Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

ENTREVISTA

O que esperar da Simpar (SIMH3) em 2023? Confira as projeções do CEO Fernando Simões para a dona da JSL e Movida

Conheça a história da holding de logística e transporte confira as perspectivas do CEO Fernando Simões para o futuro da companhia

Estadão Conteúdo
26 de dezembro de 2022
10:21
Caminhão da JSL
Imagem: Divulgação

Com mais de 60 anos de história, a holding de logística e transporte Simpar (SIMH3) teve seu nascimento a partir de um único caminhão. Atualmente, a companhia controla sete empresas em diversos setores, incluindo a da JSL (JSLG3) e Movida (MOVI3).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em entrevista ao Estadão, o CEO Fernando Simões relembrou a história da empresa familiar e sua trajetória até o controle da companhia.

Na conversa, o executivo ainda conta as perspectivas da dona da JSL e Movida para o futuro, além das projeções da companhia para o novo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Confira trechos da entrevista.

A história da Simpar

O pai cuidava de cabras em um sítio em Portugal, migrou para o Brasil na década de 50, comprou um caminhão para fazer entregas de verduras e 25 anos depois tinha a maior empresa de logística do País, a JSL.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O filho começou a trabalhar com ele aos 14 anos, estudou só até os 16 anos e ajudou a impulsionar o negócio que se transformou na holding Simpar, dona de sete companhias que controlam 30 empresas com mais de 40 mil funcionários.

Leia Também

A história do empresário Júlio Simões, que chegou ao Brasil quando tinha 23 anos, e de seu filho Fernando, mostra o sucesso do empreendedorismo que começou no período em que o País começava a entrar na fase de industrialização.

O grupo passou por várias crises econômicas, mas nunca deixou de buscar novas oportunidades de negócio. Dissonante de muitos empresários que apontam o chamado "custo Brasil" como fator que trava investimentos, Fernando Simões, CEO da Simpar, diz que essa característica "nunca impediu o grupo de crescer", assim como as flutuações do câmbio e a falta de infraestrutura.

"Mesmo com toda a volatilidade, os desafios do Brasil são proporcionais às oportunidades", afirma o executivo de 55 anos, dos quais mais de 40 trabalhando na empresa criada pelo pai.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, em outro tema, ele faz coro com a grande maioria do empresariado. "Torço por uma reforma tributária", afirma, ao ser questionado sobre o que espera do novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que assume em 1º de janeiro.

O grupo Simpar chegou aos 66 anos como uma das maiores companhias brasileiras. Como nasceu esse negócio familiar?

Meu pai era filho de caseiros de uma quinta (sítio) em Portugal e cuidava de cabras desde os sete anos. Aos 23 anos, migrou para o Brasil com um tio.

Trabalhou como mecânico e vendedor de roupas até comprar um "caminhãozinho" para fazer entregas de verduras, três anos após sua chegada ao País.

Depois foi comprando outros caminhões e criou uma transportadora, a JSL.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando o sr. começa a atuar na empresa?

Eu comecei a trabalhar aos 14 anos, primeiro em meio período, e aos 16 anos, quando parei de estudar, em período integral. Eu adorava ficar perto do meu pai e não gostava de ir à escola. Minha formação foi na empresa.

Naquele período a JSL tinha 16 filiais, 120 caminhões, 280 colaboradores e uma grande reputação: tinha crédito e boa relação com os clientes.

Aos 20 anos fui para a área comercial, e começamos a diversificar o negócio de acordo com as necessidades dos clientes que iam além do transporte.

Fomos descobrindo que precisavam alugar automóveis, financiamento, terceirizar suas frotas etc. Em 2000, nos tornamos a maior empresa de logística rodoviária do País, com o maior portfólio de serviços.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em que ano o sr. assumiu o controle do grupo Simpar?

Foi em 2001. Meu pai continuou acompanhando tudo e a tomar decisões. Ele faleceu em 2012, aos 84 anos.

Em 2010 abrimos o capital. Três anos depois compramos a Movida e várias outras empresas de ramos variados, como rede de concessionárias.

Mais tarde, começamos a separar as unidades de negócio da JSL em empresas independentes.

Em 2020 fizemos uma reorganização societária e criamos a Simpar, holding que hoje controla sete companhias - entre elas a JSL, a Movida e a Vamos, as três listadas na Bolsa de Valores. O grupo hoje envolve 30 empresas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como está o desempenho da companhia?

Este ano devemos ter um crescimento de receita por volta de 40% a 50%. Se anualizar, no futuro teremos crescimento maior ainda.

No terceiro trimestre tivemos receita anualizada de R$ 31 bilhões e Ebitda de R$ 8 bilhões. Nosso capex (despesas de capital) líquido, nos últimos 12 meses, está por volta de R$ 12 bilhões.

Cerca de 90% das principais indústrias de vários segmentos, como alimentos, mineração, agronegócio, papel e celulose são nossos clientes.

Nos últimos dois anos o grupo Simpar fez 19 aquisições de empresas. Já tem algo em vista para 2023?

Na área de logística e de automóveis há oportunidades de crescimento orgânico e também de crescimento por meio de aquisições.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não temos nada previsto no momento, mas sempre estamos atentos e costumamos decidir muito rapidamente.

Também foi iniciado um processo de internacionalização. Esse processo vai continuar no próximo ano?

Faz parte do nosso planejamento ter receita em outras moedas fortes, mas sem obrigação nenhuma de fazer isso num curto espaço de tempo. Por exemplo, nossa empresa de logística teve oportunidade de ir com um cliente atender negócios na África.

Também tivemos oportunidade de comprar, em setembro, uma locadora de automóveis pequena, mas muito bem posicionada, em Portugal.

Com esse movimento, entramos num país da Europa e, além de crescer nesse mercado, tem a experiência de alguns modelos de negócio, por exemplo, o "buyback", que é quando você aluga um carro e está sublocando esse carro de alguém.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lá isso é normal, mas no Brasil não tem. Mas não vamos fazer nenhum movimento internacional que comprometa nosso desenvolvimento no Brasil.

A Simpar continuará sendo um grupo familiar?

O grupo é de origem familiar. Acreditamos muito num grupo com controle definido, mas totalmente profissionalizado.

Significa que não necessariamente a sucessão será feita pela família.

O empresariado do País critica muito o chamado "custo Brasil", a falta de infraestrutura e a volatilidade cambial. De que forma isso afeta a Simpar?

Durante esses 66 anos de empresa, o Brasil sempre teve volatilidades. Isso nunca nos impediu de crescer. Ao mesmo tempo que o País impõe muitos desafios, também oferece grandes oportunidades, porque está tudo por fazer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No nosso ramo, por exemplo, somos a maior empresa de logística rodoviária do Brasil e temos participação de mercado de 2%. Em um país desenvolvido, os líderes têm por volta de 7% a 9% de participação.

Então, temos muita possibilidade de crescimento e desenvolvimento. O que fazemos é independente da situação econômica.

O que o sr. espera do próximo governo, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

Nós todos, como empresários, torcemos para ver uma reforma tributária. Não queremos pagar menos imposto, também não queremos pagar mais. Queremos uma simplificação, uma revisão do sistema tributário.

O Brasil precisa simplificar a maneira de cobrar tributos de uma forma que seja mais fácil de ser fiscalizado, porque há muitos impostos e tem muita gente que não paga.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando simplifica, é melhor para quem paga e fica mais fácil para o governo cobrar de quem não paga.

A melhor maneira de contribuir para a redução da desigualdade social é pela geração de empregos e de investimentos, e isso só é possível num país que tenha um modelo tributário claro e fácil, que tenha controle de despesa e que cuide do meio ambiente.

Alguma outra medida específica?

Acreditamos muito que o Brasil vai precisar de ter um programa de renovação de frota. Não é dar subsídio ou juro barato para comprar caminhão novo, mas para retirar os velhos das ruas.

O País tem hoje uma frota com idade média de 20 anos, o que significa que há caminhões rodando com mais de 40 anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Todos os países desenvolvidos criaram um processo de comprar o caminhão velho e sucatear. Isso contribui com o meio ambiente, reduz a poluição, melhora a saúde e a segurança das pessoas.

Esse é um tema discutido há vários anos, mas nunca andou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INVESTIR PARA CRESCER

Nubank (ROXO34) anuncia investimentos de R$ 45 bilhões no Brasil em 2026; para onde irá este dinheiro?

27 de abril de 2026 - 13:15

Enquanto o Nubank avança em seus investimentos, o mercado aguarda os resultados para entender se essa expansão virá acompanhada de mais riscos

ALTA RENDA NO RADAR

Na rota do luxo entre Brasil e Miami: JHSF (JHSF3) compra operação de aviação executiva nos EUA e reforça ambições internacionais

27 de abril de 2026 - 12:01

A Embassair oferece uma plataforma completa de serviços para a aviação executiva, incluindo abastecimento de aeronaves e atendimento a passageiros, com operação 24 horas por dia

AÇÕES COMO GARANTIA

Do grupo Mover ao Bradesco BBI: acionistas da Motiva (MOTV3) vendem participação para pagar dívida bilionária

27 de abril de 2026 - 10:57

A companhia tem 37 concessões em rodovias, aeroportos e trilhos e pode mudar de mãos para pagar dívida entre Bradesco e Grupo Mover

NEGOCIAÇÕES ACALORADAS

O nó da Raízen (RAIZ4): empresa faz nova proposta aos credores, mas bate o pé para manter Ometto no comando, diz jornal

27 de abril de 2026 - 10:01

A companhia tenta levantar até R$ 5 bilhões em novo capital e negocia alternativas com credores, que pressionam por mudanças na governança e discutem conversão de dívida em participação acionária

SAI LATACHE, ENTRA MAK

Oncoclínicas (ONCO3): sócio da Latache renuncia aos cargos de vice-presidente, CFO e diretor de RI

27 de abril de 2026 - 9:28

A empresa teve três CFOs em menos de três meses. Camille Loyo Faria, ex-Americanas e ex-Oi, durou pouco mais de um mês no cargo, e deu espaço à Vieira, agora substituído por Quintino

PRÉVIA DOS BALANÇOS

Itaú (ITUB4) vai ser o grande destaque da safra do 1T26 ou o Bradesco (BBDC4) encosta? O que esperar dos balanços dos bancos

27 de abril de 2026 - 6:11

Inadimplência, provisões e pressão no lucro devem dominar os balanços do 1T26; veja o que esperar dos resultados dos grandes bancos

DE OLHO NA AGENDA

Temporada de balanços ganha força: Vale (VALE3), Santander (SANB11) e WEG (WEGE3) divulgam resultados; veja o calendário da semana

26 de abril de 2026 - 16:42

Bancos e indústria chegam com projeções otimistas para o 1T26, enquanto o mercado monitora sinais sobre demanda e rentabilidade

REGRAS DO MERCADO

Por que a Ecopetrol não precisa fechar o capital da Brava Energia (BRAV3)?

25 de abril de 2026 - 16:02

As partes envolvidas, Ecopetrol e demais acionistas, estruturaram a operação como formação de controle, e não como transferência de controle

FUSÕES

Sabesp (SBSP3) avalia transformar a EMAE em uma subsidiária integral

25 de abril de 2026 - 14:25

A Sabesp afirmou que avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE por meio de uma relação de troca

COMPRA OU VENDA?

Rali do Bradesco (BBDC4) impressiona, mas XP mantém pé no freio e prefere ficar de fora

25 de abril de 2026 - 12:45

Mesmo com execução melhor que o esperado e recuperação operacional em curso, analistas avaliam que juros altos, competição e upside limitado justificam recomendação neutra para BBDC4

FIM DA NOVELA?

Petrobras (PETR4) e IG4 selam acordo pela Braskem (BRKM5); XP diz que movimento pode “destravar” reestruturação

24 de abril de 2026 - 19:50

Novo acordo prevê paridade no conselho e decisões conjuntas; analistas destacam maior influência da estatal em meio à fragilidade financeira da Braskem

A CERVEJA ESQUENTOU

Nem a Copa do Mundo salva a Ambev (ABEV3): Safra rebaixa ação e aumenta preço-alvo

24 de abril de 2026 - 16:15

Banco eleva preço-alvo de ABEV3 para R$ 16, mas avalia que mercado ignora pressão de margens e já precifica cenário positivo

VALE A PENA?

Brava (BRAV3) pode ter novo dono: colombiana compra 26% da junior oil e propõe OPA; o que muda para o investidor?

24 de abril de 2026 - 9:54

A estatal colombiana pretende, ainda, lançar uma OPA (oferta pública de ações) para comprar mais 25% das ações, com preço de R$ 23, prêmio de 27,8%

O ÚLTIMO A SAIR...

Sem CEO e sem CFO? Alliança Saúde (AALR3) vive onda de renúncias no comando; presidente sai após menos de um ano no cargo

24 de abril de 2026 - 9:26

Renúncia de Ricardo Sartim amplia incertezas enquanto empresa negocia dívidas e tenta reorganizar o caixa

SINAL AMARELO

Adeus, compra: JP Morgan rebaixa Klabin (KLBN11) e elege única favorita em papel e celulose; veja qual

23 de abril de 2026 - 19:45

Banco vê falta de gatilhos para a Klabin no curto prazo e cenário mais desafiador para a fibra longa e reforça aposta em concorrente

PONTO DE VIRADA

Depois de cortar 80% da dívida, Ocyan mira novos contratos da Petrobras (PETR4); estratégia pode até gerar dividendos

23 de abril de 2026 - 16:32

Ocyan entra em nova fase após reestruturação, com foco em contratos da Petrobras e crescimento sustentável no setor de óleo e gás

PRESSÃO MADE IN CHINA

Localiza (RENT3) sofre com invasão de carros chineses, mas há esperanças; ação pode subir até 25%, segundo o BTG

23 de abril de 2026 - 16:03

O banco mantém a recomendação de compra para a ação, além de ser a ação preferida do setor — ela é negociada a 13 vezes o preço da ação sobre o lucro estimado

O ‘PLANO GALÁXIA’

‘Não vai ser fácil’: o recado da CEO do Banco do Brasil (BBAS3) sobre 2026 — e o que vem depois da crise

23 de abril de 2026 - 14:25

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

O CONTRA-ATAQUE DO BB

O “novo Banco do Brasil” (BBAS3): como o banco tenta virar a página da inadimplência no agro — e saltar no crédito privado

23 de abril de 2026 - 12:34

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

EM RECUPERAÇÃO

Indefinido: veja o que a Raízen (RAIZ4) disse à CVM sobre as negociações com credores

23 de abril de 2026 - 10:31

Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia