Empiricus lista 10 ações para começar 2026 com o ‘pé direito’; CSAN3, PRIO3 e ITUB4 estão entre as escolhas
Com alta de 34,1% em 2025, o Ibovespa registrou seu melhor desempenho desde 2016; para analista, bom momento deve continuar
A Empiricus Research atualizou sua carteira de 10 ideias para investir em janeiro e buscar lucros logo no começo de 2026. Entre os papéis escolhidos, estão Itaú (ITUB4), Cosan (CSAN3) e Prio (PRIO3).
Vale lembrar que, em 2025, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o ano com forte alta de 34,1%, aos 161.127 pontos, consolidando seu melhor ano desde 2016.
Ibovespa deve manter toada positiva em 2026?
Segundo a analista Larissa Quaresma, responsável pela seleção das empresas da carteira de 10 ideias, 2026 tem motivos para manter o bom desempenho da Bolsa brasileira. "O enfraquecimento estrutural do dólar e o aumento da liquidez global, impulsionados pela política monetária americana, devem sustentar a diversificação de capital para mercados emergentes em 2026", disse em relatório.
A analista vê possibilidade de mais cortes de juros nos Estados Unidos do que o que é precificado atualmente, "por conta da desaceleração da economia norte-americana, aliada a sinais de fragilidade do mercado de trabalho e à dependência de investimentos em IA".
"Nesse contexto, a América Latina surge como um destino natural de fluxo, beneficiada por ciclos eleitorais, reformas estruturantes e afrouxamento monetário. O Brasil, em particular, combina juro real elevado, inflação em convergência a meta e um iminente ciclo de cortes de juros, além de um quadro técnico favorável, marcado por escassez de ações e potenciais reinvestimentos de dividendos e liquidez extraordinária do FGC", avalia a analista.
Sobre as eleições, Larissa Quaresma vê a corrida eleitoral ganhar mais importância a partir de abril, mas pondera enxergar os cenários para 2027 "menos binários do que o mercado teme".
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Direcional (DIRR3) ‘sofreu’ mais do que deveria?
Com este pano de fundo, a analista optou por teses sensíveis a juros e que se beneficiam da queda da Selic em 2026, "buscando aproveitar a recente distorção de preços no mercado e aumentar o potencial de retorno da carteira, mantendo a qualidade e o equilíbrio entre setores".
Um dos movimentos nessa direção foi o aumento de posição nas ações da Direcional (DIRR3), que apresentaram correção de -23% em dezembro "ocasionada principalmente por ruídos relativos à corrida eleitoral", de acordo com a analista.
"O movimento não reflete os fundamentos da companhia, que segue apresentando excelência operacional e uma das melhores perspectivas de crescimento do setor", completa.
Itaú (ITUB4) segue na carteira, mas com menor peso
Para realizar o movimento, a analista decidiu reduzir parcialmente a posição em Itaú (ITUB4), que era o nome de maior peso da carteira. "O papel não sofreu a mesma correção observada em nomes domésticos mais sensíveis ao noticiário político".
Ainda assim, o banco segue representando uma fatia importante da carteira, dada sua performance superior de crédito, eficiência elevada e valuation ainda atrativo ao considerar a qualidade do negócio.
"ITUB4 negocia a 1,95 vezes seu valor patrimonial, o que representa um prêmio relevante sobre seus principais pares, mas justificado pela rentabilidade superior e a consistência na execução".
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Prio (PRIO3) é a petroleira selecionada pela analista
No setor de petróleo, a Prio (PRIO3) foi a escolhida. A tese na maior produtora independente de óleo no Brasil tem como pilares, segundo a analista:
- Perspectiva de crescimento orgânico, com o início da exploração comercial de Wahoo prevista para os próximos meses, o que pode adicionar cerca de 40 mil barris de óleo por dia à produção;
- Crescimento inorgânico, com a aquisição de 100% do Campo de Peregrino, que deve incrementar a produção em mais 55 mil barris de óleo por dia em 2026; e
- Melhora de rentabilidade e de geração de caixa à medida em que a produção aumentar.
Cosan (CSAN3): desalavancagem é principal gatilho da tese
A Cosan (CSAN3) também é uma tese da carteira de 10 ideias da analista Larissa Quaresma. Ela espera que a desalavancagem financeira, principal gatilho para as ações, ganhe força ao longo de 2026 "com potenciais vendas de ativos, tanto no nível da holding quanto das subsidiárias, em especial a Raízen".
A companhia também é uma tese sensível ao ciclo de juros e deve se beneficiar com a queda da Selic esperada em 2026. Por fim, o desconto de holding apresentado "parece excessivo, o que traz mais assimetria de preço para a ação, que deveria ser negociada com um desconto menor", disse Larissa.
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Agora você sabe que Cosan, Direcional, Itaú e Prio estão entre as 10 ações recomendadas pela Empiricus para começar o ano com o "pé direito".
Mas elas não são as únicas. Os outros seis papéis recomendados garantem um equilíbrio entre setores que torna o portfólio ainda mais atrativo para os investidores.
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