🔴 ESTA CRIPTOMOEDA DISPAROU 4.200% EM 2 DIAS – VEJA SE VALE INVESTIR

Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Rebaixamento

Vale perde grau de investimento da Moody’s após tragédia de Brumadinho

A nota de crédito da Vale era “Baa3”, a última dentro do selo de bom pagador pelos critérios da agência Moody’s

Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
27 de fevereiro de 2019
16:33 - atualizado às 14:01
Logo após o anúncio do rebaixamento, as ações ordinárias da companhia desceram a ladeira

Notícia pouco animadora para os investidores da Vale. A agência de classificação de risco Moody's anunciou nesta quarta-feira, 27, que decidiu rebaixar para Ba1 (escala global) os ratings da mineradora. A perspectiva negativa completa a sequência de reveses da empresa que, com isso, perde seu grau de investimento.

Até hoje, a nota de crédito da Vale era Baa3, a última dentro do selo de bom pagador. Mesmo como rebaixamento, a mineradora permanece com uma avaliação de risco melhor que a nota soberana do Brasil, atualmente em Ba2.

Em escala nacional, a Vale segue com a nota Aaa.br. Logo após o anúncio do rebaixamento, as ações ordinárias da companhia desceram a ladeira e, por volta das 16h, caíam 1,14%.

O peso da lama

Em seu comunicado, a Moody's ressalta que o rebaixamento é um reflexo do colapso da barragem de rejeitos da mina do Córrego do Feijão na cidade de Brumadinho (MG). A agência diz considerar elevados os riscos de crédito da companhia após a tragédia, além das incertezas no perfil de crédito da Vale e a exposição significativa a despesas judiciais relacionadas ao caso.

A agência afirmou ainda que, embora a Vale desfrute de uma posição financeira robusta, o rompimento da barragem eleva as preocupações dos pontos de vista social e de governança corporativa, uma vez que ocorreu um pouco mais de três anos após o colapso da barragem da Samarco, também em Minas Gerais.

O comunicado ressalta ainda que, embora a Vale tenha demonstrou amplo esforço para oferecer assistência humanitária e auxílio financeiro emergencial aos afetados pela tragédia, além de reforçar o monitoramento e inspeção das barragens, para a Moody's ainda não enxerga com clareza a extensão total dos custos, reivindicações judiciais e litígios, bem como o impacto do acidente na reputação da Vale e no seu resultado operacional e financeiro.

Pensando no futuro

A Moody's completou sua avaliação dizendo que os ratings podem ser estabilizados caso a empresa mostre maior visibilidade sobre os custos e passivos financeiros nos quais ela pode incorrer em consequência do acidente.

Pensando no futuro, a agência afirma que uma elevação dos ratings exige "resultados positivos relacionados às ações judiciais e investigações, em conjunto com a manutenção de um sólido perfil de crédito, liquidez e geração de fluxo de caixa positiva, suportados pela posição de liderança nos principais mercados de atuação e operações de baixo custo". Também entrarão nessa conta evidências de aprimoramento da supervisão da governança corporativa, da gestão de riscos e controle da companhia.

Por outro lado, os ratings da Vale podem ser voltar a serem rebaixados caso os custos finais relacionados ao desastre em Brumadinho ficarem acima das expectativas.

Compartilhe

ATENÇÃO, INVESTIDOR

Dividendos: Banco do Brasil (BBAS3) anuncia R$ 1,1 bilhão em JCP — em proventos antecipados do 2T24

24 de maio de 2024 - 18:52

Para ter direito à remuneração, é necessário possuir ações do BB até o fim do pregão de 23 de junho

TRAGAM A COROA

Tchau, Itaú (ITUB4): Nubank (ROXO34) se torna o banco mais valioso da América Latina pela primeira vez em dois anos

24 de maio de 2024 - 17:24

Atualmente, o banco digital é avaliado em US$ 56,19 bilhões, equivalente a R$ 290,52 bilhões nas cotações atuais

DONA DO CHATGPT

De demissões a polêmicas em Hollywood: por que a gestão de Sam Altman à frente da OpenAI vem sendo alvo de críticas

24 de maio de 2024 - 16:24

Desde que recuperou o trono de CEO em novembro, Sam Altman viu a empresa que fundou adentrar uma nova onda de intrigas — incluindo uma controvérsia com a atriz Scarlett Johansson e acordos altamente restritivos com antigos funcionários

APERTO DE MÃOS

Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) anunciam acordo de cooperação para ‘mesclar’ malhas aéreas em meio a rumores de fusão das empresas

24 de maio de 2024 - 8:34

Entre as novas rotas compartilhadas, os clientes terão à disposição também oportunidades mais convenientes de conexão

UMA BATALHA DE GIGANTES

Mercado Livre quer se tornar maior banco digital do México — mas expansão do Nubank pode atrapalhar os planos

23 de maio de 2024 - 20:04

O banco do cartão roxo liderou a adição de usuários ativos mensais (MAU) no país, de acordo com relatório do Bank of America

UM AUXÍLIO PARA A DANÇA DAS CADEIRAS

Vale (VALE3) contrata consultoria internacional para seleção de novo CEO e dá mais um passo no processo de sucessão do comando

23 de maio de 2024 - 19:22

A escolhida para assessorar o conselho de administração na busca foi a Russell Reynolds, que entregará uma lista de três possíveis nomes para o cargo ao CA

Mais uma espera

Americanas (AMER3) adia novamente a divulgação dos balanços de 2023 e do primeiro trimestre de 2024

23 de maio de 2024 - 19:13

Previsão da empresa era divulgar seus números em 28 de maio, mas investigação de comitê independente ainda não terminou

NOVAS ESTRUTURAS?

Sanepar (SAPR11) estuda criar holding e outras empresas para segregar negócios; entenda

23 de maio de 2024 - 18:46

O levantamento será elaborado pela Fundação Instituto de Administração (FIA), que terá um prazo de 240 dias para concluir os trabalhos

CHUVA DE PROVENTOS?

Petrobras (PETR4) é a segunda empresa que mais pagou dividendos no 1T24 apesar da polêmica com governo; saiba quem foi a campeã

23 de maio de 2024 - 16:15

Entre janeiro e março deste ano, a estatal depositou um total de US$ 2,03 bilhões em remuneração aos acionistas; veja a lista completa

PAPEL FICOU BARATO?

XP quer recomprar até R$ 1 bilhão em ações após papéis despencarem 14% com o balanço do 1T24

23 de maio de 2024 - 13:28

O conselho de administração da companhia aprovou um programa de recompra de ações de papéis classe A no mercado norte-americano

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar