Captação bem-sucedida do Tesouro pode abrir caminho para empresas brasileiras buscarem grana no exterior
Além da captação, ambiente pode possibilitar até mesmo novas ofertas no mercado externo

Apesar das variadas incertezas que ainda rondam o mercado, algumas empresas brasileiras devem tentar colocar na rua novas operações de captação no mercado externo.
A possibilidade surgiu após uma bem-sucedida emissão de US$ 2,25 bilhões pelo Tesouro brasileiro em títulos de dívida (bonds) de 10 anos, em operação concluída na quarta-feira (5).
Há expectativas até de que uma oferta possa acontecer já a partir da semana que vem.
- Ainda tem dúvidas sobre como fazer a declaração do Imposto de Renda 2023? O Seu Dinheiro preparou um guia completo e exclusivo com o passo a passo para que você “se livre” logo dessa obrigação – e sem passar estresse. [BAIXE GRATUITAMENTE AQUI]
A probabilidade está entre as companhias que costumam acessar esse mercado, têm risco de crédito mais baixo e alguns bancos que precisam renovar bonds que perderam eficiência na composição do índice de Basileia (regra que determina indicadores mínimos de capital que as instituições precisam manter em relação aos seus ativos).
"Há companhias que esperavam um sinal positivo neste mercado desde fevereiro, após a emissão da Braskem", disse o responsável pela área de dívida do Bradesco BBI, Rafael Garcia. Para ele, o sinal foi dado com a emissão do Tesouro, que teve demanda de até US$ 8,5 bilhões durante o processo de recolhimento de ordens.
A alta demanda permitiu a redução no custo da operação e incentivou o Tesouro a elevar o volume da operação, originalmente prevista em US$ 1,5 bilhão. A taxa de remuneração ficou em 6,15%, bem abaixo da ideia proposta inicialmente, entre 6,50% a 6,625%.
Leia Também
Garcia lembrou que a captação de US$ 1 bilhão da Braskem chamou atenção de outras empresas brasileiras, mas as conversas logo cessaram por conta das incertezas quanto à intensidade de alta no juro norte-americano e possibilidade de recessão.
Um executivo que acompanhou a emissão do Tesouro de perto disse que há uma demanda reprimida para o Brasil e que a operação recebeu centenas de ordens, vindas de fundos especializados em mercados emergentes e fundos que investem em diversas regiões do mundo. O desempenho do novo bond brasileiro no mercado secundário deve ser um bom indicativo do tamanho desse apetite, na sua opinião.
Fim do jejum de captação
O governo quebrou um jejum de quase dois anos sem qualquer oferta soberana de bonds e mostrou que há investidores dispostos a colocar recursos no Brasil, mesmo sem estar ainda claro o ciclo de aperto do juro nos EUA. Ou seja, parece haver um canal de irrigação para empresas brasileiras, em momento em que o custo de captação local está elevado demais.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que os estrangeiros estão mais otimistas sobre o Brasil do que os brasileiros. "O BC tem feito várias sinalizações de que as medidas divulgadas são consistentes. Depois do arcabouço divulgado, tivemos uma emissão de títulos em dólares para verificar o apetite estrangeiro sobre o Brasil. Pega os dados do que aconteceu e você vai ver que o spread caiu e que tivemos demanda três vezes superior à esperada", disse, em entrevista à BandNews.
* Com informações do Estadão Conteúdo
FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?
A 10 dias das eleições, ministro da Fazenda defende que governo Lula adotou ‘política fiscal correta’ em artigo na The Economist
25 de setembro de 2026 - 10:39TENTE OUTRA VEZ
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
25 de setembro de 2026 - 7:37MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026
Onde as mulheres investem? Presença feminina na B3 cresce 83%, mas ativo favorito ainda é outro
24 de setembro de 2026 - 15:49VISÃO DO GESTOR
O que Luis Stuhlberger espera de um governo Lula 4 e de um governo Flávio Bolsonaro
24 de setembro de 2026 - 13:39CAFEÍNA NA VEIA
Preço do café cai, consumo aumenta: brasileiros voltam a encher a xícara em 2026
24 de setembro de 2026 - 10:57ENGENHARIA FINANCEIRA