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Estatal brasileira vive um bom momento juto à disparada do petróleo, commodity que sobe mais de 70% no ano. Entenda como cenário geopolítico pode influenciar os preços
As ações da Petrobras (PETR4) acumulam alta de 57,8% neste ano – e ainda estamos no começo de abril. A disparada do petróleo é um fator importante para isso, mas será que é o único?
Vale destacar que a commodity sobe 80% em 2026. O barril do tipo brent iniciou o ano cotado na casa dos US$ 60 e, hoje, se mantém acima de US$ 100. Os dados são do TradingView.
Neste texto, vamos entender quais são as perspectivas para o petróleo e o que esperar da estatal brasileira.
A disparada do petróleo é positiva para a Petrobras, mas a empresa também se beneficia de outros aspectos, segundo aponta Ruy Hungria, analista da Empiricus Research.
De acordo com ele, o patamar atual de preços da commodity “traz perspectivas de excesso de geração de caixa e pagamento de bons dividendos”.
O analista fez seus estudos baseado na cotação do brent entre US$ 70 e US$ 80. Com isso, Hungria considera que há espaço para futuras revisões desse aspecto com visões ainda mais positivas para a Petrobras.
E há outros dois aspectos no radar do profissional da Empiricus.
De um lado, é difícil encontrar empresas de óleo e gás em países emergentes que ofereçam bons níveis de governança e dividendos altos.
“A Petrobras é a única produtora large cap, fora da Rússia e China, que conta com crescimento orgânico de produção e dividend yield próximo a dois dígitos.” Esse ponto ganha ainda mais relevância no contexto atual de fluxo de dinheiro para países emergentes.
Hungria também vê a empresa bem diante do cenário eleitoral, “depois de três anos do governo Lula 3 sem interferências que colocassem em xeque a governança da Petrobras”.
Assim, ele avalia que, se o presidente atual vencer as eleições deste ano, pouca coisa deve mudar para a estatal. Por outro lado, se um nome da oposição, os papéis podem ser reavaliados de forma ainda mais positiva.
“A Petrobras ainda tem muita lenha para queimar”, resume.
Matheus Spiess também é analista da Empiricus Research e está acompanhando de perto os desdobramentos que o conflito no Irã tem causado no petróleo e em outras commodities.
Ele ressalta que o fechamento do Estreito de Ormuz pode ser o maior choque de oferta do produto na história, afetando cerca de 20% da oferta global de barris. E o problema vai muito além, já que a região produz e exporta diferentes produtos para o mundo. Como exemplo, cerca de 40% dos fertilizantes agrícolas utilizados no Brasil vêm de lá.
No meio de toda a tensão, ainda pesa a falta de horizonte para o fim dos ataques.
Spiess ressalta que o cenário se desenrola em um mundo já sensível a choques de oferta, em que “a dificuldade de antecipar a duração e a intensidade do conflito sustenta um prêmio relevante nos preços de energia”.
Além disso, o fim do conflito não significa uma volta ao cenário que os investidores viveram nas primeiras décadas deste século: “o pano de fundo segue marcado por tensões geopolíticas, reorganização de cadeias globais e disputas entre grandes potências”.
A vida com inflação sob controle e juros baixos pode ter ficado para trás.
O cenário que vivemos hoje pode ser positivo para o petróleo, mas ativos ligados à commodity não devem ser os únicos a ir bem – e eles ainda podem ser ultrapassados por outro investimento.
Spiess divide as commodities em quatro tipos principais:
O analista identificou um potencial de alta rondando os quatro setores de matérias-primas. Alguns já tem se valorizado, enquanto outros estão chegando na festa e ainda podem entregar muitos motivos para comemoração.
Quer saber qual é o investimento com melhor potencial de alta no cenário atual? Confira no link abaixo:
Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability). Os Exchange Traded Funds (ETFs) são fundos de investimento que buscam refletir o desempenho de um índice de referência. Embora negociados em bolsa como ações, os ETFs apresentam riscos específicos, tais como variações no valor das cotas, diferença entre o desempenho do ETF e do índice (“tracking error”), liquidez variável no mercado secundário, e, quando aplicável, riscos associados à exposição internacional, cambial ou setorial. ETFs que utilizam derivativos, replicação sintética, alavancagem ou estratégias ativas podem apresentar riscos adicionais, que devem ser compreendidos previamente pelo investidor. A negociação de cotas em bolsa pode ocorrer por valores superiores ou inferiores ao valor patrimonial das cotas (NAV). Aspectos tributários podem variar conforme o tipo de ETF, a jurisdição do índice de referência e o perfil do investidor. A rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros. Assim, não é possível prever o desempenho futuro de um investimento a partir da variação de seu valor de mercado no passado. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. Não há garantia de que os investidores vão obter lucros, nem responsabilização pelas perdas. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. LEIA O PROSPECTO E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR.