O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O governador de Minas Gerais apoiou os planos de transferir ativos mineiros para o governo federal como forma de pagar as dívidas multibilionárias do estado com a União
Em questão de dias, as ações da Cemig (CMIG4) foram do céu ao inferno, com uma queda acumulada superior a 16% nos últimos cinco pregões. E tudo pelos temores do mercado de que a privatização da companhia vá por água abaixo após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, concordar com uma potencial federalização de ativos estaduais.
Na última quarta-feira, Zema apoiou os planos de transferir ativos mineiros para o governo federal como forma de pagar as dívidas do estado com a União, atualmente estimadas em cerca de R$ 170 bilhões.
Ou seja, em uma reviravolta na história, a Cemig pode parar nas mãos do governo Lula, que já deixou claro não ter o menor interesse na pauta de privatizações. E a venda da estatal era justamente uma das grandes apostas do mercado.
"Após décadas, temos perspectiva de solução para a dívida bilionária acumulada no passado", disse Zema. "Talvez tenhamos o problema resolvido no primeiro trimestre do próximo ano.”
Mas por que o governador de Minas Gerais, adversário político de Lula, aparentemente desistiu do plano original de vender as estatais para a iniciativa privada? E a federalização afinal é boa ou ruim para o investidor na bolsa que tem ações da Cemig ou da Copasa? A seguir você confere algumas respostas.
A proposta de transferência de ativos estaduais como a Cemig, a Copasa (CSMG3) e a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) para a União veio do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
Leia Também
A federalização de ativos estaduais seria uma alternativa ao Plano de Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que prevê medidas como congelamento de salários de servidores estaduais e privatização de companhias estatais.
Pacheco, vale lembrar, é apontado como um possível candidato à sucessão de Romeu Zema ao governo de Minas Gerais em 2026.
A federalização já foi tema de reuniões entre integrantes do governo Lula, que têm interesse na proposta.
As ações da Cemig começaram a reagir mal desde o início das especulações sobre uma possível federalização. Mas após Romeu Zema confirmar que estuda essa alternativa, os papéis ampliaram as perdas.
As ações CMIG4 puxaram as quedas, com baixa de 9,71% ontem, enquanto CMIG3 recuou 5,82%. Já os papéis da Copasa (CSMG3) caíram 2,83% na última sessão. No pregão de hoje, as ações operam próximas à estabilidade.
Mas por que o mercado reagiu tão mal ao plano? Uma palavra explica o movimento de ontem: privatização. No caso da Cemig, o governador tinha planos concretos de desestatizar a companhia.
Vale lembrar que, no final de agosto, Zema anunciou uma proposta de emenda à constituição (PEC) para acelerar o processo de desestatização de empresas controladas direta ou indiretamente pelo governo mineiro.
Porém, a resistência política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALEMG) aparenta ter tornado o plano de federalização a única saída previsível para os problemas fiscais do Estado.
Ou seja: as empresas passariam do comando de um governo que se mostrava mais do que disposto a privatizá-las para o controle de Lula, em um governo que se posiciona contrário a privatizações em geral.
É importante ressaltar que, para que a federalização seja, de fato, aprovada, a proposta ainda deverá passar por aprovação de uma lei ordinária pela ALEMG e de uma lei federal pelo Congresso.
Uma das preocupações do mercado é a relevância da venda da Cemig e da Copasa para pagar os débitos com a União, devido ao tamanho da dívida de Minas Gerais.
Em entrevista à Folha de São Paulo, Rodrigo Pacheco afirmou que a transferência dos ativos mineiros para o governo federal seria feita a um “preço justo”, que deve ser calculado através de um laudo de avaliação independente.
Nas contas do BTG Pactual, ainda que o estado de MG detenha 51% das ações com direito a voto da Cemig, o governo estadual possui apenas 18% do capital total da companhia, o que implica em uma participação de R$ 6,36 bilhões, considerando o último fechamento.
Já no caso da Copasa, a participação de Minas Gerais é de 50,03%, equivalente a um montante de R$ 3,46 bilhões.
Ou seja, somando o valor correspondente das participações, o governo liderado por Zema levantaria pouco menos de R$ 10 bilhões — menos de 10% do montante total da dívida de Minas Gerais com o governo federal.
Mas é provável que o governo mineiro tente negociar um prêmio de controle para vender as empresas ao governo Lula. Assim, o valor final que o Estado receberá caso a proposta vá adiante pode ser maior.
Ao mesmo tempo, o governo federal pode enxergar um valor estratégico em controlar uma concessionária de energia elétrica relevante como a Cemig, especialmente depois da privatização da Eletrobras, ainda de acordo com o BTG.
Todo processo de troca de controle, mesmo que aconteça entre um Estado e a União, precisa respeitar a Lei das S/A, o estatuto das companhias e o regulamento da B3.
Por isso, a Copasa oferece hoje uma proteção maior aos acionistas minoritários do que a Cemig por estar no Novo Mercado, o segmento de listagem com práticas mais rigorosas de governança corporativa.
Na prática isso significa que, no caso de venda do controle, todos os acionistas da Copasa (CSMG3) possuem 100% de tag along. Em outras palavras, os minoritários têm o direito de vender suas ações nas mesmas condições que o governo mineiro.
No caso da Copasa, o BTG Pactual destaca que, apesar da proteção de tag along, não há informações sobre os termos em que seria feita a transferência de controle e “a federalização de uma empresa de abastecimento de água parece mais complexa devido ao envolvimento necessário dos municípios na discussão”.
Já as ações ordinárias da Cemig (CMIG3) têm 80% de tag along (previsto na legislação), enquanto os papéis preferenciais CMIG4, a classe de maior liquidez da companhia, não garantem direito de tag along.
Então, considerando os preços de fechamento de ontem, a fatia dos minoritários da Cemig renderia aproximadamente R$ 3,6 bilhões com o tag along de 80%.
Os analistas não se mostraram nem um pouco animados com a perspectiva para as estatais mineiras listadas na B3 comandadas pelo governo federal.
Para o Itaú BBA, a potencial transferência do controle da Cemig (CMIG4) e Copasa (CSMG3) para a União é uma “notícia terrível” e seria muito negativa para as companhias.
Os analistas acreditam que a federalização resultaria em uma mudança na equipe de gestão e nos planos estratégicos das empresas, que atualmente “possuem uma equipe de gestão muito boa, que tem conseguido implementar mudanças para melhorar a eficiência das empresas, apesar das restrições de serem empresas estatais”.
Segundo o banco, será difícil encontrar conforto e um ponto de entrada para comprar as ações das empresas mineiras atualmente, a menos que a proposta de federalização se mostre inviável.
“Dado o caminho desafiador da federalização, não entraríamos em pânico com esta notícia. No entanto, não compraríamos a Cemig devido à fraqueza de hoje, pois poderá haver mais fluxo de notícias políticas negativas nas próximas semanas”, escreveu o Itaú BBA, em relatório divulgado na última terça-feira (21).
A operadora adiou a divulgação dos resultados do terceiro e do quarto trimestres de 2025, além das demonstrações financeiras anuais, e segue sem nova data para apresentação dos números ao mercado
Investidor precisa ficar atento à data de corte para não perder o direito ao provento
Laudo da Laspro libera avanço da recuperação, mas identifica números conflitantes, dependência de aportes internos e confusão patrimonial entre as empresas
Genial Investimentos revisa tese e aponta riscos que colocam em xeque a percepção de estabilidade da transmissora
Em reunião com analistas, CEO diz que transição foi planejada e que modelo atual veio para ficar; veja o que esperar do bancão agora
Liminar judicial dá 60 dias de fôlego à antiga Alliar, enquanto empresa tenta negociar dívidas e evitar um desfecho mais duro
A ação, no entanto, está em queda, com o arrefecimento da guerra no Oriente Médio, após o anúncio de Donald Trump, e a queda do petróleo tipo brent
Presidente da Amazon Brasil defende que a parceria une a tecnologia da plataforma norte-americana com o portfólio e a tradição da Casas Bahia
A CSN pretende utilizar os recursos do empréstimo para refinanciar dívidas existentes no curto e médio prazo; venda da CSN Cimentos foi dada como garantia
Operação envolve transferência de ativos e dívidas para nova empresa sob controle dos investidores; saiba o que esperar do potencial negócio
Depois que a operação for fechada, a Claro será obrigada a abrir um registro de uma oferta pública para a aquisição das ações restantes da Desktop, em função da alienação de controle da empresa
Com recuperação extrajudicial, o real problema do GPA é bem maior. Veja quais as chances de isso vir a pesar de fato para a empresa e quais são os principais entraves para a reestruturação da companhia
No acumulado de 12 meses, a carteira semanal recomendada pela Terra Investimentos subiu 68,44%, contra 36,04% do Ibovespa
Parceria de R$ 1,5 bilhão marca entrada mais firme da Helbor no MCMV, com divisão de riscos e reforço de caixa ao lado da Cyrela
A criação de uma reserva de petróleo ou de um fundo de estabilização voltam a circular; entenda o que realmente funcionaria neste momento
Os benefícios para a indústria petroquímica vieram menores que o esperado, o que pode comprometer ainda mais a recuperação da Braskem, que já vem em dificuldades com sua dívida e troca de controle
Levantamento do Ethisphere Institute reúne 138 empresas em 17 países e aponta desempenho superior e maior resiliência em momentos de crise
No cenário internacional, o barril do Brent acelerou os ganhos e passou de US$ 110 sob temores de uma crise energética global
A Alliança, ex-Alliar, pediu uma suspensão de débitos por 60 dias, alegando a necessidade de evitar uma recuperação judicial
Entre 2017 e 2026, a B3 mais que dobrou sua receita, ampliou o número de produtos disponíveis ao investidor e abriu novas frentes de negócios