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Dados da Bolsa por TradingView
2019-11-21T18:55:27-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Mercados

BTG estima Ibovespa entre 131 mil e 197 mil pontos a depender do juro

Analistas do banco mostram o poder da queda do juro sobre o “valor justo” do mercado de ações

21 de novembro de 2019
12:41 - atualizado às 18:55
Foguete voando na frente da bolsa; Ibovespa em alta
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Os analistas do BTG Pactual avaliaram o impacto da redução da taxa real de juro de longo prazo sobre o “valor justo” do Ibovespa e de diferentes ações. Simplificando bem a coisa, quanto menor o juro, maior o valor que podemos esperar para o preço das ações e resultados das empresas.

Juro menor significa menor custo de capital, dinheiro mais barato, e considerando um cenário de juros reais na casa dos 3%, como temos agora, e um crescimento de 2% do PIB, teríamos um Ibovespa na linha dos 131 mil pontos, um potencial de alta de 23,4%.

O banco também traçou outros cenários. No otimista, com crescimento de 2,5% e juro real de 3%, o Ibovespa iria a 142 mil pontos, alta de 34%. Sendo ainda mais otimista, com crescimento de 3%, e juro real longo na casa de 2,5%, o índice teria espaço para chegar aos 197 mil pontos, um salto de 86%.

No cenário mais conservador, com juro real subindo para 4% e crescimento do PIB em 2%, o Ibovespa recuaria cerca de 13%. E no cenário mais pessimista, com juro real em 4,5% e crescimento de 1,5%, o tombo seria de 31%.

Para dar um parâmetro, o juro real era de 6% há cerca de um ano. A métrica utilizada pelo BTG para tratar do juro real são as NTN-Bs com vencimento em 2024 e 2035.

Um ponto que o relatório não aborda em profundidade, mas também esse não era o foco, é que para seguirmos com juro real baixo ou vermos ele ainda é menor é necessário que o governo e Congresso deem continuidade à agenda de ajuste fiscal.

A reforma da Previdência foi um passo fundamental, mas inclusão de Estados e municípios, bem como o avanço de medidas que reduzam gastos obrigatórios são fundamentais para manter o juro baixo.

Se por algum motivo o mercado entender que o ajuste fiscal não será completado, que não vamos conseguir colocar a trajetória de endividamento sobre o PIB em queda, as taxas reais voltaram a subir.

Por setor

Os exercícios do banco ilustram bem o potencial de alta do Ibovespa em um cenário de juros reais baixos ou ainda menores, mas o impacto do menor custo de capital sobre os diferentes setores representados na bolsa varia enormemente.

Para medir esse impacto, os analistas avaliam o efeito de uma redução de 100 pontos-base no custo de capital sobre o preço-alvo de 54 empresas e o range vai de 7% a 44%. Serviços de utilidade pública e telecom têm os menores aumentos nos preços-alvo, com média entre 12,2% a 13,8%, já o setor de locação de veículos e varejo tem médias entre 40% e 26%.

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