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Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

olho nas ações

As 20 ações com maior potencial de pagamento de dividendos em 2020

Economatica fez um levantamento de potenciais resultados para o ano, considerando os números de 2018

Kaype Abreu
Kaype Abreu
3 de janeiro de 2020
14:43 - atualizado às 11:08

Quais serão as melhores ações pagadoras de dividendos neste ano? A consultoria Economatica fez um levantamento de potenciais resultados para 2020 e concluiu que ativos de empresas do setor bancário, de energia elétrica e de saneamento devem ser os destaques do ano no quesito pagamento de proventos aos acionistas.

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O dividendo é a parcela dos lucros das empresas distribuído aos acionistas. Para saber se uma empresa é uma boa pagadora de dividendos, basta verificar o seu dividend yield - percentual do preço da ação que retorna ao acionista na forma de proventos, geralmente em um prazo de um ano. O ideal é analisar a métrica por períodos entre cinco e dez anos.

Quanto maior o dividend yield, maior o retorno de dividendos em relação ao preço da ação. Este indicador foi o principal fator que a Economatica considerou na sua análise. A consultoria usou o preço das ações no último dia útil de 2019 e o volume de dividendos que cada uma distribuiu no ano passado.

É bom lembrar que nem sempre um dividend yield elevado é sinônimo de bom investimento. Pode ser, por exemplo, que o preço da ação tenha caído demais por conta de problemas na empresa. A própria Economatica recomenda uma análise mais detalhada das empresas.

Em geral, as melhores pagadoras de dividendos são empresas consolidadas e líderes em setores já maduros, com lucros altos, constantes e previsíveis, e que não requerem grandes reinvestimentos na sua própria atividade.

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Em geral, concessionárias de serviços públicos, que têm grande previsibilidade de caixa e contratos de longo prazo, são as empresas que mais se encaixam nesse perfil.

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Ações com maior potencial de pagamento de dividendos em 2020

A lista abaixo traz as ações com dividend yield superior a 4% projetado para o ano de 2020 pela Economatica. O valor de corte considerou a taxa básica de juros, hoje a 4,5%.

A Economatica diz ainda que levou em consideração apenas as ações com volume financeiro médio de negociação superior a R$ 5,0 milhões por dia em 2019; de empresas que registraram lucro em 2018; e de empresas cujo lucro nos nove primeiros meses de 2019 correspondeu a pelo menos 75% do lucro acumulado no ano de 2018.

Abaixo, a lista de ações com seu respectivo dividend yield:

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  • Itaú Unibanco ON (ITUB3): 8,76%
  • Wiz S.A (WIZS3): 7,87%
  • Itaú Unibanco PN (ITUB4): 7,56%
  • Taesa (TAEE11): 6,06%
  • Banrisul (BRSR6): 5,75%
  • Bradesco (BBDC4): 5,54%
  • ABC Brasil (ABCB4): 5,44%
  • brMalls (BRML3): 5,40%
  • Bradesco ON (BBDC3): 5,35%
  • Cemig (CMIG4): 5,26%
  • MRV (MRVE3): 5,16%
  • Banco do Brasil (BBAS3): 4,83%
  • Cemig (CMIG3): 4,65%
  • Tupy (TUPY3): 4,45%
  • Sanepar UNIT (SAPR11): 4,35%
  • Sanepar PN (SAPR4): 4,26%
  • Santander (SANB11): 4,22%
  • BB Seguridade (BBSE3): 4,19%
  • Tegma (TGMA3): 4,17%
  • Copel (CPLE6): 4,12%
  • CCR (CCRO3): 4,02%

Questões burocráticas

Os dividendos constituem a porção do lucro líquido das empresas que é distribuída periodicamente aos acionistas. Ou seja, para os sócios receberem dividendos, a empresa precisa dar lucro. Do contrário, nada feito. Por isso que ações são investimentos de renda variável.

O lucro líquido corresponde ao resultado positivo da empresa após descontados o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Somente após descontados esses tributos é que a empresa tem a base de cálculo dos dividendos. Assim, para evitar a bitributação, os dividendos são isentos de imposto de renda para os acionistas.

A companhia pode optar por fazer pagamentos mensais - o que é menos comum -, trimestrais, semestrais ou mesmo anuais.

As empresas devem estabelecer, em estatuto, o percentual mínimo dos lucros a ser distribuído para os sócios (dividendo mínimo obrigatório), bem como a periodicidade dessa distribuição.

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Caso o estatuto não tenha menção ao dividendo mínimo, os acionistas deverão receber pelo menos 50% do lucro líquido do exercício após alguns descontos ou acréscimos estabelecidos na Lei das Sociedades por Ações (Lei das S/A).

Mas se o estatuto for omisso sobre a questão, e os acionistas resolverem deliberar, em assembleia-geral, a sua alteração para definir um dividendo mínimo obrigatório, este não poderá corresponder a menos de 25% do lucro líquido ajustado.

O valor do dividendo recebido pelo acionista é sempre proporcional à quantidade de ações da empresa que ele detinha até a data-limite determinada para o pagamento, independentemente de quando as tenha comprado.

Mas ele só recebe os dividendos caso ainda possua as ações na carteira na data-limite determinada para o pagamento, independentemente de quando as tenha comprado.

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