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Boris Bellini

Boris Bellini

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, escreve sobre o mercado financeiro e economia desde 2021.

Conteúdo Empiricus

O mundo já mudou, a sua carteira continua igual? Analista da Empiricus explica novo cenário e destaca ativo que pode se beneficiar

Carteiras voltadas a tecnologia e juros baixos devem ficar desatualizadas em um mundo marcado por conflitos entre grandes potências; entenda como se posicionar agora

Boris Bellini
Boris Bellini
1 de abril de 2026
9:00 - atualizado às 17:21
geopolítica petróleo commodities
Imagem: Montagem no Canva Pro

Vivemos em um mundo diferente daquele que marcou as pessoas e os mercados no início do século XXI. Até o grande investidor Ray Dalio já chamou atenção, em artigo na Fortune, para a transição de uma ordem mundial de relativa paz para outra marcada por conflitos entre potências.

A guerra no Oriente Médio, que opõe Estados Unidos e Israel ao Irã, pode ser parte desse contexto, e não apenas um caso isolado.

Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, explica: “mesmo que o conflito atual acabe, o pano de fundo segue marcado por tensões geopolíticas, reorganização de cadeias globais e disputas entre grandes potências”.

Se economia e geopolítica mudam, não faz sentido que uma carteira de investimentos permaneça do mesmo jeito – esperando crescimento de empresas de tecnologia, controle da inflação e queda dos juros.

Veja mais: Mudanças no cenário chamam a atenção, mas abrem oportunidades para investimento que ainda não recebeu a devida atenção do mercado; entenda aqui

O maior choque de petróleo da história e mais

Para entender melhor o contexto, é importante lembrar que o fechamento do Estreito de Ormuz tem sido caracterizado como o maior choque de petróleo da história, uma visão que se espalha na imprensa e entre especialistas, como Ian Bremmer, do Eurasia Group.

Spiess detalha em relatório que o local é rota de aproximadamente 20 milhões de barris por dia, o equivalente a cerca de 20% da oferta global.

Diferentes países buscam soluções para amenizar o problema, mas na melhor das hipóteses, faltaria “algo entre 12,6 e 13,4 milhões de barris por dia, ou 13% do consumo do mundo”. É essa assimetria que pressiona os preços da commodity ao redor dos US$ 100 por barril do tipo brent.

E nem só de petróleo vive Ormuz. Outros produtos passam pelo estreito, como fertilizantes agrícolas, que também têm a produção concentrada na região. O analista cita o Brasil como exemplo, onde, de todos os químicos desse tipo consumidos no país, 40% vêm do Golfo Persa.

“Na prática, esse movimento se traduz em um aumento relevante do custo de produção agrícola ao redor do mundo, com efeitos diretos sobre os preços dos alimentos.”

Entenda: Disrupção de cadeias de produção e conflitos entre potências estão entre os combustíveis para a alta de um investimento específico; conheça em detalhes quem se beneficia desse cenário

O problema não é só Ormuz

Apesar de as paralizações no Estreito de Ormuz terem um impacto significativo para o petróleo e, consequentemente, para grande parte do mercado de energia, os problemas em torno do conflito são maiores do que ele.

A guerra está em sua quinta semana, e Spiess lembra de algo importante: quando ocorreram os primeiros ataques, a Casa Branca e o Pentágono anunciaram que tudo acabaria no período de quatro a seis semanas.

O prazo ainda é válido, mas não há sinais de que a solução chegará até o dia 4 de abril.

O analista da Empiricus Research explica que em mercados sensíveis a choques de oferta, como é visto hoje, “a dificuldade de antecipar a duração e a intensidade do conflito sustenta um prêmio relevante nos preços de energia”.

Em resumo, no momento geopolítico atual, diversos fatos contribuem para mudanças na economia e nos investimentos.

VEJA COMO INVESTIR DIANTE DA NOVA GEOPOLÍTICA

Ambiente fragmentado, assimetria para o investidor

O mundo passou por um período de concentração dos investimentos em empresas de tecnologia. Foi nesse momento que surgiram termos como "big techs", para as grandes corporações do ramo, e "sete magníficas", que se refere às maiores delas nos EUA – Google, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla.

Um relatório do Bank of America aponta que, juntas, essas empresas somavam US$ 20,9 trilhões em valor de mercado no final de 2025, um valor maior até mesmo que o PIB brasileiro, que encerrou o último ano em R$ 12,7 trilhões.

Porém, as coisas mudaram. “Vivemos um ambiente global mais fragmentado, marcado por episódios recorrentes de tensão e disrupção, o que altera o paradigma de alocação”, explica Matheus Spiess.

O analista aponta que ativos de outras áreas passaram a ter uma relevância não só como “oportunidades táticas” para a carteira, mas de forma estrutural dentro do portfólio.

“Em um ambiente marcado por disputas geopolíticas e choques recorrentes, as convicções passam a moldar decisões econômicas e, no limite, preços.”

Um investimento para a mudança

Existe uma saída para a carteira, mesmo diante das tensões geopolíticas e mudanças nos mercados. Há um investimento que pode se beneficiar nesse cenário.

“Para o investidor, a assimetria é clara: partimos de níveis historicamente deprimidos em um cenário que se torna progressivamente mais favorável, sugerindo que este pode ser menos um trade circunstancial e mais o início de um ciclo mais amplo de valorização”, explica Matheus Spiess sobre o investimento.

Em resumo, trata-se de algo que estava relativamente de lado no mercado financeiro, mas que tem visto o jogo começando a virar e vislumbra um grande potencial de ganhos pela frente.

Para conhecer esse investimento em detalhes e entender melhor como ele pode se beneficiar das mudanças em curso, clique no botão abaixo:

Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability). Os Exchange Traded Funds (ETFs) são fundos de investimento que buscam refletir o desempenho de um índice de referência. Embora negociados em bolsa como ações, os ETFs apresentam riscos específicos, tais como variações no valor das cotas, diferença entre o desempenho do ETF e do índice (“tracking error”), liquidez variável no mercado secundário, e, quando aplicável, riscos associados à exposição internacional, cambial ou setorial. ETFs que utilizam derivativos, replicação sintética, alavancagem ou estratégias ativas podem apresentar riscos adicionais, que devem ser compreendidos previamente pelo investidor. A negociação de cotas em bolsa pode ocorrer por valores superiores ou inferiores ao valor patrimonial das cotas (NAV). Aspectos tributários podem variar conforme o tipo de ETF, a jurisdição do índice de referência e o perfil do investidor. A rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros. Assim, não é possível prever o desempenho futuro de um investimento a partir da variação de seu valor de mercado no passado. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. Não há garantia de que os investidores vão obter lucros, nem responsabilização pelas perdas. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. LEIA O PROSPECTO E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR.

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