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Carteiras voltadas a tecnologia e juros baixos devem ficar desatualizadas em um mundo marcado por conflitos entre grandes potências; entenda como se posicionar agora
Vivemos em um mundo diferente daquele que marcou as pessoas e os mercados no início do século XXI. Até o grande investidor Ray Dalio já chamou atenção, em artigo na Fortune, para a transição de uma ordem mundial de relativa paz para outra marcada por conflitos entre potências.
A guerra no Oriente Médio, que opõe Estados Unidos e Israel ao Irã, pode ser parte desse contexto, e não apenas um caso isolado.
Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, explica: “mesmo que o conflito atual acabe, o pano de fundo segue marcado por tensões geopolíticas, reorganização de cadeias globais e disputas entre grandes potências”.
Se economia e geopolítica mudam, não faz sentido que uma carteira de investimentos permaneça do mesmo jeito – esperando crescimento de empresas de tecnologia, controle da inflação e queda dos juros.
Para entender melhor o contexto, é importante lembrar que o fechamento do Estreito de Ormuz tem sido caracterizado como o maior choque de petróleo da história, uma visão que se espalha na imprensa e entre especialistas, como Ian Bremmer, do Eurasia Group.
Spiess detalha em relatório que o local é rota de aproximadamente 20 milhões de barris por dia, o equivalente a cerca de 20% da oferta global.
Diferentes países buscam soluções para amenizar o problema, mas na melhor das hipóteses, faltaria “algo entre 12,6 e 13,4 milhões de barris por dia, ou 13% do consumo do mundo”. É essa assimetria que pressiona os preços da commodity ao redor dos US$ 100 por barril do tipo brent.
E nem só de petróleo vive Ormuz. Outros produtos passam pelo estreito, como fertilizantes agrícolas, que também têm a produção concentrada na região. O analista cita o Brasil como exemplo, onde, de todos os químicos desse tipo consumidos no país, 40% vêm do Golfo Persa.
“Na prática, esse movimento se traduz em um aumento relevante do custo de produção agrícola ao redor do mundo, com efeitos diretos sobre os preços dos alimentos.”
Apesar de as paralizações no Estreito de Ormuz terem um impacto significativo para o petróleo e, consequentemente, para grande parte do mercado de energia, os problemas em torno do conflito são maiores do que ele.
A guerra está em sua quinta semana, e Spiess lembra de algo importante: quando ocorreram os primeiros ataques, a Casa Branca e o Pentágono anunciaram que tudo acabaria no período de quatro a seis semanas.
O prazo ainda é válido, mas não há sinais de que a solução chegará até o dia 4 de abril.
O analista da Empiricus Research explica que em mercados sensíveis a choques de oferta, como é visto hoje, “a dificuldade de antecipar a duração e a intensidade do conflito sustenta um prêmio relevante nos preços de energia”.
Em resumo, no momento geopolítico atual, diversos fatos contribuem para mudanças na economia e nos investimentos.
O mundo passou por um período de concentração dos investimentos em empresas de tecnologia. Foi nesse momento que surgiram termos como "big techs", para as grandes corporações do ramo, e "sete magníficas", que se refere às maiores delas nos EUA – Google, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla.
Um relatório do Bank of America aponta que, juntas, essas empresas somavam US$ 20,9 trilhões em valor de mercado no final de 2025, um valor maior até mesmo que o PIB brasileiro, que encerrou o último ano em R$ 12,7 trilhões.
Porém, as coisas mudaram. “Vivemos um ambiente global mais fragmentado, marcado por episódios recorrentes de tensão e disrupção, o que altera o paradigma de alocação”, explica Matheus Spiess.
O analista aponta que ativos de outras áreas passaram a ter uma relevância não só como “oportunidades táticas” para a carteira, mas de forma estrutural dentro do portfólio.
“Em um ambiente marcado por disputas geopolíticas e choques recorrentes, as convicções passam a moldar decisões econômicas e, no limite, preços.”
Existe uma saída para a carteira, mesmo diante das tensões geopolíticas e mudanças nos mercados. Há um investimento que pode se beneficiar nesse cenário.
“Para o investidor, a assimetria é clara: partimos de níveis historicamente deprimidos em um cenário que se torna progressivamente mais favorável, sugerindo que este pode ser menos um trade circunstancial e mais o início de um ciclo mais amplo de valorização”, explica Matheus Spiess sobre o investimento.
Em resumo, trata-se de algo que estava relativamente de lado no mercado financeiro, mas que tem visto o jogo começando a virar e vislumbra um grande potencial de ganhos pela frente.
Para conhecer esse investimento em detalhes e entender melhor como ele pode se beneficiar das mudanças em curso, clique no botão abaixo:
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