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Balança favorável

Brasil tenta digerir crítica de Trump

Para secretário de comércio exterior, relação comercial entre países vem sendo positiva e crescente nos últimos anos

Presidente dos EUA, Donald Trump
Para o Brasil, as transações geraram um saldo superavitário de US$ 45 milhões no anoImagem: Shutterstock

O ataque do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às "dificuldades impostas pelo Brasil" no comércio exterior ontem vieram como uma surpresa ao governo.

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Ao jornal "Estado de S. Paulo", o secretário de comércio exterior do Ministério da Cultura (Mdic), Abrão Neto, disse que ainda é preciso "entender o contexto das declarações".

Isso porque, de acordo com Neto, a balança comercial entre os dois países tem sido favorável aos EUA, com um saldo positivo para os norte-americanos em US$ 90 bilhões.

"A relação comercial entre Brasil e EUA tem um viés positivo e crescente nos últimos anos", afirmou. Depois da China, os EUA são o segundo principal parceiro comercial do Brasil.

Em alta

Em 2018, as exportações brasileiras para os americanos subiram 6,2% enquanto as importações de produtos norte-americanos subiram 13,3%. Para o Brasil, as transações geraram um saldo superavitário de US$ 45 milhões no ano. "Nossa avaliação é que ainda há uma avenida de temas a serem discutidos e que podem aprofundar ainda mais as relações dos dois países", disse Neto ao jornal.

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Novo 'Nafta'

Na madrugada da segunda-feira, os EUA chegaram a um acordo com o Canadá para reformular o NAFTA. Neto explica que o Brasil não deve ser afetado pelo acordo, mas está atento aos impactos que isso pode ter em indústrias específicas. "Temos que analisar melhor o acordo em relação ao setor automotivo, por exemplo, mas a tendência é que o Brasil continue tendo acesso ao mercado desses três países", disse.

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