2022-01-31T16:55:05-03:00
Conteúdo Empiricus

Veja 5 teses de criptomoedas para se aprofundar ainda mais no mercado de ativos digitais e buscar lucros em 2022

Analista vê a necessidade de investidor estar atento aos movimentos dos EUA quanto à regulamentação das criptomoedas; ano poderá ter alta volatilidade e deve registrar grande volume de transações de ativos digitais

31 de janeiro de 2022
16:54 - atualizado às 16:55

Em 2021, os criptoativos se tornaram um mercado de investimentos muito popular. Não é à toa, a movimentação (entre janeiro a setembro do ano passado) de criptomoedas no Brasil chegou a quase US$ 15 bilhões, segundo dados da Receita Federal.

Surge nesta esteira a possível regulamentação do mercado de criptomoedas neste ano, que pode mexer e muito com as aplicações em criptomoedas. Isso se deve, em partes, ao crescimento estrondoso desse nicho que promete atingir um maior volume de movimentações em 2022.

Com isso, muitos investidores já começam a pensar nos planos para alocações eficientes em ativos digitais para fazer o dinheiro render. Nestas horas, nada melhor do que escutar as dicas de um especialista, como Valter Rebêlo,  analista de criptoativos da Empiricus.

Neste vídeo, ele elenca 5 teses para você ganhar dinheiro com criptomoedas em 2022 e te explica melhor as tendências para os ativos digitais. Confira a seguir:

1- Ethereum continua dominando, porém outras plataformas de contrato inteligente também vão crescer…

O analista chama a atenção ao fato de 2022 ter sido um ano bom para a Ethereum (ether), a segunda maior moeda em valor de mercado que chegou a ser cotado a US$ 4.700 em Novembro de 2021, segundo a CoinDesk.

Nesse sentido, as transações em ether demandaram melhorias, as quais foram implementadas por meio da Proposta de Melhoria da Ethereum 1559 (EIP-1559, da sigla em inglês).

Segundo Rebêlo, a explicação para essa implementação reside no fato de  que “toda operação em qualquer aplicativo que funcione na rede ethereum, ou mesmo numa simples transferência de saldo entre dois endereços exige o pagamento de taxa de redes”. 

E, em 2021, o EIP-1559, um mecanismo de queima de taxas base cobradas ao usuário, tornou o ether um ativo deflacionário em momentos de alta demanda pelos serviços da rede. Isso quer dizer que cada vez mais temos menos ether no mercado, tornando o ativo mais valioso devido a sua alta utilidade de pagamento de taxas na rede.

Com a migração do ether para proof of stake (PoS), ou prova de participação em português, haverá mais ether travado em stanking, uma espécie de poupança por meio de criptomoedas, para aqueles contribuírem com a segurança do protocolo.

Agora, quando falamos de outras plataformas de contrato inteligente como, Solano e Avalanche, que cresceram absurdamente no último ano. Essas também continuarão crescendo bastante devido a três fatores:

  • As altas taxas da rede ethereum continuarão sendo um gargalo para a adoção da rede no curto prazo;
  • Grandes pacotes de investimento e programas de estímulo estão sendo feitos para que haja mais desenvolvimento de infraestrutura e adoção em outras plataformas de contratos inteligentes;
  • Com a implementação de compatibilidade em EVM (ou Máquina Virtual de Ethreum) que faz parte do ecossistema Blockchain de Ethereum em outras plataformas de contrato inteligente, ficará fácil para os protocolos nativos da rede ethereum transplantar seus códigos. 

2- Soluções de escalabilidade irão crescer muito:

Ainda quanto às taxas do ethereum, o analista da Empiricus aponta: “ao contrário do que muitos pensam, o proof of stake não resolverá os problemas da taxa de rede, mas sim de segurança, de sustentabilidade do processo de validação da rede. Não exigindo tantos gastos de energia como se exige em um processo como proof of work.” 

Ele acrescenta que com o aumento até certo nível de descentralização do processo de validação, que irá baixar as taxas de rede da ethereum, o seu uso e adoção será mais acessível para usuários com baixo poder econômico. 

A isso chamamos “soluções de escalabilidade”, ou “soluções de segunda camada” as quais, como observado por Rebêlo, são aplicativos que rodam na rede da ethereum por meio de um contrato  inteligente como qualquer outro. 

“Esses contratos, nesses Apps, poderão ter integração com outros apps, transferência de saldos e várias outras operações que são executadas inteiramente nesses ambientes,” argumenta o analista.

Esses protocolos comprimem os dados de todas as operações realizadas em determinado espaço de tempo e emitem uma prova de que tais transações ocorreram, mandando essa prova para a blockchain de primeira camada, que é a ethereum.

Fazendo isso, essas soluções aliviam a carga computacional, baixando as taxas de transação cobradas, ao mesmo tempo em que cobram taxas muito mais baratas pelo uso de seus serviços.

“A alta competição e demanda por este setor nos faz acreditar que haverão muitos protocolos e programas de incentivo como air drops para quem usar esse serviço cedo. Alguns exemplos de escalabilidade são Arbitrum, Boba Network, Optimism e Polygon,” finaliza o analista.

3- ativos com boa governança se adaptarão melhor às novas legislações:

Algo que temos em mente para 2022 é o processo de regulamentação dos criptoativos nos Estados Unidos, país que possui grande importância não só econômica, mas também de infraestrutura do maior criptoativo do mercado, o bitcoin. Tendo em seu território 35% do poder de mineração dessa moeda. 

Os principais temas a serem tratados pelas autoridades no documento chamado Crypto Sprint, em tradução livre corrida cripto, serão definições de processo compliance, administração de risco e proteção ao consumidor, custódia e distribuição institucional de produtos de cripto, regularização das stablecoins e exigências tributárias.

Os protocolos que melhor conseguiram se adaptar a estas novas exigências deverão ter uma boa performance durante este processo turbulento, especialmente quando pensamos em protocolos de finanças descentralizadas, observa Rebêlo.

Protocolos que possuam mecanismos de governança eficientes e testados no mercado tem uma vantagem sobre os que não tem por poderem se adaptar mais rapidamente. Protocolos como Uniswap, a maior corretora descentralizada de criptoativos do mundo, possuem um processo de governança bastante eficiente, possibilitado através do token de governança UNI.

4- Games de P2E vão continuar se expandindo em uso:

Um dos maiores canais de adoção de cripto em 2021 têm sido os jogos em blockchain, em que os usuários participam do jogo comprando NFTs, que são essencialmente bens digitais, jogando, disputando batalhas, torneios ou mesmo explorando terras virtuais, sendo recompensado por isso pelo desempenho dentro do jogo

Como o Game Axie Infinity, um exemplo de jogo que está construindo uma verdadeira economia digital por meio de um produto memorável que atrai os jogadores por ser divertido e imersivo e que possibilita a posse digital e transmissão de valor por meio da tecnologia por meio da blockchain.

Armaduras e personagens não simplesmente posse dos jogadores do jogo, mas sim das carteiras digitais de cada um dos jogadores e que podem ser comparadas como uma forma de “identidade digital”.

Por isso, o analista da Empiricus chama a atenção a um ponto: “De fato, jogos play to one são o futuro por mera questão de lógica. Você prefere colocar dinheiro em algo que pode ser seu ou que pode ser desligado por meio de algum servidor central em qualquer lugar do mundo?” questiona.

5-  DeFi deverão crescer em 2022, junto com investimentos em segurança:

O DeFi, ou “Finanças Descentralizadas'', propõe a realização de serviços financeiros como estamos acostumados a ver no mercado tradicional -  empréstimos, seguros, transferências, pagamentos - sem a interferência de bancos ou qualquer vínculo com instituições financeiras.

Esses protocolos DeFi são uma das inovações mais revolucionárias do mercado cripto.

“Um [tipo de] protocolo que incentiva uma rede de participantes a continuamente auditar uma rede de segurança de um código de contrato inteligente para averiguar qualquer fragilidade do código. Já que, para averiguar qualquer fragilidade no código, é viável que não haja exploits, ou a exploração de fragilidades por hackers,” conclui o analista.

Saiba mais no vídeo completo. 

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