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André Franco
Crypto News
André Franco
É engenheiro e especialista em criptomoedas da Empiricus
2019-04-04T14:18:42-03:00
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Yoda, o investidor

Entenda por que os pensamentos do mestre de Star Wars se encaixam muito bem no mercado de criptomoedas

13 de fevereiro de 2019
16:12 - atualizado às 14:18
yoda
Mestre Yoda, de Star Wars - Imagem: Shutterstock

“Você deve desaprender o que você aprendeu", Mestre Yoda

Não sou um grande fã de Star Wars, mas a maneira totalmente única de Mestre Yoda falar faz com que qualquer um preste atenção nas suas poucas e sábias declarações ao longo da saga.

A ordem indireta e o jogo de palavras causam uma confusão momentânea no telespectador e, então, uma posterior epifania da mensagem.

E a frase que abre esta newsletter se encaixa muito bem no mercado de criptomoedas.

Desde 2008, vivemos vários ciclos e narrativas no ecossistema cripto.

O primeiro foi baseado quase que exclusivamente na mineração, sem nenhum comércio formal de bitcoin, apenas alguns escambos, sendo o mais notório a compra de duas pizzas da Papa John’s por 10 mil bitcoins.

Posteriormente, em 2010, nasceu uma exchange que pelos próximos anos seria um dos principais nomes de cripto, a Mt. Gox. Foi quando teve início de forma mais abrangente a discussão sobre preço e surgiu uma onda especulativa em torno do ativo.

O mercado ainda era muito pequeno, mas pouco a pouco foram surgindo outras corretoras nos anos seguintes.

Junto com essas novas entrantes, novos instrumentos de derivativos foram aparecendo para que essas empresas se diferenciassem daquelas que já estavam no mercado.

Bitfinex e Coinbase nasceram em 2012 e surfaram um grande crescimento do bitcoin até que, em 2014, a Mt. Gox foi hackeada, causando a primeira grande queda do mercado.

Só alguns anos depois o preço do bitcoin voltou a testar os valores pré-hack da Mt. Gox.

Todos esses ciclos, assim como outros que o leitor queira pontuar, ensinaram muito ao investidor que os vivenciou.

E, com certeza, as boas estratégias adotadas em cada um desses momentos tiverem que ser distintas umas das outras.

2017 foi um ano muito fácil para se investir em cripto, porque praticamente tudo subia. A estratégia era basicamente estar dentro.

Em 2018 o oba-oba acabou e quem não soube colher os lucros durante a festa de 2017, devolveu tudo para o mercado.

O baralho dá, o baralho toma.

Por isso, Mestre Yoda se daria muito bem nesse “jogo” chamado criptoativos.

A todo momento temos que desaprender o que foi aprendido.

Também é necessário reagir rápido às mudanças de ciclos e aceitar que os erros vão acontecer, mas que esses tropeços devem nos levar ao acerto.

Ontem, uma das caras mais famosas do mercado cripto, Anthony Pompliano (mais conhecido como “Pomp”), anunciou que recebeu de dois fundos de pensão dos Estados Unidos um total de 40 milhões de dólares para um fundo de cripto.

Uma notícia que deveria ter jogado o preço do bitcoin pelo menos mais próximo dos 4 mil dólares se estivéssemos em 2017, mas que não surtiu nenhum grande efeito.

Mesmo assim, o ocorrido mostra que, pouco a pouco, o investidor institucional está entrando e molhando os dedinhos nesse mercado.

Digo isso porque os 40 milhões foram de dois fundos que administram juntos 5 bilhões de dólares em ativos.

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