🔴 MELHORES MOMENTOS DO MACRO SUMMIT BRASIL 2024 – ASSISTA AQUI

Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Rebaixamento

Vale perde grau de investimento da Moody’s após tragédia de Brumadinho

A nota de crédito da Vale era “Baa3”, a última dentro do selo de bom pagador pelos critérios da agência Moody’s

Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
27 de fevereiro de 2019
16:33 - atualizado às 14:01
vale-tragedia
Logo após o anúncio do rebaixamento, as ações ordinárias da companhia desceram a ladeira

Notícia pouco animadora para os investidores da Vale. A agência de classificação de risco Moody's anunciou nesta quarta-feira, 27, que decidiu rebaixar para Ba1 (escala global) os ratings da mineradora. A perspectiva negativa completa a sequência de reveses da empresa que, com isso, perde seu grau de investimento.

Até hoje, a nota de crédito da Vale era Baa3, a última dentro do selo de bom pagador. Mesmo como rebaixamento, a mineradora permanece com uma avaliação de risco melhor que a nota soberana do Brasil, atualmente em Ba2.

Em escala nacional, a Vale segue com a nota Aaa.br. Logo após o anúncio do rebaixamento, as ações ordinárias da companhia desceram a ladeira e, por volta das 16h, caíam 1,14%.

O peso da lama

Em seu comunicado, a Moody's ressalta que o rebaixamento é um reflexo do colapso da barragem de rejeitos da mina do Córrego do Feijão na cidade de Brumadinho (MG). A agência diz considerar elevados os riscos de crédito da companhia após a tragédia, além das incertezas no perfil de crédito da Vale e a exposição significativa a despesas judiciais relacionadas ao caso.

A agência afirmou ainda que, embora a Vale desfrute de uma posição financeira robusta, o rompimento da barragem eleva as preocupações dos pontos de vista social e de governança corporativa, uma vez que ocorreu um pouco mais de três anos após o colapso da barragem da Samarco, também em Minas Gerais.

O comunicado ressalta ainda que, embora a Vale tenha demonstrou amplo esforço para oferecer assistência humanitária e auxílio financeiro emergencial aos afetados pela tragédia, além de reforçar o monitoramento e inspeção das barragens, para a Moody's ainda não enxerga com clareza a extensão total dos custos, reivindicações judiciais e litígios, bem como o impacto do acidente na reputação da Vale e no seu resultado operacional e financeiro.

Pensando no futuro

A Moody's completou sua avaliação dizendo que os ratings podem ser estabilizados caso a empresa mostre maior visibilidade sobre os custos e passivos financeiros nos quais ela pode incorrer em consequência do acidente.

Pensando no futuro, a agência afirma que uma elevação dos ratings exige "resultados positivos relacionados às ações judiciais e investigações, em conjunto com a manutenção de um sólido perfil de crédito, liquidez e geração de fluxo de caixa positiva, suportados pela posição de liderança nos principais mercados de atuação e operações de baixo custo". Também entrarão nessa conta evidências de aprimoramento da supervisão da governança corporativa, da gestão de riscos e controle da companhia.

Por outro lado, os ratings da Vale podem ser voltar a serem rebaixados caso os custos finais relacionados ao desastre em Brumadinho ficarem acima das expectativas.

Compartilhe

A PARTIR DE 2025

Saiba como a maior produtora de alumínio do país pretende reduzir emissões em até 30% — parte da resposta: com um investimento de R$ 1,6 bilhão

13 de abril de 2024 - 13:13

A multinacional norueguesa Hydro do ramo de alumínio projeta reduzir em cerca de um terço a intensidade de emissão de dióxido de carbono (CO2) nas operações brasileiras a partir de 2025.  A controladora das maiores operações de alumina e alumínio primário no Brasil diz que a previsão é que a meta seja alcançada após a […]

VITÓRIA!

Prio (PRIO3) fica com 100% de Wahoo: como a vitória deve aumentar a produção da petroleira; ações sobem na bolsa

12 de abril de 2024 - 13:05

A empresa recebeu uma decisão favorável da Câmara de Comércio Internacional em um processo arbitral relacionado à concessão BM-C-30, no campo de Wahoo

REESTRUTURAÇÃO DE DÍVIDAS

Light (LIGT3) assina acordos com credores, em novo passo em direção ao fim da recuperação judicial; ações caem na B3

12 de abril de 2024 - 11:46

Foram celebrados dois acordos com credores e debenturistas envolvendo as subsidiárias Light Sesa e Light Energia; entenda o que vem pela frente

ENGORDOU O PATRIMÔNIO

CEO da Nvidia fica quase R$ 3 bilhões mais rico em um dia. Conheça o bilionário que quase dobrou de fortuna em 2024

11 de abril de 2024 - 18:03

Jensen Huang é a 19º pessoa mais rica do planeta, de acordo com a revista Forbes, com um patrimônio avaliado em US$ 79,5 bilhões (R$ 404 bilhões)

ENTENDA O CASO

Justiça embarga obras de complexo bilionário da JHSF (JHSF3) no interior de São Paulo

11 de abril de 2024 - 16:01

A decisão aconteceu após pedido do Ministério Público, que afirma que a JHSF e outras duas companhias burlaram regras de licenciamento ambiental

DESISTIU DA BATALHA?

Gafisa (GFSA3): Esh Capital diminui participação após perder disputa sobre assembleia; ações caem 6% na B3

11 de abril de 2024 - 11:24

A gestora de Vladimir Timerman reduziu a participação na Gafisa de 20% para 4% do capital

FOI DADA A LARGADA

Oferta de ações da Boa Safra (SOJA3): companhia pretende levantar até R$ 388 milhões com nova emissão

11 de abril de 2024 - 9:48

Empresa pretende usar os recursos para expandir o negócio de armazenamento; controladores se comprometeram a colocar dinheiro novo na oferta

VOO DE FRANGO?

BRF (BRFS3) volta a ser empresa “de dono” e mais que dobra de valor na B3. O que está por trás da disparada — e o que esperar das ações

11 de abril de 2024 - 6:13

Agora “oficialmente” sob controle da Marfrig, BRF acumula alta de mais de 170% em 12 meses na B3; saiba o que os analistas pensam da empresa de proteínas

DINHEIRO NO BOLSO

Santander (SANB11) vai depositar R$ 1,5 bilhão na conta dos acionistas; saiba mais sobre os proventos anunciados pelo banco

10 de abril de 2024 - 18:37

Terá direito ao provento quem estiver na base de investidores do banco ao final do pregão de 19 de abril

PISOU NO ACELERADOR

Cury (CURY3) inicia o ano lançando quase R$ 2 bilhões e executivo diz por que a construtora foi na contramão do mercado

10 de abril de 2024 - 18:24

De acordo com Leonardo Mesquita, vice-presidente comercial da construtora, a decisão de lançar mais no início do ano já é adotada há alguns anos e tem um propósito

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies