Ibovespa oscila entre altas e baixas com números melhores de emprego
Caged acima das expectativas permitiu ao Ibovespa resistir ao cenário aversão generalizada ao risco no exterior

O Ibovespa apagou a queda que dominou a maior parte do dia, mas sem conseguir firmar uma trajetória de alta na reta final do pregão desta terça-feira. O otimismo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes a junho ganhou o reforço da melhora da situação em Wall Street. Mais cedo, o dólar apagou a alta observada desde o início da sessão e passou a cair acompanhando o comportamento de outras moedas emergentes.
Por volta das 16h40, oscilando entre altas e baixas, o Ibovespa caía 0,05%, aos 104.421 pontos. Em Wall Street, os principais índices de ações apagavam quedas mais acentuadas registradas mais cedo, mas ainda se ressentiam da cautela com o avanço do coronavírus, as tensões entre Estados Unidos e China e as novas medidas de restrição a viagens na Europa. A expectativa com relação à reunião de política monetária do Federal Reserve Bank (o banco centro norte-americano) também pesa sobre os participantes do mercado.
Por aqui, o Caged mostrou fechamento líquido de 10.948 postos de trabalho. No mês anterior, o saldo de vagas criadas e fechadas ficou negativo em 305.303 postos de trabalho. A média das projeções dos analistas era de que o Brasil registrasse o fechamento de 195.193 postos de trabalho em junho.
Analistas consideraram surpreendentes os números do Caged em junho. Mas enquanto alguns afirmam que o dado reforça a percepção de que o pior já teria passado e que a economia brasileira estaria ensaiando uma recuperação, outros advertem que a leitura do indicador parte de uma base deprimida.
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De março - quando o impacto da pandemia começou a ser sentido no Brasil - até junho, o Caged registrou o fechamento de 1,539 milhão de postos de trabalho, segundo os dados do Ministério da Economia.
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No Ibovespa, as ações da AES Tietê (TIET11) lideravam a queda em reação à decisão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de vender sua fatia na empresa à AES Corp. Os papéis da empresa recuavam 8% por volta das 16h40.
No campo positivo, os fortes resultados trimestrais apresentados pelo Carrefour (CRFB3) foram bem recebidos pelos investidores e as ações da companhia operavam em alta de 4,5%. O lucro líquido do Carrefour cresceu 74,9% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2019.
As ações da Cogna (COGN3), por sua vez, subiam 10,5%, recuperando parte das perdas registradas após a divulgação da faixa de preços do IPO da subsidiária Vasta.
Já os papéis da Via Varejo (VVAR3) subiam 7,9%, em grande parte pela elevação da recomendação do Citi de "neutra" para "compra".
O dólar, por sua vez, apagou a alta que vinha sendo observada desde o início da sessão e passou a oscilar perto da estabilidade acompanhando o comportamento de outras moedas emergentes em um momento no qual cada vez mais analistas percebem uma tendência mais ampla de um ciclo de enfraquecimento do dólar.
Mais cedo, a moeda norte-americana chegou a entrar na faixa dos R$ 5,20, refletindo a aversão ao risco no exterior, mas aos poucos perdeu terreno e por volta das 16h40 era cotada a R$ 5,15 (-0,1%).
E em mais um sinal de que o dólar inicia esse ciclo de enfraquecimento global, o ouro renovou pela terceira sessão consecutiva seu recorde de fechamento nos mercados internacionais.
Já os contratos de juros futuros fecharam em leve alta. Apesar disso, os vencimentos mais líquidos seguem próximos de suas mínimas históricas. Confira os principais vencimentos:
- Janeiro/2021: de 1,928% para 1,930%;
- Janeiro/2022: estável a 2,740%;
- Janeiro/2023: de 3,783% para 3,800%;
- Janeiro/2025: de 5,343% para 5,380%.
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