O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Para o mercado, não é um mau negócio para a Vale (VALE3) ter uma empresa de referência e com histórico de resultados chegando ao seu conselho de administração
Desde que a Cosan (CSAN3) anunciou ter comprado uma fatia de 6,5% da Vale (VALE3), no mês passado, o mercado correu para buscar respostas e compreender melhor a estrutura complexa do negócio. Como de costume, os ânimos se acalmaram passadas algumas semanas — período em que os executivos da holding prestaram diversas explicações a respeito da transação.
Mas, como todo mundo sabe, toda história tem, no mínimo, dois lados. E o ângulo da Vale nesse episódio parece estar sendo revelado aos poucos.
Na época do anúncio, as ações da mineradora sofreram um impacto mais limitado, com os investidores mais atentos ao desembolso que será feito pela Cosan. De maneira geral, o mercado acredita que não é um mau negócio para a Vale ter uma empresa de referência e com histórico de resultados chegando ao seu conselho de administração.
Além disso, considerando a fatia ainda pequena que foi adquirida pela Cosan, há a percepção de que os novos acionistas não terão poder suficiente para promover mudanças estratégicas na companhia.
Mas, segundo especialistas ouvidos pelo Seu Dinheiro, ainda que seja difícil quantificar as vantagens e desvantagens da chegada da Cosan ao negócio, não há dúvidas de que a Vale vai se beneficiar estrategicamente disso.
Na avaliação de Fernando Ferrer, analista da Empiricus Research, a união marca um novo momento para a Vale, que nos últimos anos teve de lidar com os desdobramentos dos desastres de Mariana e Brumadinho (MG). Aqui, as consequências não foram apenas financeiras, mas também abalaram a reputação da mineradora, que hoje arca com indenizações e a descaracterização de barragens que representam algum risco.
Leia Também
"A Vale teve todo um trabalho de arrumar a casa depois desses episódios, ela foi forçada a olhar mais para sua cultura e governança, mitigação de riscos. Só agora ela começa a olhar para outras possibilidades e destravamento de valor", diz o analista.
Entre essas novas possibilidades está a venda de uma parte da divisão de metais básicos da mineradora. Outras hipóteses incluem a atração de parcerias para essa unidade e também uma abertura de capital para ela.
O desejo da Vale é aproveitar a demanda cada vez maior por níquel e cobre para a produção de baterias, uma maneira de fornecer energia de maneira mais sustentável.
E este é um exemplo de tema em que a Cosan pode colaborar de maneira estratégica, seja nas conversas de bastidores, nas análises de mercado ou com sua expertise em sustentar negócios de sucesso.
No mercado, também há a crença de que a Cosan encontrou um papel com bom nível de preço e chegou em um momento oportuno, já que a separação da unidade de metais básicos pode gerar cifras milionárias para a Vale — o que geraria ganhos para a Cosan, que poderia usar esses recursos para pagar sua dívida feita para entrar na mineradora.
"É importante analisar que os acionistas atuais da Vale são mais financeiros, que estão ali colhendo os frutos. Já a Cosan é um tipo de acionista ativo, que faz questão de atuar no dia a dia das empresas olhando para longo prazo e participando das grandes decisões", explica Ferrer.
O perfil de atuação dos executivos da holding já havia sido um dos pontos questionados no mês passado — especificamente, o perfil de Rubens Ometto, fundador do conglomerado da Cosan. Segundo um gestor que preferiu não ser identificado, o executivo dificilmente atua como minoritário em alguma empresa, o que deixa em aberto os seus planos futuros para a Vale.
"Ele não entra para 'receber ordem'. Sendo bem sincero, vendo o perfil do Ometto, acho difícil ele ficar quieto e aí acho que vamos começar a observar algum movimento, principalmente com os fundos de pensão."
Outro temor é de que a política de dividendos da Vale acabe afetada conforme a Cosan tente imprimir seu modelo de gestão dentro da mineradora, demandando mudanças que exijam mais dinheiro em caixa e menos dividendos.
Durante a teleconferência com analistas para comentar o resultado trimestral da Vale, o presidente Eduardo Bartolomeo classificou a chegada da Cosan como "extremamente positiva" e uma confirmação da tese de investimento da mineradora.
Ele aproveitou para ressaltar o histórico da Cosan em criar crescimento para as empresas sob gestão.
Na avaliação de Fernando Ferrer, analista da Empiricus Research, outra possibilidade é que Vale (VALE3) e Cosan (CSAN3) possam, de partida, pensar em combinações para suas operações que já fazem sentido e se complementam.
Ele cita possível fusão entre a VLI Logística — cuja base acionária é mista, mas conta com 29,6% (a maior fatia) nas mãos da Vale — e Rumo (RAIL3), empresa do mesmo segmento que pertence à Cosan.
A capacidade de trazer um olhar mais analítico deve mesmo ser o principal diferencial dessa união, já que a composição acionária da Vale segue bem pulverizada.
"O papel da Cosan dentro da Vale não é de mudar o direcionamento da empresa, mas de colaborar com alocações em ativos, pensar estratégias e parcerias", afirma Gabriela Joubert, analista-chefe do Inter Research.
Vale lembrar que a Mitsui — que possui aproximadamente 6% da Vale — é sócia da Compass — que pertence ao Grupo Cosan — e, juntas, elas formaram a Commit, uma holding com participação em distribuidoras de gás.
Para algumas pessoas do mercado, a Cosan pode se aproveitar dessa proximidade com outro acionista da Vale para tentar imprimir seu estilo de gestão com maior força.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) permitiu que a Cosan (CSAN3) seja um acionista relevante dentro da Vale (VALE3). Conforme publicação do Diário Oficial da União (DOU) e dentro do que era esperado pelo mercado, a holding poderá aumentar sua fatia para até 6,5% na mineradora.
No futuro, caso tudo saia conforme o previsto, a participação da Cosan na mineradora pode chegar a 6,5% em até cinco anos — mas isso ainda dependia da aprovação do Cade.
Poucos dias após o anúncio da compra, o BTG Pactual, em relatório, recomendou a compra das ações da Vale, com preço-alvo de R$ 90 — potencial de alta de 8% em relação ao fechamento de segunda-feira (14), de R$ 83,31.
"A entrada de um acionista com extenso histórico de criação de valor em uma empresa como a Vale deve ser considerada um fato positivo e um alerta para os investidores que ignoraram a mineradora nos últimos meses (principalmente por preocupações macroeconômicas)", diz o relatório.
Para a equipe, o interesse na Cosan também aponta para a tese de que VALE3 está subvalorizada.
Operação reúne as empresas Exiro Minerals, Orion Resource Partners e Canada Growth Fund, e prevê investimento de US$ 200 milhões
Citi cortou preço-alvo, mas manteve a recomendação de compra graças a uma arma que pode potencializar o negócio da companhia de software
Para o BTG, a situação financeira para as empresas do setor será mais apertada em 2026; veja quais são as empresas mais eficientes e que podem gerar mais retornos
A parceria dá à Unipar Indupa o direito de adquirir, após cumprir algumas condições, uma participação de 9,8% do capital total da Ventos de São Norberto Energias Renováveis
Empresa convoca acionistas para votar migração ao segmento mais alto de governança da B3; veja o que muda para os investidores
A venda da operação na Rússia era a última peça que faltava para a conclusão da estratégia de simplificação corporativa da Natura e retorno ao foco na América Latina
O tombo da mineradora foi o grande responsável por colocar o Ibovespa no terreno negativo nesta quarta-feira (18); sem o impacto de VALE3, o principal índice da bolsa brasileira teria subido 0,21%
Analistas da XP apontam quais são as perspectivas para as construtoras de alta renda em 2026 e os desafios que o investidor pode esperar
Com cortes de até 51% nas taxas logísticas e redução na mensalidade dos vendedores, a gigante norte-americana eleva a pressão sobre o Mercado Livre no México e reacende o temor de uma escalada na guerra do e-commerce na América Latina
Banco aponta spreads baixos, queima de caixa acelerando e avalia que Petrobras dificilmente fará aporte para evitar impacto na política de dividendos
Veja as tendências para as ações de empresas do ramo de alimentos e bebidas com o avanço do uso de canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, e da busca pelo bem-estar
Segundo site, a Shell teria apresentado uma proposta diferente da alternativa discutida pela Cosan e por fundos do BTG para a Raízen; veja o que está na mesa
Aportes fazem parte do plano de recuperação aprovado nos EUA e incluem oferta de ações com direito de preferência aos acionistas
Dados da empresa de tecnologia mostram que a adesão da tecnologia no Norte Global é quase o dobro em comparação às nações emergentes
Instituição, que já se chamou Indusval, Voiter e Pleno, mudou de dono e de estratégia antes de terminar sob liquidação do Banco Central; entenda
Imóvel histórico no centro de Milão será transformado no 18º hotel da rede Fasano; operação de 52,5 milhões de euros reforça estratégia de expansão internacional e foco em receitas recorrentes da companhia
Telecom acusa fundos que se tornaram acionistas após conversão de dívida de exercer influência abusiva e requer medidas cautelares, incluindo bloqueio de créditos
Antigo Banco Voiter, instituição enfrentava deterioração de liquidez; bens dos administradores ficam bloqueados
A J&F, que é dona do PicPay, teria colocado R$ 450 milhões na mesa, enquanto Daniel Vorcaro estaria pedindo R$ 600 milhões para selar o negócio
Em meio à guerra comercial, Goldman Sachs elege a preferida do setor de siderurgia; com revisão de preço-alvo; confira