MRV (MRVE3) mostra como quer voltar ao topo, ações sobem mais de 8% e aparecem entre as maiores altas do Ibovespa
No MRV Day, os executivos da companhia divulgaram os planos para os próximos anos e o guidance para 2025; o mercado parece ter gostado do que ouviu

As ações da MRV (MRVE3) resolveram levantar uns tijolinhos na bolsa de valores. Os papéis fecharam o pregão com ganhos de 8,79%, negociados a R$ 5,57 — a terceira maior alta do Ibovespa.
Apesar do ganho expressivo de hoje, o preço do ativo está 75% abaixo do pico histórico alcançado em dezembro de 2019, quando MRVE3 chegou perto dos R$ 30. A companhia, no entanto, tem planos de retomar sua “era de ouro”.
No MRV Day, que aconteceu ontem (16) em São Paulo, os executivos da MRV admitiram que a companhia não tem feito um bom trabalho de uns anos para cá, mas mostraram como pretendem reverter esse cenário, além de divulgarem o guidance para 2025.
E o mercado parece ter gostado do que ouviu. O Seu Dinheiro esteve no evento e nesta reportagem você pode conferir o que de mais importante foi falado lá.
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Por que é hora de comprar as ações da MRV?
Depois do MRV Day, o Santander reiterou a recomendação de compra para as ações.
A avaliação do banco foi feita com base na expectativa de melhora contínua das operações no Brasil — incluindo uma dinâmica mais robusta de geração de caixa e um desempenho sólido nas vendas —, somada a uma avaliação considerada atrativa.
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O Santander também considera que as ações estão baratas, com múltiplo preço sobre valor patrimonial (P/V) estimado em apenas 0,4 vez para 2025. Assim, os analistas indicam que as ações da MRV ganham fôlego, embora Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3) ainda sejam as favoritas.
Na mesma linha, o BTG Pactual manteve a recomendação de compra para MRVE3. Em relatório publicado nesta manhã, o banco destacou alguns pontos positivos do ncontro com os investidores e jornalistas:
- Guidance para 2025: a expectativa é de que as operações no Brasil gerem entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões em lucro líquido e R$ 300 milhões a R$ 500 milhões em geração de caixa, desconsiderando a venda de recebíveis;
- Impulso do Minha Casa Minha Vida (MCMV): as novas condições do programa Minha Casa Minha Vida devem impulsionar as operações da companhia;
- Liberação de capital: a MRV deve liberar capital imobilizado em terrenos e estoques, fortalecendo sua posição financeira;
- Desempenho da Resia: a subsidiária nos EUA, que é uma das grandes pedras no sapato da MRV, deve vender projetos e registrar cerca de US$ 270 milhões em geração de caixa ao longo de 2025, apesar do cenário macro difícil.
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