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2020-08-03T18:07:42-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
No país do juro baixo

BTG, XP ou B3? Goldman Sachs aponta ação favorita para surfar crescimento do mercado de capitais

As três empresas estão entre as vencedoras do processo de desenvolvimento do mercado de investimentos no país. Mas a ação favorita dos analistas do banco norte-americano é a do BTG. Saiba por quê

3 de agosto de 2020
14:19 - atualizado às 18:07
B3
Imagem: Shutterstock

A queda dos juros para a mínima histórica de 2,25% deve continuar estimulando o mercado de capitais brasileiro, com a migração de recursos de investidores da renda fixa para a bolsa e aplicações mais sofisticadas. Mas quais ações devem se beneficiar mais dessa tendência?

Para o Goldman Sachs, tanto a B3, dona da bolsa brasileira, como a XP Investimentos e o BTG Pactual estão entre as vencedoras e devem continuar ganhando mercado.

Mas a ação favorita dos analistas do banco norte-americano é a do BTG (BPAC11), cuja recomendação foi elevada de neutra para compra.

Na avaliação do Goldman, o BTG conta com uma melhor relação entre risco e retorno em comparação com a avaliação “premium” da XP, que teve a indicação mantida em neutra.

“A B3 também deve se beneficiar dessa tendência, mas acreditamos que a avaliação atual da empresa limita o potencial de novas altas”, escreveram os analistas, que decidiram reduzir a recomendação para os papéis da dona da bolsa de compra para neutra.

No pregão desta segunda feira, as units do BTG fecharam em alta de 3,85%, a R$ 89,75 e as ações da B3 subiram 0,71%, para R$ 63,89. Os papéis da XP, que são listados na bolsa norte-americana Nasdaq, subiram 1,29%, para US$ 47,10.

XP x BTG

Em relatório para clientes, os analistas do Goldman Sachs estabelecem uma comparação entre XP Investimentos e BTG Pactual. A corretora leva vantagem na projeção de crescimento dos ativos (31% a 24% até 2022) e do lucro, mas os analistas entendem que esse avanço já está refletido na cotação atual das ações.

Embora cresça menos, o BTG deve registrar um melhor resultado em eficiência e margens maiores, segundo os analistas. Além disso, a XP conta hoje com comissões em níveis mais altos, o que pode representar tanto um risco de queda para a corretora como de alta para o BTG.

B3 avaliada à perfeição

No caso da B3, os analistas do Goldman Sachs decidiram reduzir a recomendação basicamente porque entendem que as ações estão caras. “Acreditamos que a B3 está avaliada à perfeição.”

Ou seja, embora acreditem que a bolsa tende a ganhar com o atual cenário de juros baixos e migração dos investimentos para a renda variável, as cotações atuais das ações já refletem essa visão positiva. Nas contas do banco, os papéis da B3 são negociados hoje a 30 vezes o lucro projetado para 2021.

Os analistas também apontam a expectativa de que o volume negociado na bolsa desacelere nos próximos meses, uma vez que os patamares atuais foram alcançados em meio à volatilidade provocada pela crise do coronavírus.

Recomendações do Goldman Sachs:

BTG Pactual (BPAC11):

  • Recomendação: elevada de neutra para compra
  • Preço-alvo: R$ 110,00

XP Investimentos (XP - negociada na Nasdaq):

  • Recomendação: mantida em neutra
  • Preço-alvo: US$ 46,00

B3 (B3SA3):

  • Recomendação: reduzida de compra para neutra
  • Preço-alvo: R$ 62,00
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