🔴 AS BIG TECHS ESTÃO ‘SUGANDO’ DINHEIRO DA BOLSA BRASILEIRA? – VEJA COMO SE PROTEGER

Carolina Gama
Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.
Larissa Vitória
Larissa Vitória
É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
BALANÇO

Via (VIIA3) contraria expectativa de prejuízo, mas lucro líquido tomba 95% no segundo trimestre; veja o que afetou a varejista

Como é uma varejista muitos exposta a eletroeletrônicos, o cenário é naturalmente mais difícil no momento para a empresa

Larissa Vitória
Carolina Gama, Larissa Vitória
11 de agosto de 2022
19:23 - atualizado às 20:06
Fachada da Casas Bahia, marca da Via (VIIA3)
Fachada da Casas Bahia, marca da Via (VIIA3) - Imagem: Divulgação / Casas Bahia / Facebook

A Via (VIIA3) quase perdeu a rota no segundo trimestre: saindo de um lucro de R$ 132 milhões entre abril e junho 2021 para um resultado positivo bem menor, de R$ 6 milhões, no mesmo período de 2022. A queda é de 95,45% na base anual.

Apesar da piora no desempenho, o resultado foi melhor do que o previsto pelos analistas, que esperavam um prejuízo de R$ 115 milhões no segundo trimestre. 

Já o lucro líquido operacional da companhia somou R$ 16 milhões, o que representa um recuo de 87,9% ante o resultado reportado entre abril e junho do ano passado.

Vale relembrar que a Via é uma varejista muitos exposta a eletroeletrônicos e, por isso, o cenário é naturalmente mais difícil no momento para a empresa. Nesse ambiente, a natureza altamente discricionária desses itens e a base de comparação menos favorável pesaram no desempenho da Via.

Outros números de Via (VIIA3)

Apesar da queda brusca no lucro, o desempenho da receita líquida da Via (VIIA3) aproximou-se da estabilidade, com uma queda de 2,9% no segundo trimestre na comparação com igual período do ano anterior, para R$ 7,6 bilhões.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado somou R$ 748 milhões, uma alta de 54,2% na mesma base de comparação. A margem Ebitda ajustada saiu de 6,2% para 9,8%. 

Confira abaixo as projeções dos analistas para a Via, segundo a Bloomberg: 

  • Receita líquida: R$ 8,107 bilhões, alta de 3%
  • Ebitda: R$ 632 milhões, alta de 30%
  • Margem Ebitda: 7,8% ante 6,2%

Inversão: crescimento nas lojas físicas e queda nas vendas online da Via (VIIA3)

O GMV (Gross Merchandise Volume), ou o volume bruto de mercadorias da Via (VIIA3), caiu 3,5% no trimestre, para R$ 11 bilhões.

Mas, desta vez, o desempenho negativo não pode ser atribuído à performance das lojas físicas, já que o GMV dessa categoria avançou 18,4% na base anual e chegou a R$ 5,9 bilhões. A receita bruta do segmento também cresceu 13,4%, para R$ 5,4 bilhões.

Segundo a Via, o desempenho reflete "a melhoria no fluxo das lojas e maior conversão, simbolizado pelo recorde de vendas no Dia das Mães".

Além disso, a companhia inaugurou 10 unidades da marca Casas Bahia em novas praças. O objetivo é "ganhar share e fortalecer a omnicanalidade com a potencialização da venda online, dos serviços logísticos e ampliação da base de clientes".

Já a receita bruta dos canais online recuou 22%, para R$ 3,5 bilhões. Com isso, o indicador geral registrou queda de 3,7% e encerrou o trimestre em R$ 8,98 bilhões.

Atualizações trabalhistas

Além dos resultados financeiros, o balanço da Via(VIIA3) também trouxe atualizações sobre os processos trabalhistas e créditos tributários da empresa. A companhia registrou entrada de processos 52% menor ante o segundo trimestre do ano passado.

O gasto com pagamentos também foi reduzido em 42%, na mesma base de comparação. Saíram R$ 252 milhões do caixa da empresa no período, sendo R$ 169 milhões destinados a condenações por decisão da justiça trabalhista e outros R$ 83 milhões para quitar acordos fechados pela Via.

Veja também: Avalanche de dividendos da Petrobras (PETR4) — vale a pena?

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