Na véspera do julgamento que pode tornar Bolsonaro inelegível, ex-presidente diz que ação no TSE é frágil, mas vê risco
Bolsonaro diz que tem chance de escapar se for considerada a decisão do TSE no julgamento de abuso de poder político da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, concluído em 2017

Na véspera de ser julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob risco de ficar inelegível, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma reunião no gabinete de Flávio Bolsonaro (PL), no Senado, com aliados, para debater o voto na sabatina do advogado Cristiano Zanin Martins, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), e também para traçar estratégias para o julgamento que pode cassar seus direitos políticos.
Na saída, Bolsonaro alegou em entrevista que não vê motivo para ficar inelegível se for considerada a decisão do TSE no julgamento de abuso de poder político da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, concluído em 2017.
Com esse discurso, Bolsonaro admitiu o risco que corre pela gravidade das novas provas obtidas na investigação dos responsáveis pelos ataques golpistas em Brasília no dia 8 de janeiro.
- ‘A ação mais importante que você nunca ouviu falar: parceira da Apple cresce 20% ao ano e pode surfar o “boom” da inteligência artificial. Conheça essa + 4 ações que são as melhores opções de BDRs para investir agora, segundo analistas da Empiricus Research. [LISTA GRATUITA AQUI]
Bolsonaro: “indicativos não são bons”
No sábado (17), Bolsonaro tinha admitido a aliados que "os indicativos não são bons para o julgamento do TSE".
Por isso, a estratégia jurídica do ex-presidente é que seja descartada a análise de provas como o minuto do decreto de golpe, achado na casa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres.
"A ação contra mim é exatamente igual à chapa Dilma-Temer. Novos fatos foram apensados à minha ação. A partir do momento em que o TSE aplicar a jurisprudência para o meu caso, por coerência, no meu entender, tem que ser assim, a acusação contra mim, por se reunir com embaixadores, se torna frágil", alegou Bolsonaro a jornalistas.
Leia Também
Bolsonaro usa esse argumento, porque em 2017, ao julgar se houve abuso de poder político na campanha de Dilma e Temer nas eleições de 2014, o TSE decidiu, por 4 votos a 3, que não poderiam ser consideradas no julgamento novas provas que foram anexadas depois que a ação foi protocolada na Corte, ainda que reforçassem a acusação inicial e tratassem dos mesmos eventos.
- Leia também: Lula não escapou: depois de Bolsonaro, agora é a vez do TCU apurar gastos do cartão corporativo do petista
O julgamento é amanhã
O TSE começa a julgar nesta quinta-feira (22) uma ação iniciada pelo PDT, em que o partido acusou Bolsonaro de cometer abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, quando convocou e fez reunião com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada em 18 de julho de 2022.
Na reunião, Bolsonaro repetiu ataques que vinha fazendo ao sistema eleitoral e alegou aos diplomatas que não seria confiável o resultado das urnas eletrônicas nas eleições. Houve transmissão ao vivo do evento pela TV Brasil e por redes sociais.
Só que, depois dessa acusação inicial pelo PDT, novas provas de ataque ao sistema eleitoral foram anexadas ao processo do TSE, obtidas em investigações de inquéritos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que investigam ataques à democracia de Bolsonaro e de seus apoiadores.
Também foram incluídas no processo eleitoral novas provas obtidas nas investigações sobre os ataques golpistas aos três poderes da República em 8 de janeiro, como a minuta do decreto de golpe encontrado na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.
"Não tem por que cassar meus direitos políticos por uma reunião com embaixadores. É só julgar com a mesma jurisprudência de 2017 que essa ação será arquivada", alegou Bolsonaro.
Ao falar do julgamento da chapa Dilma-Temer, Bolsonaro também ironizou que se Temer não tivesse sido absolvido e mantido no cargo, o ministro Alexandre De Moraes, atual presidente do TSE, não teria sido nomeado por Temer.
"Se não fosse julgamento dessa forma, jogando provas fora, Moraes não seria ministro do STF porque Temer seria cassado também. Por ironia do destino Moraes é presidente do TSE. Espero que ele aja com imparcialidade, assim como o tribunal como um todo", afirmou o ex-presidente.
Bolsonaro evita falar sobre futuro inelegível
Indagado sobre quais seriam seus planos caso seja declarado inelegível pelo TSE, Bolsonaro alegou que não falaria sobre seu futuro.
"Não sei se vou estar vivo quando virar a esquina aqui. Então não falo sobre 'se'. Não gostaria de perder meus direitos políticos. Não sei se vou ser candidato no ano que vem a prefeito ou vereador, não sei. Ou no futuro a presidente ou senador, não sei. Isso não é motivo para perder meus direitos políticos. Não houve ataque ao sistema eleitoral", alegou Bolsonaro.
VEJA TAMBÉM - ELETROBRAS (ELET3): UM ANO APÓS A PRIVATIZAÇÃO, A EMPRESA ENTREGOU O PROMETIDO?
*Com informações do Estadão Conteúdo
ELEIÇÕES 2026
Com placar de 5 x 2, TSE anula votos de Garotinho; Douglas Ruas (PL) será declarado governador do Rio sem 2º turno
8 de outubro de 2026 - 12:38ELEIÇÕES 2026
Flávio soma Republicanos e ex-candidatos no xadrez do segundo turno; Lula busca reação no Alvorada — o dia na política
7 de outubro de 2026 - 19:49Conteúdo Empiricus
Resultado do 1º turno fez esta carteira subir em média 11% em um único dia, mas novas ‘pernadas’ podem acontecer em breve; confira os ativos
7 de outubro de 2026 - 12:00ELEIÇÕES 2026
Garotinho desiste de recurso, e Douglas Ruas (PL) pode ser eleito governador do RJ sem segundo turno
5 de outubro de 2026 - 16:22ELEIÇÕES 2026
Lula enfrentou seu “último jogo” nas urnas — e perdeu no legado, diz Walter Maciel, CEO da AZ Quest
4 de outubro de 2026 - 22:14EXPECTATIVA
Ibovespa a 200 mil pontos? Flávio Bolsonaro à frente e força da direita nas urnas animam mercado para segunda-feira (5)
4 de outubro de 2026 - 22:08ELEIÇÕES 2026
Com eleições de 2026, PL, partido de Flávio Bolsonaro, passa a ter um terço das cadeiras no Senado. Quem são os novos senadores?
4 de outubro de 2026 - 22:05ELEIÇÕES 2026
Eleições contradizem pesquisas eleitorais e Flávio dispara para 84% no Polymarket após votos acima do esperado
4 de outubro de 2026 - 21:17RESULTADO HISTÓRICO
Eleições 2026: Distrito Federal é a primeira Unidade da Federação a ter três mulheres no Senado
4 de outubro de 2026 - 19:58ELEIÇÕES 2026
Flávio à frente ou empatado com Lula no 1º turno pode encerrar a eleição, diz José Dezene
4 de outubro de 2026 - 19:11ELEIÇÕES 2026
Após fechamento de embaixadas, Polícia Federal inicia apuração sobre possível intervenção externa na eleições
4 de outubro de 2026 - 17:27ELEIÇÕES 2026
Eleições 2026: Cleitinho Azevedo (Republicanos) é eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno; veja o resultado
4 de outubro de 2026 - 17:00ELEIÇÕES 2026
Eleições 2026: Douglas Ruas e Eduardo Paes vão ao segundo turno pelo governo do Rio de Janeiro; veja o resultado
4 de outubro de 2026 - 17:00RESULTADO DAS URNAS
Eleições 2026: Elmano de Freitas, do PT, derrota Ciro Gomes no primeiro turno e conquista reeleição no Ceará; veja o resultado
4 de outubro de 2026 - 17:00ELEIÇÕES 2026
Eleições 2026: Sergio Moro, do PL, é eleito governador do Paraná no primeiro turno; veja o resultado
4 de outubro de 2026 - 17:00ELEIÇÕES 2026
Eleições 2026: Flávio Bolsonaro sai na frente, lidera 1º turno com 47% e puxa Lula para o 2º turno
4 de outubro de 2026 - 17:00ELEIÇÕES 2026
Eleições 2026: Dr. Daniel (Podemos) é eleito governador do Pará no 1º turno; veja o resultado
4 de outubro de 2026 - 17:00ELEIÇÕES 2026
Eleições 2026: Raquel Lyra (PSD) é reeleita governadora de Pernambuco no primeiro turno; veja resultado
4 de outubro de 2026 - 17:00ELEIÇÕES 2026
Eleições 2026: Jerônimo Rodrigues (PT) é reeleito governador da Bahia no primeiro turno; veja o resultado
4 de outubro de 2026 - 17:00ELEIÇÕES 2026