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Os números marcam o primeiro avanço nas entregas da companhia de Elon Musk este ano, após quedas que alimentaram preocupações em Wall Street
Nem o aumento nas entregas de carros elétricos da Tesla no terceiro trimestre foi suficiente para conter a queda nas ações da montadora na bolsa de Nova York nesta quarta-feira (02).
Apesar do aumento nas vendas depois de dois trimestres consecutivos de queda, os números ficaram aquém do esperado e o mau humor do mercado com os resultados respingou nos papéis da montadora de elétricos do bilionário Elon Musk.
A questão é que os analistas de Wall Street aguardavam um resultado mais elevado, especialmente devido ao crescimento das expectativas de vendas da Tesla na China.
No início das negociações na bolsa, as ações da Tesla chegaram a cair cerca de 5%. Por volta das 14h50 (horário de Brasília), os papéis da empresa caíam 3,78%, a US$ 248,28.
A derrocada das ações da Tesla nesta quarta também mexeu com o bolso do atual homem mais rico do mundo. Segundo o ranking de bilionários da Forbes, a fortuna do dono da Tesla encolheu mais de US$ 6 bilhões com o recuo dos papéis, caindo para US$ 262,4 bilhões.
Segundo comunicado divulgado pela empresa, Tesla relatou uma alta de 6% nas entregas no período de julho a setembro, em comparação com o mesmo período do ano passado.
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Ao todo, foram entregues 462.890 veículos, dos 469.796 produzidos pela montadora.
Os números marcam o primeiro avanço nas entregas este ano, após quedas que alimentaram preocupações em Wall Street sobre a capacidade da Tesla de expandir seu negócio de automóveis.
Ao divulgar os resultados, a Tesla afirmou que as entregas de veículos representam apenas uma medida do desempenho financeiro da companhia “e não devem ser consideradas como um indicador dos resultados financeiros trimestrais”.
A montadora também informou que espera uma taxa de crescimento menor nas entregas de veículos este ano em relação ao ano passado, apesar do lançamento do Cybertruck.
A Tesla vem enfrentando uma pressão competitiva cada vez maior, especialmente na China, um dos mercados mais importantes para a montadora depois dos Estados Unidos.
Empresas como BYD e a Geely, gigante chinesa dona da Volvo, além da geração de novas montadoras, incluindo Li Auto e Nio, disputam o mercado chinês e global com a Tesla.
Já nos EUA, maior mercado da montadora, os desafios são a ascensão de concorrentes no mercado de elétricos, como a Rivian, e aumento nas vendas de gigantes veteranas, especialmente a Ford e a General Motors, que também possuem elétricos no portfólio.
Atualmente, a Tesla é a maior fabricante de carros elétricos dos EUA.
*Com informações do Estadão Conteúdo e CNBC
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