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Informação causou efeito imediato nos papéis das concessionárias de rodovias que fazem parte do Ibovespa
Lá de Davos, João Doria conseguiu provocar movimentações extras no mercado brasileiro nesta quinta-feira, 24. O governador paulista anunciou que provavelmente renovará os contratos de concessão de pedágios que expiraram durante seu mandato. Na lista estão os pedágios operados pela ViaOeste (de propriedade da CCR), Renovias ( CCR / Encalso), Centrovias (Arteris) e AB Triângulo do Sol (Atlantia Bertin).
A informação causou efeito imediato nas ações das concessionárias de rodovias que fazem parte do Ibovespa. Por volta das 15h30, papéis ordinários da CCR (CCRO3) lideravam as altas do índice com ganhos de 6,50%. Ordinárias da EcoRodovias (ECOR3) também subiam com força, em alta de 3,68%.
Logo depois do anúncio de Doria, o BTG Pactual soltou um relatório avaliando a renovação como uma "surpresa positiva para as atuais operadoras". Segundo o banco, a continuidade desses contratos traria investimentos adicionais nas carteiras atuais e sem concorrência, já que a concessão seria estendida sem um processo de licitação competitiva.
Ainda de acordo com o BTG, as renovações podem ser firmadas com novos aditivos contratuais, com prazos de concessão mais longos e tarifas de pedágio mais baixas, beneficiando as concessionárias.
Em termos de avaliação, o BTG aponta para um movimento de compra dos papéis da CCR, mas ressalta que sua indicação principal segue com as ações da Rumo (RAIL3) que, segundo os analistas, possui uma TIR real mais alta, forte dinâmica de lucros e várias opções que não são precificadas.
Apesar do otimismo com relação aos novos prazos das concessões, o BTG avalia com cautela a medida anunciada por Doria. A falta de detalhes relacionados aos impactos econômicos das extensões, como o tamanho dos investimentos, as taxas e os termos de concessão, são algumas das incertezas colocadas na conta pelo banco.