🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Micaela Santos

Micaela Santos

É repórter do Seu Dinheiro. Formada pela Universidade São Judas Tadeu (USJT), já passou pela Época Negócios e Canal Meio.

MAGALU CLOUD

Do varejo à nuvem: como o Magazine Luiza (MGLU3) quer diversificar seus negócios e crescer em um mercado dominado por big techs 

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Christian “Kiko” Reis, diretor do Magalu Cloud, afirma que a empresa quer capturar oportunidades no setor em expansão com serviços mais baratos que os das empresas tradicionais

Micaela Santos
Micaela Santos
27 de fevereiro de 2025
6:12 - atualizado às 17:38
Fachada da Arena Magalu, em São Paulo. Paredes azuis e placa na parte superior com os dizeres "Magalu" em led branco. Portas transparentes com duas pessoas entrando
Magazine Luiza - Imagem: Divulgação

Quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) aumenta a Selic, as varejistas já sabem que vem dificuldade por aí. É que, com o crédito mais caro, muita gente acaba adiando a compra da tão sonhada geladeira nova ou daquela TV de 75 polegadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a inflação em alta, juros elevados, endividamento das empresas, queda no consumo da população, concorrência forte no e-commerce nacional e internacional e mais clientes inadimplentes, ter dinheiro em caixa virou uma questão de sobrevivência para as varejistas.

No sobe e desce dos juros, os móveis e eletrodomésticos vêm aos poucos deixando de ser o único “ganha-pão” destas empresas, que hoje apostam nos mais variados negócios. 

Magalu Cloud: a aposta do Magazine Luiza no setor de computação em nuvem

O ano era 2021 quando o Magazine Luiza (MGLU3), por exemplo, deu os primeiros passos no mercado de computação em nuvem. Primeiro, a empresa testou seus novos serviços com clientes do próprio marketplace e depois abriu para o restante do mercado em 2023. 

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Christian “Kiko” Reis, diretor da Magalu Cloud, afirma que a oportunidade de criar um novo negócio em tecnologia surgiu a partir das dificuldades enfrentadas na própria operação do grupo Magazine Luiza — a empresa da família Trajano foi uma das primeiras a adotar a nuvem pública no Brasil, há mais de 15 anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Como usuário, o Magalu sempre utilizou muita cloud pública, sendo um dos nossos maiores custos operacionais. Percebemos que essa também era uma dor do mercado: infraestrutura digital cara, poucas opções de fornecedores e dificuldade em quebrar a barreira econômica do alto custo”, disse o executivo, que atua no grupo desde 2020. 

Leia Também

A cloud pública, ou nuvem pública — como a oferecida pelo Magalu Cloud, AWS, Azure ou Google Cloud, entre outras —, é um tipo de computação em nuvem onde empresas e pessoas podem usar serviços de tecnologia sem precisar ter servidores próprios. 

Toda a infraestrutura é gerenciada por esses provedores e compartilhada entre vários clientes pela internet, permitindo acesso a servidores, armazenamento e bancos de dados.

VEJA MAIS: 3 categorias de ações para buscar proteção e retorno no atual cenário econômico

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Geração de receita além das lojas de varejo

Sem revelar valores, Christian Reis afirma que os gastos do grupo com nuvem pública são uma parte significativa do custo operacional da varejista brasileira. Hoje, no entanto, 30% da operação digital do grupo Magalu já está na própria nuvem do Magalu Cloud. 

Além da redução de custos, a nova empresa se tornou uma fonte alternativa de receita, hoje algo essencial para as varejistas que querem sobreviver aos desafios macroeconômicos.

“O Magalu é novo nesse negócio, mas vemos um grande potencial de geração de receita. Essa iniciativa faz parte da estratégia de diversificação do grupo e está alinhada ao histórico do Magalu, que sempre esteve na vanguarda da inovação em infraestrutura”, disse o diretor.

“Fomos os primeiros usuários de cloud no Brasil e já realizamos diversos projetos nessa área. Então tomamos a decisão de lançar uma cloud pública acessível e competitiva.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Christian “Kiko” Reis, diretor do Magalu Cloud
Christian “Kiko” Reis, diretor do Magalu Cloud

O mercado de nuvem: oportunidade de expansão

O mercado de computação em nuvem não para de crescer, puxado principalmente pelo avanço de tecnologias como a Inteligência Artificial (IA). De acordo com a última projeção do Gartner, os investimentos em nuvem pública devem bater US$ 723,4 bilhões em 2025, um aumento considerável em relação aos US$ 595,7 bilhões esperados para 2024.

Outro relatório da Mordor Intelligence indica que esse mercado deve movimentar US$ 1,44 trilhão globalmente até 2029. Já o Brasil está entre os cinco países com maior crescimento no consumo de computação em nuvem, ao lado de nações como Índia, Japão e Itália. 

Concorrência com gigantes?

De acordo com estimativas do Synergy Research Group para o terceiro trimestre de 2024, a Amazon Web Services (AWS) lidera o mercado global de infraestrutura em nuvem, com 31% de participação. Em seguida, vem a Azure, da Microsoft, com 20%, e o Google Cloud, com 11%. Juntas, essas três gigantes controlam mais de 60% do setor no mundo. 

Apesar de ser novata no setor, o Magalu Cloud quer se posicionar como uma alternativa nacional e mais acessível em um mercado dominado por gigantes como Amazon e Microsoft. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, a ideia não é competir diretamente com essas big techs, mas sim aproveitar o espaço para crescer no país, especialmente entre pequenos e médios negócios que vendem no marketplace da varejista — embora seu público não se limite a eles.

“Nossa visão não é disputar uma fatia de um mercado fixo. Queremos ser uma alternativa relevante com diferencial na entrega e na proximidade com o cliente final”, diz  Reis.

“Em mercados em expansão, como a nuvem pública, não enxergamos os grandes players apenas como concorrência difícil, onde seria preciso ‘roubar’ espaço deles. O verdadeiro desafio é capturar as novas oportunidades que surgem com essa expansão.”

Com um ano de operação pública, o Magalu Cloud já tem mais de 2.500 clientes, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, e 400 colaboradores, que atuam a partir de sete países.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O portfólio de clientes da empresa é diversificado, atendendo desde startups do setor de varejo digital até empresas de call center, seguradoras e pessoas físicas. A operação é suportada por data centers situados em São Paulo e Fortaleza, no Ceará.

LEIA MAIS: Guia gratuito do BTG sobre a temporada de balanços – saiba os destaques das maiores empresas da bolsa no 4º tri de 2024

Os próximos passos do Magalu Cloud

Nos últimos meses, o Magalu Cloud tem trabalhado em novos serviços. Em abril de 2024, foram lançados produtos nas áreas de armazenamento, como o Object Storage (armazenamento de dados escalável), o Turia IAM (gerenciamento de contas corporativas e de terceiros), e o ID Magalu (autenticação única para acessar diversos serviços online). 

No ano passado, a empresa fechou uma parceria estratégica com a Dell para o serviço de Object Storage da companhia, permitindo que seus clientes realizem backups e transferências de grandes volumes de dados no Magalu Cloud, otimizando tempo e custos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No segundo semestre, a empresa também lançou o Block Storage, de eficiência e segurança dos dados, e as Virtual Machines, de poder computacional sob demanda. 

Para 2025, segundo Kiko Reis, o objetivo é seguir expandindo o portfólio e buscar novas oportunidades de clientes. Kognita, Unite e iCasei estão entre os clientes atuais.

“Hoje, o Magalu gera dezenas de bilhões em GMV (Volume Bruto de Mercadoria), e a ideia é que a nuvem seja um negócio que atinja essa mesma escala. Além disso, tem a redução de custos do grupo e contribui para uma margem maior”, diz o diretor da empresa. 

“Como é um modelo mais focado em tecnologia, a margem de um negócio de infraestrutura digital é muito mais alta do que no varejo, onde o foco está na entrega de produtos para o cliente final. É um investimento estratégico de longo prazo”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DEPOIS DA OPA

Sabesp (SBSP3) reforça aposta na Emae e desembolsa R$ 171,6 milhões por nova fatia

13 de março de 2026 - 10:32

Negócio envolve fundo que detém mais de 23% das ações ordinárias da geradora de energia; veja os detalhes da transação

SINAL DE ALERTA

Oncoclínicas (ONCO3) à beira de um calote? Por que a Fitch rebaixou o rating da empresa pela 2ª vez no mês

13 de março de 2026 - 9:54

Agência vê risco de inadimplência restrita após empresa iniciar negociações com credores para prorrogar pagamentos de dívida

JÁ NÃO ESTÁ BARATO

Voar vai ficar (ainda) mais caro: alta do petróleo afeta passagens aéreas, diz presidente da Gol (GOLL54)

13 de março de 2026 - 9:34

O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que alta do petróleo deve ser repassado aos preços das passagens

MAIS PROVENTOS

Privatização no horizonte e dinheiro no bolso: Copasa (CSMG3) aprova novo JCP aos acionistas; veja quem tem direito ao pagamento

13 de março de 2026 - 8:30

Companhia distribuirá R$ 177,6 milhões em proventos referentes ao primeiro trimestre de 2026. Saiba quando a remuneração vai pingar na conta

NOVA FASE

Magazine Luiza (MGLU3) inicia novo ciclo e quer acelerar o e-commerce — mas ainda se recusa a entrar na guerra de Shopee e Mercado Livre

12 de março de 2026 - 19:05

Empresa inicia ciclo focado em inteligência artificial. Intenção é acelerar no e-commerce, mas sem comprar briga por preços

BALANÇO

Selic ainda aperta o Magazine Luiza (MGLU3): lucro cai 55% no 4T25 com pressão das despesas financeiras; lojas físicas seguram vendas

12 de março de 2026 - 19:01

O Magazine Luiza reportou lucro líquido de R$ 131,6 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 55% na comparação anual, pressionado pelo avanço das despesas financeiras em meio aos juros elevados

REESTRUTURAÇÕES EM ALTA

Quando a conta chega: por que gigantes como Raízen, Oi, GPA e Americanas recorreram à recuperação para reorganizar bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 18:01

As maiores reestruturações da história recente ajudam a explicar como o ambiente financeiro mais duro tem afetado até grandes companhias brasileiras

MINERAÇÃO

CSN (CSNA3) despenca após resultado, com queima de caixa e dívida ainda maior: China e até guerra afetam a companhia

12 de março de 2026 - 15:40

A CSN reiterou seus esforços de melhorar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem financeira daqui para a frente, mas esse caminho não será fácil

NA MODA

O que Safra e BB Investimentos viram na Lojas Renner (LREN3)? Veja por que a ação pode subir até 40%

12 de março de 2026 - 15:15

“A recuperação de sua divisão de mercadorias continua sendo sustentada por melhorias nas estratégias de precificação, maior assertividade nas coleções e gestão de estoques mais eficiente”, destacaram os analistas do Safra

BRIGA DE GIGANTES

A ameaça da Shopee: Mercado Livre (MELI34) é rebaixado pelo JP Morgan por preocupações com a concorrência, e ações caem

12 de março de 2026 - 12:45

O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026

CENÁRIO INCERTO

Casas Bahia (BHIA3) virou a página da sua dívida, mas cenário ainda é preocupante: entenda o que mexe com a empresa agora

12 de março de 2026 - 12:15

A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024,? A resposta não é tão simples.

NA CORDA BAMBA

CSN (CSNA3) volta ao vermelho no 4T25 e prejuízo dispara 748% em um ano. O que pesou no balanço?

12 de março de 2026 - 10:01

Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas

VAI PAGAR?

Raízen (RAIZ4): S&P Global rebaixa rating para ‘calote seletivo’ após pedido de recuperação de R$ 65 bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 9:43

O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária

RESULTADO

Casas Bahia (BHIA3) corta prejuízo em 82% no 4T25, mas ainda amarga perda bilionária no ano; veja os destaques do balanço

12 de março de 2026 - 7:57

Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação

DEPOIS DA RE

Nada é tão ruim que não possa piorar: Citi abandona ações do GPA (PCAR3) e Fitch corta rating

11 de março de 2026 - 19:47

O banco tinha recomendação de venda para o papel, enquanto a agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito da varejista em moeda local de CCC para C

CRESCIMENTO ESTRUTURAL

Já deu para a WEG (WEGE3)? Por que analistas veem menos gatilhos para a ação no curto prazo mesmo com tese positiva

11 de março de 2026 - 19:23

Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo

SD ENTREVISTA

Espaçolaser (ESPA3) tem lucro maior no 4T25, vê ano de virada e quer estar pronta para a volta das small caps na bolsa, diz CFO

11 de março de 2026 - 19:07

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores

VAI PINGAR NA CONTA?

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3) vêm aí — mas há condição para o pagamento aos acionistas

11 de março de 2026 - 18:45

A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos

AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS À PARTE

Cobrança de R$ 170 milhões da Casas Bahia empurrou o Grupo Pão de Açúcar para a recuperação judicial; entenda a discussão entre as ex-parceiras

11 de março de 2026 - 17:33

“Hoje, na data do protocolo deste procedimento, a companhia não tem condições de realizar o pagamento sem interromper as suas operações”, disse o Pão de Açúcar

VACAS MAGRAS

Além do Oriente Médio, EUA e China também afetam os frigoríficos e até o preço da carne do seu churrasco

11 de março de 2026 - 15:07

Situação dos rebanhos nos EUA e tarifas da China também afetam o cenário para a carne bovina; JBS, MBRF e Minerva podem sofrer, e, em 2026, o seu churrasco deve ficar ainda mais caro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar