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Enquanto o Ibovespa caiu 4,8% em janeiro, o Ifix, principal índice de fundos imobiliários, foi na contramão e fechou o mês em alta de 0,67%
O Ifix, principal índice de fundos imobiliários brasileiro, renovou a máxima histórica em janeiro e finalizou o mês em alta de 0,67%. Por outro lado, o Ibovespa patinou e fechou o período em queda de -4,8%. O que explica esse descolamento entre as duas classes de ativos?
O analista Caio Araujo, especialista em fundos imobiliários da Empiricus Research, elencou alguns fatores que favorecem os FIIs na comparação com outros ativos de risco.
Segundo ele, o perfil híbrido da indústria é um dos motivos pelos quais os FIIs podem ir bem em momentos mais conturbados para a Bolsa.
Os fundos imobiliários podem ser divididas em duas categorias:
Esse equilíbrio permite aos fundos imobiliários capturarem o otimismo com os ativos de risco, mas também sofrerem menos em momentos não tão favoráveis. “Existe volatilidade, mas ela é menor”.
Outro fator para o descolamento da performance vem da diferença no perfil dos investidores. Enquanto o desempenho das ações é muito atrelado ao investimento estrangeiro, os FIIs são mais voltados à pessoa física e tem menor exposição aos gringos.
“A presença de estrangeiros nos FIIs é em torno de 5%, o que diminui a influência desse fator”, apontou Caio Araújo.
Em janeiro, por exemplo, o saldo de investimentos estrangeiros ficou significativamente negativo: R$ 7 bilhões saíram da B3. Isso, claro, pesou sobre o Ibovespa.
A indústria de fundos imobiliários vive um excelente momento, com o Ifix renovando as máximas históricas com frequência desde o ano passado.
Além dos motivos estruturais citados pelo analista, a queda de juros e o ritmo acelerado de aquisições no mercado imobiliário iniciado em 2023 também têm contribuído para o contexto positivo.
Recentemente, por exemplo, o Itaú (ITUB4) comprou o edifício Faria Lima 3500 por quase R$ 1,5 bilhão, valor histórico para a categoria. Aquisições como essa mostram o apetite do mercado e abrem espaço para valorização dos FIIs de tijolo.
“Isso tem a ver com a queda dos juros. Com a facilidade de financiamento, menor custo de dívida e outras opções de investimento surgindo para grandes investidores. Agrega atratividade não só no operacional dos fundos, mas também numa perspectiva de atualização de valuation”.
Partindo desse princípio da retomada dos FIIs de tijolo, o analista recomenda o fundo de lajes corporativas Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11).
O FII tem o foco em São Paulo, com 80% da sua Área Bruta Locável (ABL) localizada nas regiões da Paulista, Juscelino Kubitschek, Faria Lima e Itaim Bibi, praças tradicionais na capital paulista.
“É um fundo bem posicionado, com foco em qualidade e geração de renda”.
Além disso, completa o analista, a vacância do fundo saiu de mais de 30% para aproximadamente 7%, o que se refletiu no aumento do pagamento de proventos aos acionistas nos últimos meses.
“Isso tende a continuar ao longo de 2024. Hoje o provento está em torno de R$ 0,93 por cota e, no nosso modelo, tem potencial de alcançar R$ 1 por cota até o fim de 2024. Se as áreas vagas forem locadas, pode chegar a R$ 1,14 por cota”.
O potencial crescimento de 22,5% nos proventos chama a atenção, mas, segundo Caio Araújo, o pulo do gato está na valorização das cotas.
“O fundo imobiliário negocia a pouco mais de R$ 14 mil por metro quadrado, enquanto as negociações de laje corporativa estão muito acima disso. Na nossa visão, deveria valer 20% a mais”.
Além do Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11), o analista recomenda outros quatro FIIs na carteira top picks de fundos imobiliários de fevereiro.
Desde novembro, início da série histórica, a carteira assinada pelo especialista em FIIs da Empiricus já rendeu 6,69%, contra 4,93% do Ifix e 1,82% do CDI.
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