MEI: 4 golpes comuns no início do ano e como proteger seu negócio
Segundo relatos reunidos pela ouvidoria do Sebrae, as fraudes mais frequentes envolvem cobranças falsas e contatos enganosos

O Brasil já soma mais de 13 milhões de microempreendedores individuais (MEIs), que hoje representam mais da metade das empresas abertas no país.
Com esse contingente crescente — e com o início do ano marcado por pagamentos obrigatórios e reorganização financeira —, aumentam também as tentativas de fraude contra esse público.
De acordo com relatos reunidos pela ouvidoria do Sebrae, os golpes mais frequentes têm como alvo cobranças falsas, contatos enganosos por aplicativos de mensagem e ofertas irregulares de serviços ou crédito.
“Todo início de ano há uma grande movimentação de recursos e pagamentos que os pequenos negócios precisam fazer. A recomendação é que os microempreendedores tomem todas as precauções para não cair nesses golpes”, afirma Carla Rech, ouvidora do Sebrae, em nota.
A seguir, veja os quatro principais golpes relatados por microempreendedores e como se proteger.
1. DAS-MEI falsa
Um dos golpes mais recorrentes envolve o pagamento do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI).
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Segundo a ouvidoria do Sebrae, criminosos enviam links de sites falsos por mensagem ou e-mail, geralmente informando sobre supostos descontos ou pendências na guia de pagamento do MEI.
Como se proteger:
A orientação é não acessar links enviados sem confirmação da origem. O ideal é emitir a guia apenas por canais oficiais. O boleto pode ser gerado pelo Portal do Empreendedor (do governo federal), pelo aplicativo MEI da Receita Federal, pelo app Meu Sebrae ou diretamente no portal do Sebrae.
Também é recomendável desconfiar de mensagens que criem senso de urgência ou ofereçam vantagens fora do padrão.
2. Contatos via WhatsApp ou e-mail
Golpistas costumam abordar MEIs por WhatsApp ou e-mail com mensagens que alegam a necessidade de associação a alguma entidade, sindicato ou organização para que o negócio continue operando de forma regular.
Esses contatos geralmente vêm acompanhados de links, boletos ou cobranças, criando um senso de urgência para induzir o pagamento.
Como se proteger:
Não há qualquer exigência de filiação a entidades para atuar como MEI. A orientação é não clicar em links enviados por desconhecidos e desconfiar de mensagens que solicitem pagamentos ou dados pessoais.
No caso de e-mails, é importante conferir atentamente o endereço do remetente e compará-lo com os contatos institucionais divulgados nos sites oficiais do governo federal.
3. Ofertas enganosas de empréstimos
No início do ano, muitos microempreendedores buscam crédito para capital de giro ou expansão do negócio. Aproveitando esse cenário, golpistas disparam mensagens oferecendo empréstimos fáceis, rápidos e com poucas exigências.
Como se proteger:
A recomendação é buscar crédito apenas junto a instituições conhecidas, como bancos tradicionais, e, sempre que possível, realizar o processo de forma presencial.
Desconfie de ofertas que prometem liberação imediata sem análise ou que solicitam pagamentos antecipados.
4. Formalização do MEI
O momento da formalização também costuma ser explorado por fraudadores. Eles criam páginas falsas na internet, com aparência semelhante à dos portais oficiais, e cobram taxas para abrir o CNPJ ou concluir o registro como MEI.
Como se proteger:
A formalização do MEI é sempre gratuita e feita exclusivamente pelo portal Gov.br. O CNPJ é gerado de forma imediata, sem qualquer cobrança de taxa. Qualquer site que exija pagamento para esse processo deve ser encarado como sinal de alerta.
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