🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

DE OLHO NO ENDIVIDAMENTO

É o fim dos dividendos gordos? CEO da Taesa (TAEE11) revela motivo por trás da mudança na política de proventos

Além do balanço do primeiro trimestre de 2024, a empresa de transmissão de energia anunciou ontem uma proposta para alterar a distribuição de proventos; entenda

Camille Lima
Camille Lima
9 de maio de 2024
11:37 - atualizado às 17:49
taesa ação dividendos taee11
Imagem: The Capital Advisor

Os investidores que buscam retornos com dividendos tomaram um baque na noite da última quarta-feira (8) com a notícia de que uma das vacas leiteiras da bolsa brasileira, a Taesa (TAEE11), está prestes a mudar sua política de dividendos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A empresa de transmissão de energia anunciou ontem, junto ao balanço do primeiro trimestre de 2024, uma proposta para alterar a base de cálculo da distribuição de proventos. 

A partir deste ano, a companhia deixará de lado os padrões contábeis IFRS para mensurar as remunerações a investidores. Agora, o referencial usado será o lucro líquido regulatório — que desconsidera os impactos da inflação na receita.

Para o CEO Rinaldo Pecchio Junior, a nova política de proventos mostra o foco da companhia em gerar retorno ao acionista enquanto também prioriza a gestão do endividamento e o crescimento do negócio.

“Essa prática de dividendos sinaliza a postura da empresa atualmente. Não podemos nos esquecer que temos investimentos relevantes ainda por fazer, de mais de R$ 3 bilhões”, afirmou o executivo, em teleconferência de resultados. “Mas uma das questões que sempre temos que levar em consideração é a alavancagem.” 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atualmente, a alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda, encontra-se em 3,8 vezes — e deve atingir o pico ainda em 2024, nas contas do CEO, e começar a cair já a partir do próximo ano.

Leia Também

Veja os destaques do balanço da Taesa no 1T24:

  • Lucro líquido regulatório: R$ 193,2 milhões (-10,3% a/a);
  • Lucro líquido IFRS: R$ 374 milhões (-3,3% a/a);
  • Ebitda regulatório: R$ 485 milhões (-7,1% a/a);
  • Margem Ebitda regulatória: 83% (-4,2 p.p. a/a);
  • Receita líquida regulatória: R$ 584 milhões (-2,4% a/a);
  • Receita líquida IFRS: R$ 731,3 milhões (+5,5% a/a);

As units da Taesa (TAEE11) operaram em queda na bolsa brasileira nesta quinta-feira (9). Os papéis caíram 2,36%, e estavam sendo negociados a R$ 34,81. No ano, a desvalorização acumulada chega a 7%.

  • Já sabe onde investir agora que as empresas estão divulgando seus balanços do 1T24? Veja análises completas da Empiricus Research e saiba se você deve comprar, vender ou se manter neutro em cada uma das principais ações da bolsa. Clique aqui para receber os relatórios GRATUITOS.  

A nova política de dividendos da Taesa (TAEE11)

Para o exercício social de 2024, a proposta de distribuição de proventos da Taesa será de um payout de no mínimo 75% do lucro líquido regulatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a partir do ano que vem, a intenção da companhia é propor a distribuição de 90% a 100% do lucro líquido regulatório na forma de dividendos.

Vale destacar que a proposta não mexe na distribuição dos dividendos mínimos obrigatórios estipulada pelo estatuto social da companhia. Ou seja, os proventos anuais da Taesa devem sempre ser maiores ou iguais a 50% do lucro líquido IFRS do ano.

Na avaliação do CEO, a declaração dos dividendos de 75% do lucro líquido regulatório para 2024 é importante porque “indica que a empresa está preocupada com a alavancagem, já se preparando para um novo ciclo de crescimento”.

“A gente quer preservar uma possibilidade de captações bastante competitivas. Então a gente precisa equilibrar a visão de captações competitivas para poder participar de leilões e ter um crescimento, mas também continuar sendo uma empresa que faz pagamentos de dividendos compatíveis com a sua geração de caixa.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Questionado sobre uma potencial mudança da frequência de pagamento de proventos, o CEO afirmou que a Taesa pretende continuar a fazer trimestralmente indicações de propostas de distribuição de dividendos.

Vem captação pela frente

Além disso, segundo Rinaldo Pecchio Junior, o pagamento de 90% a 100% do lucro líquido regulatório a partir de 2025 não deve afetar a possibilidade de a Taesa participar de novos leilões regulatórios ou outras oportunidades de crescimento.

Afinal, diversas concessões da companhia vencerão em 2030 — por isso, será necessário compensar a perda da receita anual permitida (RAP) da transmissão.

“Hoje assumimos esse pagamento porque temos as condições necessárias para fazê-lo. Temos um compromisso de adequar as datas de pagamento para que consiga afetar o fluxo de caixa da menor forma possível, sempre prezando pela possibilidade de fazer pagamento com a disponibilidade do caixa. Havendo necessidade, a gente entende que ainda tem espaço para aumentar um pouco a alavancagem da companhia.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Porém, o CEO afirmou que existe a possibilidade de novas captações daqui para frente, desde que sejam adequadas para a estrutura de capital e nível de retorno esperados para os projetos.

“Eu não consigo antecipar o que vai acontecer. É possível que a gente vá a mercado dependendo dessas necessidades e também do ritmo dos desembolsos, além dos impactos de paralisações de projetos por órgãos federais como o Ibama.”

Mais proventos da Taesa (TAEE11)

A Taesa ainda aprovou o pagamento de R$ 144,9 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), equivalente a 75% do lucro líquido regulatório do primeiro trimestre de 2024.

A cifra equivale ao valor de R$ 0,14019 por ações da Taesa (TAEE3;TAEE4) e a R$ 0,42059 por unit TAEE11.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale lembrar que os JCP estão sujeitos à mordida do Leão, com retenção da alíquota de 15% de imposto de renda na fonte.

O pagamento acontecerá em 27 de junho de 2024. Para ter direito aos proventos, é preciso possuir papéis da Taesa até 13 de maio. A partir do dia 14, os ativos da elétrica passam a ser negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer ajustes na cotação.

Isso significa que o investidor pode optar por adquirir ações e units da Taesa antes da data de corte e ter direito aos proventos, ou esperar pelo dia 14 e comprar os papéis por um preço inferior, mas sem poder receber os JCP.

O pagamento dos JCP eleva a distribuição de proventos da Taesa para R$ 763 milhões no acumulado de 2024 — equivalente a R$ 2,20 por unit TAEE11.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que dizem os analistas

Na avaliação da XP Investimentos, a mudança na política de dividendos da Taesa é uma “medida correta” por parte da administração da companhia, já que os números regulatórios estão mais próximos da geração de caixa do que o padrão contábil. 

Porém, os analistas acreditam que a ação pode ser penalizada na bolsa, uma vez que os números regulatórios devem ser menores nos próximos trimestres do que o IFRS. 

“Temos uma avaliação neutra do resultado da Taesa, uma vez que seus resultados operacionais vieram em linha com nossas expectativas. Não vemos nenhum gatilho para crescimento no curto prazo”, escreveram os analistas, em relatório.

A corretora possui recomendação neutra para a Taesa, com preço-alvo de R$ 36 por ação. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o JP Morgan, já que o banco já previa um pagamento de dividendos mais baixo para 2024, a diferença de base de cálculo dos proventos não será significativa. 

Os analistas projetam um retorno com dividendos (dividend yield) de 8,3% para este ano, mas com risco de queda.

“O pagamento mais baixo em 2024 pode estar associado à elevada alavancagem e às necessidades de investimento no curto prazo. A empresa possui atualmente quatro linhas de transmissão em construção e reforços a serem feitos em outras quatro linhas, totalizando um capex estimado pela ANEEL de R$ 4,74 bilhões, mas já foram desembolsados R$ 1,87 bilhão”, afirmou o JP Morgan, em relatório.

O banco norte-americano possui recomendação “underweight” — equivalente à venda — para a Taesa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O PIOR FICOU PARA TRÁS

Natura (NATU3) reverte prejuízo, lucra R$ 186 milhões no 4T25, demite 1.400 funcionários e relança Avon; agora vai?

17 de março de 2026 - 11:02

O cenário não ajudou, com desaceleração do segmento de beleza. A empresa também perdeu mercado com a falta de lançamentos no ano passado e viu o número de consultoras caírem; veja o que esperar para a Natura daqui para a frente

FICOU PARA FORA DO CAMPO

Brava Energia (BRAV3) tem compra de ativos cancelada após decisão da Petrobras (PETR4); entenda

17 de março de 2026 - 9:35

A Petrobras passará a deter 100% de participação nos ativos que estavam sendo negociados

SEM SAÍDA?

Fim da linha: Banco Central decreta liquidação do Banco Master Múltiplo

17 de março de 2026 - 8:23

Decisão ocorre após liquidação da Will Financeira, que sustentava tentativa de recuperação do grupo

REORGANIZAÇÃO

O novo modelo de administração da Cury (CURY) após 35 anos terá dois copresidentes

16 de março de 2026 - 19:55

A proposta, que ainda deve ser aprovada em assembleia, prevê a ida de Fabio Cury, atual presidente da companhia, para o comando do conselho de administração

DE VOLTA PARA A DONA

Petrobras (PETR4) vai às compras e paga US$ 450 milhões por fatia da Petronas em dois campos

16 de março de 2026 - 19:45

Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação e outras duas parcelas, no valor de US$25 milhões cada, em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio

CHUVA DE PROVENTOS

Dividendos e JCP: saiba quando Itaúsa (ITSA3) pagará R$ 1,3 bilhão aos acionistas

16 de março de 2026 - 19:38

O anúncio da distribuição do JCP acontece quando a Itaúsa está nas máximas históricas, após saltar 57% nos últimos 12 meses

RELAÇÃO MAIS PRÓXIMA

Nubank recebe aprovação unânime para fazer parte da Febraban

16 de março de 2026 - 18:02

A sugestão do Nubank para integrar a instituição foi uma recomendação do conselheiro Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco

HORA DE COMPRAR?

Mercado Livre (MELI34): mesmo com concorrência sem misericórdia e poucos gatilhos à vista, ação guarda oportunidade rara, diz Itaú BBA

16 de março de 2026 - 15:33

Concorrência crescente no e-commerce exige gastos maiores do Mercado Livre, pressiona margens no curto prazo e leva Itaú BBA a revisar projeções

NÃO DÁ PARA IGNORAR

Embraer (EMBJ3) está barata demais, e Itaú BBA vê ponto de entrada atrativo para o investidor

16 de março de 2026 - 14:35

Depois de atingir o menor valor em quatro anos na última sexta-feira (13), banco acredita que é hora de colocar os papéis da fabricante de aeronaves na carteira; entenda os motivos para isso

ANOTE NA AGENDA

JCP da Multiplan (MULT3): confira quando a empresa vai pagar R$ 110 milhões aos acionistas

16 de março de 2026 - 13:35

O valor total bruto a ser distribuído é equivalente a R$ 0,22515694882 por ação, sujeito à retenção do imposto de renda na fonte

ATENÇÃO, ACIONISTA!

Dividendos e JCP: Petrobras (PETR4) atualiza a segunda parcela de proventos; confira a correção

16 de março de 2026 - 12:01

O pagamento ocorrerá no dia 20 de março de 2026 e farão jus a esse provento acionistas com posição na companhia em 22 de dezembro de 2025

DE NOVO

Vem mais uma recuperação aí? Lupatech (LUPA3), fabricante para o setor de óleo e gás, busca medida cautelar de urgência, e ações caem na bolsa

16 de março de 2026 - 10:52

A companhia, que saiu de uma recuperação judicial três anos atrás possui negócios na produção de cabos, válvulas industriais e outros materiais, principalmente para o setor de exploração de petróleo e gás

VEJA QUAL É O POTENCIAL

Petrobras (PETR4) no topo? Ainda não: BTG acha que ação pode mais e eleva recomendação para compra

16 de março de 2026 - 10:30

O banco elevou a recomendação para a ação da Petrobras de neutro para compra, e o novo preço-alvo representa um potencial de alta de 25 em relação ao preço do último fechamento

OUTRA BOIA SALVA-VIDAS?

Em meio à crise, Oncoclínicas (ONCO3) aposta em aliança de até R$ 1 bilhão com a Porto (PSSA3); CFO renuncia

16 de março de 2026 - 9:59

Parceria prevê nova empresa para reunir cerca de 200 clínicas, enquanto grupo negocia dívidas e troca o comando financeiro

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Nem roxinho, nem laranjinha: Revolut quer tirar o sono do Nubank e dos bancões para se tornar a ‘conta óbvia’ do brasileiro, afirma CEO

16 de março de 2026 - 6:07

Ao Seu Dinheiro, Glauber Mota afirma que o modelo da fintech não depende do crédito para crescer e aposta na escala global e em serviços financeiros para disputar espaço no Brasil

PLANO DE SOBREVIVÊNCIA

Depois de prejuízo bilionário, Correios apertam o cinto e renegociam quase toda a dívida com fornecedores

15 de março de 2026 - 14:01

Com 98,2% dos débitos revistos, estatal economizou R$ 321 milhões enquanto tenta se recuperar da maior crise financeira de sua história

PRESSÃO FINANCEIRA

Resgate à vista? Porto (PSSA3) pode investir R$ 1 bilhão na Oncoclínicas (ONCO3) em meio à crise de liquidez, diz site

15 de março de 2026 - 11:16

Segundo o Brazil Journal, a seguradora negocia aporte bilionário na rede de clínicas oncológicas, que enfrenta pressão financeira e negociações com credores

VAI PINGAR NA CONTA

Além dos dividendos: Telefônica Brasil (VIVT3) aprova R$ 200 milhões em JCP

13 de março de 2026 - 19:13

Dona da Vivo pagará R$ 0,0625 por ação em juros sobre capital próprio; confira as condições e os prazos de recebimento do provento

COMPRAR OU VENDER

Pior dia em quatro anos: Embraer (EMBJ3) sucumbe aos riscos no Oriente Médio. Foi exagero ou não? JP Morgan responde

13 de março de 2026 - 19:03

O banco avalia os temores do mercado sobre atrasos na carteira de pedidos da companhia e diz o que fazer com a ação a partir de agora

EFEITO BRENT

Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3) e Brava (BRAV3): quem perde e quem ganha com a medida de Lula para compensar petróleo caro

13 de março de 2026 - 18:00

Pacote do governo prevê desoneração de R$ 15,9 bilhões no diesel e imposto de 12% sobre exportações de petróleo; analistas veem impacto relevante para exportadoras

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar