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2020-03-17T14:48:17-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Fundos de investimento

O que fizeram as maiores gestoras de fundos com a crise do coronavírus? Só o Banco do Brasil respondeu

BB DTVM reduziu posições de ativos de maior risco e buscou ações de setores mais resilientes. Bradesco, BTG, Caixa, Itaú, Safra, Santander e XP não responderam o que estão fazendo com o dinheiro dos clientes

17 de março de 2020
13:59 - atualizado às 14:48
Coronavírus derruba países
Imagem: Shutterstock

O que fizeram as maiores gestoras de fundos do país diante do choque provocado pelo coronavírus? Eu procurei oito das líderes do mercado de gestão de recursos na quinta-feira passada com três perguntas:

  • Quais movimentações a gestora fez na carteira ou pretende fazer?
  • Houve resgates de recursos pelos investidores nas últimas semanas?
  • Quais as perspectivas para a bolsa, câmbio e juros?

Até o momento, apenas a BB DTVM, gestora de fundos do Banco do Brasil, respondeu (em parte) às questões.

Quatro instituições me disseram que não iriam comentar o que estão fazendo com o dinheiro de seus clientes: Bradesco, BTG Pactual, Santander e XP.

O Itaú não quis responder, mas informou por meio da assessoria de imprensa que pretende dar uma entrevista ao Seu Dinheiro até o começo de abril.

As outras duas instituições – Caixa Econômica Federal e Safra – não responderam ao pedido até o momento.

Menos risco

A BB DTVM, maior gestora do país, com um total de R$ 1,057 trilhão em patrimônio, informou que reduziu as posições em ativos de maior risco entre os fundos multimercados. Em bolsa, a estratégia foi buscar setores que são considerados mais resilientes.

Nas últimas semanas, a gestora registrou saques tanto nos fundos multimercados como nos de ações, mas não revelou valores. A BB DTVM também não fez comentários sobre as perspectivas para os ativos no atual cenário.

Leia a seguir a íntegra das respostas enviadas por e-mail:

A gestora fez alguma movimentação recente na carteira ou pretende fazer em meio ao choque provocado pelo coronavírus? Se fez movimentações, quais foram?

A BB DTVM vem adotando estratégias mais balanceadas, reduzindo nossas posições em ativos de maior risco, buscando a proteção do portfólio. Tais estratégias foram adotadas mais intensamente nos fundos multimercados. O mesmo movimento foi realizado nos fundos de ações, que também passaram a alocar em setores mais resilientes.

Com a intensificação das crises, continuamos com essa estratégia, porém sem necessitar fazer grandes mudanças, visto termos antecipado parte deste movimento de mercado.

A gestora teve resgates líquidos nas últimas semanas? Qual o valor?

Observamos movimento de saída de recursos em fundos Multimercado e de Ações, acompanhando o sentimento de aversão ao risco iniciado globalmente.

Em termos patrimoniais, o resultado líquido da captação está dentro do esperado para momentos de turbulência e, dado o processo de assessoria realizado pela distribuição do Banco do Brasil, com base no perfil dos clientes e indicação de carteiras diversificadas de produtos de investimento, acreditamos que a intensificação das ações de comunicação e educação financeira dos investidores promovidas pelo BB estão apresentando cada vez mais resultados.

Como vê as perspectivas para a bolsa, câmbio e juros diante da atual conjuntura?

A BB DTVM não disponibiliza informações sobre cenário econômico.

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