🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Micaela Santos

Micaela Santos

É repórter do Seu Dinheiro. Formada pela Universidade São Judas Tadeu (USJT), já passou pela Época Negócios e Canal Meio.

DESTAQUES DA BOLSA

Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) nas alturas: ações disparam após acordo sobre fusão — mas esses bancões explicam por que ainda não é hora de investir nos papéis

As negociações para a criação de uma nova gigante aérea avançam, mas analistas apontam desafios e riscos econômicos

Micaela Santos
Micaela Santos
16 de janeiro de 2025
14:24 - atualizado às 18:55
Aeronaves da Gol (GOLL4) e da Azul (AZUL4) na pista do aeroporto de Congonhas
Aeronaves da Gol e da Azul na pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo - Imagem: Shutterstock

As negociações para um acordo de fusão entre Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) estão ganhando cada vez mais altitude. E não só isso: as ações das duas companhias também estão nas alturas nesta quinta-feira (16) após a assinatura de um Memorando de Entendimentos Não Vinculante (MoU) para avaliar uma combinação de negócios. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A expectativa pela criação de uma nova gigante da aviação no país — que de cara deve ficar com 60% no mercado nacional de companhias aéreas — animou os investidores da B3. Vale destacar que, juntas, Azul e Gol valem mais de R$ 2 bilhões na bolsa brasileira. 

Por volta das 14h, os papéis da Gol saltavam 7,98%, negociados a R$ 1,76. É importante destacar que as ações da empresa estão registradas na bolsa sob a categoria “Outras Condições”, após o pedido de reestruturação financeira da Gol nos Estados Unidos. As ações fecharam em alta de 4,29%, a R$ 1,70.

Já as ações da Azul voavam 5,44%, a R$ 4,65, figurando como a maior alta do Ibovespa hoje. No final de pregão, a alta foi de 3,63%, a R$ 4,57. O principal índice da bolsa brasileira, por sua vez, caiu 1,15%, aos 121.234,14 pontos. 

O desempenho dos papéis mostra que o acordo foi bem recebido pelo mercado. No entanto, a conclusão da operação ainda depende de vários fatores, como aprovações regulatórias e, principalmente, a conclusão do Chapter 11, prevista para abril deste ano. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se depender da Gol, isso tem tudo para acontecer, uma vez que a aérea anunciou um plano de cinco anos para voltar a voar com mais tranquilidade financeira. Contudo, será que a fusão deve realmente favorecer as empresas e impulsionar as ações na bolsa?

Leia Também

Os analistas do Goldman Sachs, BTG Pactual e Santander se posicionaram de forma neutra em relação ao acordo, mas veem a fusão como um passo estratégico, com potencial de melhorar o cenário aéreo brasileiro — o setor tem enfrentado dificuldades desde a pandemia de Covid-19, forçando as aéreas a reestruturar dívidas e gerenciar custos.

Primeiro, confira os principais termos do acordo, conforme o MOU divulgado ontem. 

VEJA MAIS: Evento ‘Onde Investir em 2025’ reúne os grandes nomes do mercado financeiro com recomendações de como buscar ganhar dinheiro neste ano – assista aqui

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O acordo entre Azul e Gol: “poison pill” e marcas separadas

A notícia sobre uma possível fusão foi divulgada ontem pelo grupo Abra, controlador das companhias aéreas Gol e Avianca. A empresa anunciou que formalizou um memorando de entendimento com a Azul com a intenção de unir operações no Brasil.

Em fato relevante à CVM, a Gol explicou que o acordo marca a etapa inicial de uma negociação que tem como objetivo "explorar a viabilidade de uma possível transação".

A governança da empresa resultante da fusão será estruturada para equilibrar os interesses tanto da Azul quanto do Grupo Abra. O conselho da nova empresa será composto por membros indicados por ambos os lados, além de alguns membros independentes. 

Além disso, as marcas Azul e Gol permanecerão separadas, e a liderança será dividida, com o presidente do Conselho indicado pelo Grupo Abra e o CEO pela Azul. Também existe a possibilidade de cláusula “poison pill”, que obriga qualquer comprador de 15% ou mais das ações da nova empresa a fazer uma oferta para adquirir 100% das ações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Conforme o comunicado das companhias, a união dos negócios ainda está sujeita à “consumação do plano de reorganização no âmbito do procedimento de Chapter 11” e a “outras condições e aprovações para o fechamento a serem negociadas”.

CONFIRA: Bolsa brasileira em 2025 – quais são as melhores ações para investir? Especialistas da Faria Lima dizem como se posicionar agora em evento gratuito

“Neutros”, analistas destacam riscos, mas fusão pode ser uma saída para o setor

Embora a assinatura do memorando represente o sinal verde para a combinação dos negócios entre as empresas, analistas ressaltam que esse é apenas um primeiro passo

Isso porque o MoU define um entendimento mútuo sobre como as partes irão proceder, mas não implica em uma obrigação legal imediata ou uma conclusão obrigatória do acordo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Uma longa jornada”

Em relatório sobre o acordo, o Santander acredita que a transação entre as companhias deve melhorar de forma prática o cenário competitivo do setor aéreo brasileiro. 

No entanto, o banco ainda não enxerga um “céu azul”. Para os analistas, esse será um “um caminho longo e sinuoso” até que as sinergias potenciais do negócio sejam alcançadas. 

Isso inclui a integração de back office (operações de atendimento ao cliente, gestão de voos etc.), esforços comerciais, programas de fidelidade e negócios de carga. 

Os analistas também destacam vários desafios na potencial fusão entre Azul e Gol. Por exemplo, as empresas teriam muito trabalho para a integração das frotas, já que utilizam diferentes tipos de aeronaves, e o treinamento de pilotos e manutenção seriam obstáculos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, o banco aponta que o cenário macroeconômico no Brasil é complicadíssimo para as companhias aéreas, com incertezas e aumento nos preços do petróleo

E aqui já temos exemplos: recentemente, a Azul assinou um acordo bilionário para o perdão de dívidas financeiras com o governo brasileiro, enquanto a Gol, que ainda está em recuperação judicial, perdeu 85,5% no valor de suas ações no ano passado. 

O Santander também menciona a volatilidade cambial, flutuações nos preços do combustível, menor demanda por viagens aéreas e a deterioração da economia brasileira.

Goldman Sachs: um movimento estratégico com “mérito”, mas...

O Goldman Sachs reconhece o mérito estratégico da fusão, que pode criar uma companhia com mais poder de precificação e eficiência dentro do cenário de aviação no Brasil. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, existem sinergias positivas, como melhor gestão de receitas, maior flexibilidade de aeronaves e uma rede complementar de rotas. No entanto, o banco destaca que são necessários mais detalhes sobre a estrutura do acordo para uma avaliação completa.

Por fim, o Goldman Sachs menciona um possível risco antitruste, embora a Azul acredite que a sobreposição de rotas entre as duas companhias seja limitada — o que pode evitar questionamentos do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

O Goldman Sachs também aponta ainda outros riscos que podem afetar a avaliação e o desempenho da Azul, incluindo:

  • Preços de petróleo mais altos ou mais baixos do que o esperado;
  • Depreciação ou valorização das moedas locais em relação ao dólar;
  • Menor ou maior demanda por viagens aéreas.

BTG: fusão seria um “marco na indústria aérea brasileira"

O BTG Pactual, por outro lado, tem uma visão mais positiva sobre a possível fusão. Além das sinergias, o acordo pode beneficiar as duas aéreas em termos de aumento de receita, otimização da malha aérea e melhorias operacionais. Os analistas também são mais otimistas em relação à aprovação regulatória e à estrutura de governança proposta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na visão dos analistas, a fusão também pode trazer benefícios relacionados aos impostos na compra de combustível de aviação e a adição de novas rotas internacionais para os EUA e a Europa. Além disso, há sinergias previstas no setor de transporte de cargas.

Nas estimativas do BTG, a receita combinada de Azul e Gol seria de US$ 8 bilhões (cerca de R$ 48 bilhões) e US$ 500 milhões (R$ 3 bilhões) em sinergias. Sessenta e cinco por cento dessas sinergias seriam ser capturadas em até 12 meses após o negócio, chegando a 75% em 2 anos.

Mas os analistas ainda aguardam as cenas dos próximos capítulos, especialmente como se dará a troca de ações entre as empresas caso a fusão se concretize. 

É hora de comprar Azul e Gol?

As perspectivas para as ações no entanto ainda não foram revisadas para uma luz mais positiva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Santander estabelece um preço-alvo de R$ 6 para as ações da Azul para o final de 2025, o que representa um potencial de valorização de cerca de 50% sobre o fechamento anterior. Já a recomendação em relação ao papel na carteira dos analistas é neutra

O Goldman Sachs tem um preço-alvo de R$ 5,40 em 12 meses para as ações AZUL4 — uma alta de 11% sobre o fechamento anterior — com recomendação equivalente à neutra

Já o BTG tem recomendação equivalente à venda para as ações da Gol, com preço-alvo de R$ 1 para os próximos 12 meses. Para os papéis da Azul, a classificação é neutra

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TECNOLOGIA VERDE

WEG (WEGE3) anuncia fábrica de baterias em SC para impulsionar expansão em energias renováveis; confira os detalhes

4 de fevereiro de 2026 - 15:36

Nova unidade em Itajaí terá foco em sistemas de armazenamento de energia e deve gerar 90 empregos diretos até 2027

SAÍDA DA LIDERANÇA

Raízen (RAIZ4) anuncia segunda renúncia do conselho de administração em menos de uma semana; o que acontece com a empresa?

4 de fevereiro de 2026 - 14:59

Já é a segunda mudança da empresa, que atua com cultivo de cana-de-açúcar, produção de etanol, açúcar e bioenergia, em poucos dias

ENTENDA O HISTÓRICO

Sócia da Fictor quer mais tempo para cumprir exigências básicas na oferta para empresa que “sobrou” após IPO reverso da Fictor Alimentos

4 de fevereiro de 2026 - 14:30

Oferta anunciada em 2025 segue sem sair do papel após pedido de prazo da Aqwa, subsidiária da holding americana parceira da Fictor

REAÇÃO AO RESULTADO

O que faltou no balanço do Santander Brasil no 4T25? Por que SANB11 cai na bolsa mesmo com o maior lucro em 4 anos

4 de fevereiro de 2026 - 12:12

Ação cai mesmo com lucro acima do consenso; entenda a visão dos analistas sobre o 4T25 do Santander

APÓS O BALANÇO

“O país não deveria aceitar que um novo Banco Master possa acontecer de novo”, diz CEO do Santander Brasil (SANB11)

4 de fevereiro de 2026 - 11:51

Durante teleconferência de balanço do Santander Brasil, o CEO Mario Leão comentou o caso do Banco Master e revelou o que esperar da estratégia do banco daqui para frente

COMO FICAM OS ACIONISTAS

Hypera (HYPE3) anuncia aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, mas BTG não gostou; entenda o porquê

4 de fevereiro de 2026 - 11:30

BTG vê aumento de capital da Hypera como sinal de dificuldade para reduzir dívida de forma orgânica e alerta para diluição de até 10% aos acionistas

CASO MASTER

Alvo da PF, fundador da Reag tem participação relevante no BRB, diz estatal; entenda

4 de fevereiro de 2026 - 9:57

Considerando todas as classes de ações, João Carlos Mansur chegou a 4,55% do capital total do BRB

FUNCIONÁRIOS MILIONÁRIOS

O preço da inovação: entenda a política salarial que faz da Nvidia uma ‘fábrica de milionários’ também para quem trabalha lá

4 de fevereiro de 2026 - 9:37

Abordagem do CEO da Nvidia impacta positivamente a remuneração dos funcionários de longa data em meio ao crescimento da companhia

SURPRESA OU DÉJÀ-VU?

Itaú (ITUB4) sem surpresas? Performance do 4T25 pode ser “bola cantada” — mas investidor deveria estar de olho em outro anúncio

4 de fevereiro de 2026 - 7:17

O banco deve apresentar mais um desempenho sólido, reforçando a fama de instituição que não surpreende — e mesmo assim lidera

RESULTADO

Santander Brasil (SANB11) tem melhor lucro em 4 anos e ROE sobe a 17,6% — mas inadimplência acende alerta no 4T25

4 de fevereiro de 2026 - 6:32

Banco entrega resultado acima do esperado em meio a rumores de OPA, enquanto saúde da carteira de crédito segue no radar; veja os destaques do balanço

HORA DE COMPRAR

Vivara (VIVA3): nem ouro e prata caros tiram ação da lista de queridinhas. Por que BTG e Santander seguem tranquilos?

3 de fevereiro de 2026 - 19:02

BTG Pactual e Santander avaliam que os riscos de curto prazo foram exagerados e mantêm recomendação de compra para a ação

VAI PINGAR POUCO?

A torneira de dividendos da Petrobras (PETR4) vai fechar? Os motivos para o Bradesco BBI cortar a recomendação das ações da petroleira

3 de fevereiro de 2026 - 16:55

Analistas do banco apontam fundamentos frágeis para o petróleo e riscos na agenda da estatal, mas o mercado segue otimista com Ibovespa em recorde

HORA DE COMPRAR

A máquina de aquisições parou, e o BTG Pactual gostou: por que a Allos (ALOS3) virou a “queridinha” do banco?

3 de fevereiro de 2026 - 16:30

Deixando para trás uma política mais agressiva de M&As (fusões e aquisições), a empresa agora foca em gerar valor ao acionista — e o BTG Pactual gostou bastante da alteração na rota

ANTES DO BALANÇO

Santander Brasil (SANB11) pode sair da bolsa brasileira? Citi vê OPA no horizonte, enquanto mercado aguarda balanço do 4T25

3 de fevereiro de 2026 - 16:02

Com capital sobrando e foco em eficiência, grupo espanhol avalia simplificação da estrutura — e Brasil pode estar no radar, de acordo com o banco norte-americano

VEJA QUAL É

O setor açúcar e etanol anda mal, mas o Itaú BBA acredita que esta ação deve estar na carteira — potencial de alta é de 36%

3 de fevereiro de 2026 - 15:01

Banco iniciou cobertura do papel com recomendação de compra, apesar do cenário adverso para o segmento

Bilionários

Como fechar lojas devolveu a um empresário o posto de terceiro homem mais rico do mundo — ao menos momentaneamente

3 de fevereiro de 2026 - 12:58

Jeff Bezos viu sua fortuna crescer com o anúncio de fechamento de lojas físicas da Amazon Go e Fresh.

TOP 1

Elon Musk junta SpaceX e xAI em negócio de US$ 1,25 trilhão e vai direto para o topo do ranking histórico das megafusões

3 de fevereiro de 2026 - 11:45

A incorporação da xAI pela SpaceX coloca a jogada de Elon Musk no topo do ranking histórico das maiores fusões e aquisições da história

FÔLEGO CURTO

Caso Fictor: Justiça concede “fôlego” de 30 dias à holding — mas sob suspeita de pirâmide financeira

3 de fevereiro de 2026 - 11:32

Decisão liminar concede alívio parcial à holding, mas impõe uma perícia para investigar acusações de fraude e capital inflado

VEJA OS DETALHES

Correndo para sair da recuperação judicial, Azul (AZUL53) anuncia mais uma oferta de ações que pode movimentar R$ 5 bilhões

3 de fevereiro de 2026 - 10:40

Oferta de ações faz parte do plano sob o Chapter 11 e busca reduzir dívidas e atrair capital de longo prazo

A FATURA DA FRAUDE

Investidores da Americanas (AMER3) cobram R$ 12,8 bilhões e tentam fazer ex-controladores pagarem a conta da fraude

3 de fevereiro de 2026 - 10:03

Acionistas alegam prejuízos causados por demonstrações financeiras fraudadas e pedem responsabilização de Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles após o colapso da empresa, em 2023

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar