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Americanas anuncia grupamento de ações e aumento de capital de até R$ 40,7 bilhões, mas indicadores desfavoráveis fazem ativo ser ‘furada’; conheça melhores varejistas para investir
Em janeiro de 2023, ações da Americanas (AMER3), que tem Jorge Paulo Lemann entre os acionistas, chegaram a valer R$ 25 antes do anúncio do rombo bilionário. Hoje, elas valem cerca de R$ 0,50 e não passam de “penny stocks” — ações negociadas abaixo de R$ 1.
Diante do movimento para tentar salvar a empresa que está em recuperação judicial, a Americanas informou, na terça-feira (21), a aprovação do Conselho de Administração sobre o aumento de capital de até R$ 40,7 bilhões.
Além disso, os acionistas também aprovaram a proposta de grupamento da totalidade das ações da empresa, na proporção de 100 para 1, a valer a partir de 17 de julho. Isso significa que cada lote de 100 ações deverá ser agrupado em uma única ação da mesma espécie.
Assim, considerando o fechamento da última quinta-feira (23) em que a ação AMER3 era cotada a R$ 0,52, o valor de cada ação seria de R$ 52 com o grupamento. É importante ressaltar, no entanto, que o valor de mercado da empresa não muda com essa mudança.
Oportunidade de compra para o investidor? Para a analista de ações da Empiricus Research, Larissa Quaresma, muito pelo contrário: você deveria fugir de Americanas. Entenda o porquê:
Em primeiro lugar, lembre-se que o principal objetivo do grupamento é fazer com que o papel de Americanas deixe de ser uma penny stock. Afinal, ações muito baratas são acompanhadas de diversos riscos, como:
Em entrevista ao Money Times no programa Giro do Mercado, a analista Larissa Quaresma justificou porque a Empiricus, maior casa de análise financeira independente do Brasil, não recomenda a compra de AMER3:
25% do free float de AMER3, isto é, das ações em circulação e disponíveis para negociação na bolsa, estão em short (ou operação vendida), estratégia que aposta na desvalorização do ativo. Para se ter uma ideia, essa é a porcentagem máxima permitida pela B3.
É comum que os investidores façam essas operações com o aluguel de ações, que no caso de AMER3, está com uma taxa de aluguel acima de 30% ao ano.
De acordo com a analista de equities, há grandes chances de haver uma pressão vendedora depois do aumento de capital da companhia.
E a representatividade significativa dos investidores que estão operando vendido pode gerar um short squeeze. Qual a consequência disso?
Os papéis até podem subir no curtíssimo prazo, já que essa operação “obriga” investidores que estão posicionados em short a encerrarem suas posições.
No entanto, essa alta se deriva de um movimento especulativo, e não da expectativa da companhia de entregar bons resultados e de crescer a longo prazo, que é o que Larissa Quaresma considera importante em sua análise fundamentalista para identificar as melhores oportunidades da bolsa.
Ao longo do tempo, o preço das ações tendem a acompanhar o lucro da empresa. Contudo, por mais que o aumento de capital seja fundamental para a viabilidade econômica da Americanas, Larissa Quaresma ainda tem dúvidas sobre as chances do operacional da companhia de se tornar rentável novamente.
A fraude contábil de mais de R$ 20 bilhões impactou a confiança dos consumidores. Se compararmos os primeiros 9 meses de 2023 contra os 9 meses de 2022, a taxa de Volume Bruto de Mercadorias (GVM) da empresa caiu 45%.
Após o processo de recuperação judicial, Americanas espera atingir um EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 1,5 bilhões para 2025.
“Na minha opinião, essa projeção é otimista, dado que nos últimos 9 meses a empresa teve um EBITDA negativo de R$ 1,56 bilhão”. Veja o prejuízo da companhia segundo o último resultado divulgado:

Em relatório gratuito, analistas da Empiricus Research, empresa do grupo BTG Pactual, selecionaram 10 empresas que, diferente da Americanas, estão em bom momento operacional e apresentam valuation atrativo (confira quais).
Dentre elas, 3 estão entre as melhores varejistas da Bolsa, negociadas com um Preço sobre Lucro essencialmente descontado em relação às suas médias históricas e ao P/L de outras varejistas, segundo Quaresma.
Para entender melhor essa oportunidade de compra, confira as recomendações da carteira e acesse a tese de cada uma na íntegra clicando no link abaixo. É gratuito, basta deixar o seu melhor contato:
Você também pode ver a análise completa de Larissa Quaresma sobre a Americanas no vídeo abaixo, a partir do minuto 13:59.