“Fórmula mágica” da China coloca Vale (VALE3) e siderúrgicas entre as maiores altas do Ibovespa hoje
Além da mineradora, os ganhos são praticamente generalizados no mercado brasileiro de ações, com destaque para CSN Mineração (CMIN3) e CSN (CSNA3)

A fórmula “mágica” que Xi Jinping pretende usar no ano que vem para tentar recuperar o fôlego da economia chinesa deu ânimo às ações da Vale (VALE3) e de outras empresas brasileiras do setor de siderurgia e mineração nesta segunda-feira (9).
Por volta das 17h, os papéis da mineradora, que respondem pelo maior peso individual na composição da carteira do Ibovespa, subiam 5,63%, a R$ 60. Na máxima do dia, VALE3 chegou a subir quase 6%. Com o desempenho positivo, a companhia ganhou R$ 12,2 bilhões, chegando a valer R$ 273 bilhões na bolsa.
O impulso nos papéis representa uma reviravolta no desempenho da Vale na B3, já que a desaceleração da China e a queda do preço do minério de ferro não facilitaram o caminho da mineradora durante o ano, com as ações acumulando 20% de perdas em 2024.
Além da Vale, gigantes como CSN Mineração (CMIN3), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5) também pegaram carona e apareceram entre as maiores altas do Ibovespa.
Os papéis da CSN Mineração subiam 6,30%, a R$ 5,57, operando entre as maiores altas da bolsa brasileira. CSNA3 saltava 5,47%, a R$ 11,77, enquanto USIM5 subiam 2,51%, a R$ 6,13.
As ações preferenciais da Petrobras (PETR4), por sua vez, subiam 2,74%, negociadas a R$ 40,10, enquanto as ações ordinárias PETR3 avançavam 2,68%, a R$ 43,24.
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Com a influência do setor de commodities, o principal índice da bolsa brasileira também opera em alta firme, subindo 1,04% e sustentando os 127.251,61 pontos.
No mercado de câmbio, o dólar caía 0,07% ante o real, negociada a R$ 6,08. No fechamento, porém, a moeda americana alcançou novo recorde: R$ 6,0829, com alta histórica de 0,20%.
China acena com novos estímulos
Os ganhos são praticamente generalizados no mercado brasileiro de ações hoje, com destaque para papéis ligados às commodities, depois que a China acenou com novos estímulos à economia local.
Por lá, o Politburo, principal órgão político do país, se comprometeu a implementar uma política fiscal "mais proativa" e uma postura monetária "moderadamente frouxa" em 2025.
O comitê sinalizou ainda a intenção de impulsionar o consumo "vigorosamente", melhorar a eficiência dos investimentos e expandir a demanda doméstica "em todas as direções".
Ainda de acordo com a nota, Pequim também pretende adotar medidas para estabilizar o mercado acionário e o setor imobiliário —- que é um dos grandes “culpados” pela crise do país asiático, desde a falência da gigante chinesa Evergrande, em 2021.
As informações vêm dias antes da Reunião Central de Planejamento Econômico, que está prevista para acontecer entre os dias 11 e 12 deste mês.
No evento, a administração chinesa deve revisar o desempenho econômico e definir as prioridades para o próximo ano. O encontro também vai discutir a meta de crescimento e o orçamento para 2025, antes da sessão anual do parlamento no começo do ano.
Em consequência, o contrato mais negociado do minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para janeiro de 2025, fechou em alta de 1,57%.
Por que o anúncio da China impulsiona as ações da Vale?
O mercado aguardava por estímulos mais audaciosos por parte do governo chinês, já que as medidas anunciadas anteriormente não agradaram os investidores.
Vale lembrar que, em novembro, a China anunciou um pacote de 10 trilhões de yuans (R$ 8 trilhões), para um período de 5 anos, com intuito de dar suporte à dívida dos governos locais.
A iniciativa, contudo, não agradou os investidores, que esperavam medidas de estímulo direto à economia chinesa. O cenário, aliás, derrotou as ações da Vale e das empresas do setor de siderurgia e mineração, que chegaram a operar em queda firme.
Com a sinalização para recuperar o fôlego da economia chinesa, o mercado espera mais investimentos em infraestrutura por parte do governo, com possível aumento na demanda por minério de ferro — o que beneficia as empresas exportadoras do setor.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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