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A gigante de tecnologia concordou em pagar o valor de US$ 11 milhões para 227 pessoas que se sentiram vítimas de preconceito pela empresa
Trabalhar no Google, ou até mesmo fazer uma entrevista de emprego na empresa, pode não ser tão legal quanto parece. Pelo menos, se você não for um millennial. A empresa aceitou pagar o total de US$ 11 milhões (cerca de R$ 41,4 milhões) em uma ação coletiva movida por 227 pessoas que a acusavam de discriminação por idade. No caso, com profissionais de mais de 40 anos.
O juiz responsável pelo caso ainda precisa aprovar o acordo final, que foi entregue na última sexta-feira (19).
Cheryl Fillekes é a autora principal do processo. A engenheira de software conta que fez entrevistas em quatro ocasiões entre 2007 e 2014, a primeira com 47 anos, e nunca foi contratada.
Em uma das ocasiões, pediram que reenviasse seu currículo com a data de formatura para que os entrevistadores pudessem ver sua idade. O Google, porém, alegou não ter contratado Cheryl por falta de "adequação à cultura" e inaptidão técnica para a vaga.
A ação movida pela engenheira em 2015 ganhou adeptos. A indenização, que pode ter um ponto final ainda este ano, se dividirá entre os 227 envolvidos, que receberão o total de US$ 35 mil cada. Cheryl, por ser a principal, receberá um adicional de US$ 10 mil.
O caso de Cheryl Fillekes não é o primeiro a orbitar em torno do Google. Em 2010, a empresa fechou um acordo com Brian Reid, ex-funcionário que a processou após atuar como diretor de operações e diretor de engenharia no começo da década passada. Contratado em 2002, na época com 52 anos, o cientista da computação era tido como uma celebridade no Vale do Silício.
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Após dois anos na empresa, ele teria sido transferido para liderar um novo programa de engenheiros, mas não recebeu nem funcionários, nem orçamento para continuar o projeto. Ele deixou o Google em 2004, substituído por dois engenheiros 15 e 20 anos mais novos que o cientista.
Segundo documentos da corte, Reid tinha uma excelente avaliação em quesitos técnicos, mas foi penalizado por não se "encaixar" na cultura da empresa. Mais do que isso, colegas de trabalho teriam dito que suas opiniões eram "obsoletas" e o chamavam de "homem velho", "vagaroso" e "letárgico". O valor do acordo nunca foi divulgado.
Outro caso que foi à Justiça em 2015 é o de Robert Heath. Assim como Cheryl, o caso de discriminação por idade teria acontecido na própria entrevista. Na ocasião, ele teria sido chamado de "grande candidato" pelo recrutador. Contudo, identificou uma espécie de sistema de códigos que classificava os candidatos de acordo com a "idade ideal".
Desde 2014, o Google trabalha em um projeto para diversificar seus colaboradores, abrindo mais espaço para mulheres, LGBTs e outras minorias. Mais do que uma bandeira da empresa, a diversidade é responsável por um ambiente mais inovador, o que é fundamental para que a gigante se mantenha na ponta. Nesta reportagem, você pode conferir alguns dos segredos do Google para atrair e reter talentos em suas sedes.
Até 2019, porém, esse relatório não contemplava a diversidade etária.
Em entrevista à Bloomberg, o advogado de Cheryl defendeu que a "discriminação por idade precisa ser tratada na indústria de tecnologia". Talvez a resolução do caso da engenheira seja um primeiro passo. Além de pagar a indenização, o Google se comprometeu a treinar seus funcionários e recrutadores para evitar qualquer tipo de viés relativo à idade. A empresa também disse que vai investigar eventuais casos dentro da companhia.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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