da Bolsa com o mais alto padrão de exigência de governança corporativa das companhias, e recibos de ações (ADS, na sigla em inglês) na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse).
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Motivações
A intenção de segregar o Assaí em uma empresa separada foi anunciada ao mercado em setembro. com a intenção de dar protagonismo a cada um dos negócios.
Segundo disseram os executivos do grupo na ocasião, a medida deve "liberar valores" para ambas as empresas que resultarem desta cisão. O vice-presidente do conselho de administração, Ronaldo Iabrudi, afirmou que a tese de investimentos desta separação é a possibilidade de melhor alocação de recursos e de dar mais visibilidade a cada um dos negócios.
A notícia foi bem recebida pelo mercado, com as ações do GPA fechando no dia seguinte com alta de quase 15%. Analistas do Credit Suisse avaliaram que o Assaí valeria R$ 17 bilhões, considerando o desempenho da rede de atacarejo nos últimos cinco anos e a atuação da concorrência.
O Assaí tem se destacado nos últimos anos, com desempenho muito melhor do que a parte de multivarejo. O faturamento bruto no terceiro trimestre atingiu R$ 10,1 bilhões, subindo 33,4% em relação ao mesmo período de 2019, o maior incremento de vendas histórico da bandeira.
No comunicado divulgado nesta segunda-feira, o GPA informou que, após a cisão, a Sendas ficará com cerca de 185 lojas do Assaí.
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