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Inclusão promete impulsionar as ações a novos patamares, mas analistas alertam sobre efeito que pode ameaçar futuro da empresa
Nesta semana o mercado se prepara para uma virada que ocorrerá na sexta-feira (20). A MicroStrategy Inc. (MSTR), maior detentora corporativa de bitcoin (BTC), será incluída no Nasdaq 100, índice composto pelas 100 maiores empresas não financeiras listadas na bolsa de valores Nasdaq, nos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg Intelligence, essa inclusão deve levar investidores passivos a adquirirem cerca de US$ 2 bilhões em ações da empresa.
A novidade foi comemorada por entusiastas das criptomoedas como mais um passo rumo à adoção mainstream. No entanto, profissionais de Wall Street questionados pela Bloomberg alertaram que a chegada de investidores insensíveis ao preço traz uma nova fonte de vulnerabilidade para uma ação que disparou mais de 500% neste ano. Esse crescimento foi impulsionado pela crescente demanda de investidores de varejo e fundos de hedge que se beneficiam da volatilidade do ativo.
Essa conquista também abre portas para riscos. Alguns gigantes do mercado financeiro compram ações simplesmente porque elas fazem parte de índices importantes, sem avaliar necessariamente sua qualidade fundamental. Essa dinâmica pode inflacionar os preços inicialmente, mas, em caso de queda ou exclusão do índice, esses mesmos fundos tendem a vender rapidamente, intensificando ainda mais o recuo.
Um exemplo claro desse fenômeno é a Super Micro Computer Inc. (SMCI), que será retirada do Nasdaq 100 no mesmo rebalanceamento. Essa empresa havia conquistado uma posição no índice em julho, durante a onda de entusiasmo por inteligência artificial, mas agora enfrenta um cenário desafiador.
Apenas nesta segunda-feira as ações da Super Micro caíram 8,3%, apesar do otimismo geral do mercado. Preocupações com governança corporativa contribuíram para essa queda.
Pesquisas realizadas este ano pela Dimensional Fund Advisors mostram que o chamado “efeito de índice” continua sendo uma característica dos mercados. Veículos que seguem índices geralmente compram quando o preço está alto e vendem quando está baixo, perpetuando um ciclo de instabilidade.
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Mas para os otimistas a inclusão no Nasdaq 100 é um reforço para a tese do chamado “flywheel trade”, em que o fundador Michael Saylor vende mais ações para comprar bitcoin, o que eleva o preço da criptomoeda e impulsiona as ações da empresa. Já outros especialistas alertam que esse ciclo não pode durar indefinidamente. Mike Bailey, diretor de pesquisa da FBB Capital Partners, observou em entrevista à Bloomberg: “Ser adicionado a um grupo amplamente seguido de ações provavelmente aumentará o perfil da MicroStrategy. Mas isso é uma faca de dois gumes, especialmente se houver uma reversão na especulação por criptomoedas e outros ativos de alto risco”.
A MicroStrategy pode ser tanto fortalecida quanto fragilizada por sua relação com o bitcoin. A empresa, que nasceu como fornecedora de software na era das pontocom, se transformou em uma proxy alavancada do bitcoin.
Nas últimas seis semanas, após a eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos, a empresa anunciou aquisições bilionárias todas as segundas-feiras, acompanhando a valorização da criptomoeda. Segundo um relatório do dia 16 de dezembro da Bernstein, a empresa adquiriu cerca de 40% de sua posição em bitcoin nos últimos 40 dias.
No mesmo dia, um documento revelou que a MicroStrategy comprou mais 15.350 bitcoins por US$ 1,5 bilhão, elevando sua posição total para cerca de 440.000 bitcoins, cerca de US$ 45 bilhões na cotação atual.
Esse modelo depende de um ambiente de forte fluxo de captação de recursos e de altas no preço do bitcoin, impulsionadas por fatores como aprovações regulatórias para ETFs de criptomoedas. Contudo, o bitcoin não gera receita para a empresa, e sua estratégia levanta alguns questionamentos sobre sustentabilidade.
A história da Super Micro é um lembrete do que pode acontecer quando a realidade não acompanha a euforia. As ações da empresa despencaram 80% após sua entrada no Nasdaq 100, em meio a preocupações contábeis e desconfianças do mercado.
No caso da MicroStrategy, qualquer notícia negativa pode desencadear uma onda de vendas por investidores passivos, alertou Art Hogan, estrategista-chefe de mercado da B. Riley Wealth, em conversa com a Bloomberg.
“A faca vai cortar dos dois lados”, disse Hogan. “Se houver uma fase de aversão ao risco, o que é completamente natural e esperado no início do ano, e o Nasdaq 100 cair, isso pode apagar uma quantidade significativa de capital de mercado em um ativo que já é altamente volátil".
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