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Discurso da nova presidente teve mais altos do que baixos, mas a pergunta que fica é: vale a pena investir na Petrobras? Veja a resposta
As ações da Petrobras (PETR4) reagem positivamente nesta terça-feira (28) à primeira coletiva de Magda Chambriard como presidente da companhia, que ocorreu na última segunda-feira (27).
Para que o investidor possa tomar as melhores decisões, trouxemos aqui os principais pontos levantados pelos analistas da Empiricus Research a respeito da entrevista e a resposta para a pergunta: vale a pena investir na Petrobras (PETR4)?
Segundo o economista e analista macroeconômico da Empiricus, Matheus Spiess, a coletiva “não foi tão ruim quanto poderia ser, mas ainda está longe do ideal”.
“Muitos pontos abordados parecem ter sido tirados de um passado distante, como a defesa enfática do ‘chefinho’ Lula e a tentativa de ressuscitar a indústria naval, uma iniciativa que já fracassou anteriormente”.
O estrategista-chefe da Empiricus, Felipe Miranda, afirma ter gostado do discurso “em termos líquidos”, e que a alta do petróleo contribuiu para que as ações reagissem bem à coletiva de ontem.
Para o analista Ruy Hungria, também da Empiricus, a entrevista foi “menos preocupante do que o mercado esperava”.
“Foi um tom mais conciliador entre acionistas minoritários e o governo, que é o acionista majoritário”.
Confira os principais pontos da coletiva, na visão dos analistas.
Um dos pontos que os investidores mais aguardavam eram as declarações de Magda Chambriard a respeito da distribuição dos lucros aos acionistas.
De acordo com ela, a empresa irá respeitar os interesses dos acionistas públicos e privados e se a companhia “der lucro, vai pagar dividendos”.
Na visão de Spiess, a presidente teve “respostas ambíguas sobre seguir a lógica empresarial”. Apesar disso, o analista lembra: “o governo quer esses dividendos para fechar as contas”.
Sobre os dividendos extraordinários, Ruy Hungria viu uma falta de clareza nas respostas de Magda, já que é necessário entender melhor o montante que a Petrobras usará em outros investimentos que não sejam exploração e produção. Falaremos disso adiante.
Um ponto que agradou o mercado é a ênfase da executiva na continuidade dos investimentos em exploração e produção de petróleo – segmento mais rentável para a companhia.
“Sempre que a Petrobras fugiu da exploração e produção os resultados, quando não negativos, foram pífios. A Petrobras é uma petroleira, o que ela sabe fazer é explorar e produzir petróleo. E a Magda reforçou que a companhia vai continuar investindo bastante e se preocupando com aquilo que traz valor”, avaliou Ruy Hungria.
Existe uma preocupação de que o pré-sal atingirá seu pico ao final da década, em 2030. Por isso, o investimento em novos pontos de extração é importante, afirmam os analistas. E é justamente sobre isso que trata-se o próximo tópico.
Segundo Magda Chambriard, a Petrobras deve pensar em “repor reservas”.
"Produzir petróleo em águas ultraprofundas é o que sabemos. O foco não poderia ser outro que não zelar pela produtividade. E, para isso, é essencial repor reservas", disse a nova CEO na coletiva.
Neste sentido, ela defendeu a ampliação do debate sobre a licença ambiental para a exploração de petróleo na Margem Equatorial brasileira.
O assunto tem gerado debates com o Ministério do Meio Ambiente por conta dos impactos ambientais provenientes das atividades de extração no local.
Para Matheus Spiess, “a exploração dessa região, no Norte e Nordeste, bem como da Bacia de Pelotas, no Sul, é essencial para compensar o declínio da produção do pré-sal a partir de 2030”.
Na mesma direção, o estrategista-chefe da Empiricus, Felipe Miranda, vê a defesa da exploração da Margem Equatorial positiva até “do ponto de vista social”.
“É uma oportunidade para o Norte e o Nordeste se desenvolverem a partir da exploração do petróleo. Seria uma oportunidade grande de crescimento para a companhia e para manter o Brasil entre os grandes produtores de petróleo. Abre-se uma nova fronteira de crescimento pontual”, afirmou.
No entanto, o analista pondera que, para que isso ocorra, é necessário uma “grande discussão” com o Ministério do Meio Ambiente, com o Ibama e outros órgãos ambientais.
Como citado no início do texto, nem tudo foram flores para os analistas. Um dos assuntos que mais preocupa o mercado são os investimentos em outros segmentos menos rentáveis que a exploração e a produção de petróleo.
Além do baixo retorno financeiro para a companhia, essa alocação de recursos em outras fontes pode reduzir a capacidade de a companhia pagar dividendos.
Dentre os investimentos “alternativos” citados por Magda Chambriard, estão:
Para Ruy Hungria, é necessário esperar para saber o quanto a Petrobras vai dedicar a esses novos investimentos que “não costumam trazer bons retornos”.
O analista afirma que os investidores entendem e até toleram a destinação de recursos para essas outras atividades, desde que a companhia “não se esqueça da sua principal fonte de renda”.
“A gente entende o papel social da Petrobras, até porque o governo é o maior acionista. Mas ela tem milhões de outros acionistas que aportaram dinheiro na companhia visando uma participação nos lucros”, afirma Ruy Hungria.
Segundo Matheus Spiess, um outro tópico que chama a atenção é o impasse envolvendo a Unigel, uma fábrica de fertilizantes que tenta fechar um contrato com a Petrobras, já classificado pelo TCU como prejudicial às finanças da empresa.
“O setor de fertilizantes é de grande interesse para a ala política do governo, que deseja ver a Petrobras reativar outras fábricas desativadas durante os governos Temer e Bolsonaro. Considero uma péssima ideia, estamos retrocedendo nisso e é um risco imenso”, avaliou.
Em suma, os analistas enxergam que o discurso, apesar de ter sido longe do ideal, foi melhor que o temido. Para Hungria, Magda foi “mais pró-mercado do que o mercado esperava, dado que ela foi escolhida por um desentendimento do governo com o último presidente da companhia”.
Hungria lembra também que a Petrobras gera mais de R$ 100 bilhões de caixa por ano (em 2023, o lucro líquido foi de R$ 124,6 bilhões). Por isso, ele afirma que é preciso muita criatividade para fazer “secar” os dividendos da petroleira.
“O problema é que pode existir essa criatividade. Esse é o problema de confiança dos analistas e acionistas. É um nível de geração de caixa brutal e que mesmo com o aumento de investimentos em refinarias, fertilizantes e outros braços, ainda sobraria para distribuir um yield de pouco mais de 10% ao ano, que está entre os melhores da bolsa. Mas não podemos garantir que não haverá criatividade extra”, afirmou.
Ainda assim, o analista Ruy Hungria prefere monitorar a nova estratégia da companhia para, caso houver sinalizações positivas, mudar a recomendação, que no momento é neutra.
“Gostamos da Petrobras, especialmente em termos operacionais, mas entendemos que o papel está bem precificado neste momento. Se tiverem sinalizações de que vamos continuar tendo bons níveis de dividendos para remunerar o risco que é sempre inerente a uma companhia estatal, mudaremos a recomendação. Tudo depende de como será o discurso”.
Neste quesito, os analistas vêem outras cinco ações mais bem posicionadas para ganho de capital e distribuição de dividendos no momento.
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