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Gabriele Marques

Gabriele Marques

Engenheira Civil formada pelo Centro Universitário FEI. Atualmente é graduanda em Marketing pela Fatec Sebrae e escreve para os portais Empiricus, Seu Dinheiro e Money Times.

Conteúdo Empiricus Asset

Da blue box ao iPhone: Como a origem hacker da Apple (AAPL34) e a visão de Steve Jobs revolucionaram a história da empresa e da tecnologia?

Antes do design elegante de alumínio e vidro, a Apple, uma das maiores big techs do mundo, passou por uma trajetória que beirou o colapso; entenda

Gabriele Marques
Gabriele Marques
29 de janeiro de 2026
9:00 - atualizado às 8:48
Milan, Italy - 2024, March 20 : A view on the glass exterior and logo of the Liberty Square Apple store in the historic centre of Milan, Italy - Imagem: iStock - elifranssens

Similar à maioria das grandes empresas do Vale do Silício, a Apple (AAPL | AAPL34) surgiu da genialidade de jovens apaixonados por eletrônica e tecnologia: Steve Wozniak e Steve Jobs.  

Muito antes dos famosos iPhone, iMac e Air Pods, a Apple foi moldada por tentativas ousadas, crises discretas e um conjunto de inovações tecnológicas que colocaram seu nome na história global.

Não é à toa que a companhia foi a primeira big tech do mundo a atingir o valor de mercado de US$ 3 trilhões. 

No último episódio da temporada do Tech Riders — dedicada à história das 5 principais big techs do mundo: Alphabet, Apple, Microsoft, Meta e Amazon — Pedro Carvalho, especialista da Empiricus Asset, remonta a trajetória da Apple. 

O especialista volta à década de 1970, relembrando os primeiros protótipos até às transformações e estratégias de Steve Jobs que salvaram a companhia de um colapso.

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O dispositivo que deu origem à Apple

Em 1971, Steve Wozniak leu um artigo sobre blue boxes que o deixou intrigado. Como uma pequena caixa azul poderia ser usada por hackers para explorar falhas na rede telefônica? 

Nesse contexto, o estudante, obcecado pelo assunto, decidiu criar a sua própria versão digital da blue box, indo na contramão das versões analógicas instáveis daquela época. 

Enquanto Woz via a genialidade técnica do dispositivo, Jobs via o potencial comercial. E é a partir desse momento que a dupla começa a produzir e vender o dispositivo para estudantes da Universidade de Berkeley. 

“Anos depois, Steve Jobs refletiu sobre essa época com uma seriedade surpreendente, dizendo o seguinte: sem a Blue Box não haveria Apple”, diz Pedro Carvalho. 

O curioso é que o produto não serviu apenas para fins lucrativos. Os “Steve’s” pregaram peças lendárias com o dispositivo. 

Uma delas inclui a ligação para o Vaticano, uma tentativa de falar diretamente com o Papa. “Tentativa” porque a dupla não se atentou a um simples detalhe: o fuso horário. 

Wozniak ligou para Roma fingindo ser Henry Kissinger, ex-secretário de estado dos Estados Unidos. Ele chegou a contatar o Vaticano, porém, eram 4:30h da manhã, horário em que o Papa estava dormindo, o que acabou com a brincadeira. 

Assim, entre humor e comércio universitário, “foi essa experiência que ensinou que a dupla podia construir algo que controlava uma infraestrutura de bilhões de dólares e que as suas ideias tinham um poder real no mundo”, diz Pedro Carvalho.

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Da inovação à obsessão de Jobs e o quase fim da Apple

Construir uma empresa que vale trilhões não é algo que acontece do dia para a noite. Por isso, além de sucessos extraordinários, a história da Apple também foi marcada por tensões internas e decisões estratégicas. 

Após o sucesso inicial com o Apple I e o lançamento do Apple II, a companhia viveu um crescimento exponencial. 

Em dezembro de 1980, a empresa abriu seu capital na bolsa, sendo o maior IPO desde a Ford em 1956, com valor de mercado de US$ 1,7 bilhão. 

Entretanto, nos bastidores o clima era mais instável. Após conhecer, na Xerox, tecnologias como interface gráfica e o uso do mouse, Jobs ficou obcecado em levar a visão para os produtos da Apple — o que impulsionou o desenvolvimento do Apple Lisa e, depois, do Macintosh, mas que também intensificou os conflitos internos. 

Dessa forma, não demorou muito para que o conselho da Apple se voltasse contra as ideias disruptivas de Jobs. 

Em 1985, “Steve Jobs, o fundador visionário, foi esvaziado de todas as suas responsabilidades operacionais e sentiu-se completamente traído e impotente na empresa que ele mesmo criou”, diz Pedro Carvalho. 

Poucos meses depois, Jobs renunciou seu cargo e decidiu fundar uma nova empresa, a NeXT, dando espaço para a era de John Sculley. O ex presidente da PepsiCo, chamado pelo próprio Steve Jobs em 1983 para ajudar a impulsionar a Apple com mais gestão, viveu a prosperidade da empresa no final dos anos 80. 

Porém, a ascensão da companhia não continuou por muito tempo. Com a renúncia de Sculley e algumas substituições no cargo, a Apple já vivia um período de queda livre.

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O retorno que mudou o destino da big tech

Você deve se perguntar: o que, então, fez a Apple dar a volta por cima e se tornar a big tech que conhecemos hoje? 

Não é por acaso que o nome Steve Jobs é o primeiro que surge na mente quando pensamos na história da companhia. 

Mesmo afastado, o cofundador enxergou uma oportunidade de reposicionar a Apple em um momento onde a companhia estava à beira do colapso. 

Jobs voltou com uma visão estratégica clara e ambiciosa. Ele acreditava que a Apple precisava se reinventar.  

E é nesse contexto que, pouco tempo depois, nasce a ideia do produto que seria a grande virada de chave da companhia e que marcaria para sempre o setor de tecnologia. 

Mas como aconteceu esse retorno de Jobs e como ele conduziu essa transformação? O que aconteceu daquela época até os lançamentos icônicos que você conhece hoje? 

Esses detalhes, com o contexto e as escolhas que salvaram a Apple, você pode conferir no último episódio do programa Tech Riders, no canal da Empiricus Asset:

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