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2021-06-16T15:07:01-03:00
Vitor Azevedo
Conteúdo Empiricus

Quais ações serão destaques na retomada econômica? Analista aponta C&A (CEAB3) e Lojas Quero-Quero (LJQQ3) entre as preferidas; entenda

Segundo Max Bohm, da Empiricus, companhias com valor de mercado de até R$ 5 bilhões oferecem oportunidades maiores de lucros para os investidores em momento de euforia

16 de junho de 2021
12:07 - atualizado às 15:07
Ações da retomada: Lojas Quero-Quero LJQQ3 e C&A (CEAB3)

Com a retomada econômica, surgem diversas oportunidades de fazer dinheiro na bolsa de valores - a economia aquecida impulsiona quase todos os setores. O Ibovespa, principal índice do mercado de capitais brasileiro, vem batendo sequencialmente suas máximas históricas e o otimismo ganhou espaço. Mas algumas ações devem se sair melhor do que outras. O time da Empiricus já tem algumas ações que podem gerar lucros vultosos (e você pode ter acesso a lista completa clicando aqui). 

Apesar dos ares de bonança terem tomado o mercado, Max Bohm, analista da série Microcaps Alert, carteira em que indica as ações outliers da bolsa brasileira (e que você pode acessar aqui), afirma que é normal algumas companhias, por um comportamento padrão do mercado nos momentos pós-crise, “surfarem ondas maiores”. E quem quer conseguir alcançar esses lucros maiores deve estar atento a essas movimentações.  

Bohm, que já deu quase 600% de lucro a quem segue as suas dicas de investimentos em small caps - companhias com valor de mercado de até R$ 5 bilhões -, divulgou duas de suas principais apostas em live nesta terça-feira (15/6). Para ele, C&A (CEAB3) e Lojas Quero-Quero (LJQQ3), duas empresas do setor de varejo, podem chegar a dobrar de preço entre o curto e o médio prazo. Os motivos para entender o contexto do processo, e não deixar de perder oportunidades futuras, você confere abaixo.

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Ações com mais liquidez saem na frente, mas avançam menos

“O mercado de capitais costuma apresentar duas ondas nos momentos de retomada econômica. A primeira é na qual se dá o processo de valorização das ações mais líquidas. As menos líquidas vêm depois, no segundo momento”, explica Bohm.

Ainda na primeira onda, setores diferentes costumam acelerar de forma mais rápida ou mais lenta. As commodities, por ditarem muito a performance da economia brasileira, acabam por sair na frente, uma vez que o Brasil é conhecido, justamente, por ser um grande exportador destes produtos. Em 2019, mais de 60% do valor arrecadado com exportações vieram deste setor.

Ao analisar ações de companhias de commodity, já é possível perceber as altas. Os papéis da Vale (VALE3), avançaram quase 30% nos últimos seis meses. A JBS (JBSS3), exportadora de carne, valorizou quase 25% no mesmo intervalo de tempo. 

De qualquer forma, com a economia aquecida com as commodities, Max Bohm acredita que, no futuro próximo, a tendência natural é que ações das maiores companhias dos setores bancários e varejistas avancem. Isso porque os desempenhos dessas empresas estão mais ligados ao cenário interno, que demora mais a engrenar. 

A C&A e a Lojas Quero-Quero, que são do varejo, porém, não devem avançar neste primeiro momento. As 20 ações que compõem a carteira de microcaps da Empiricus devem avançar apenas mais para frente - há espaço ainda, então, para o investidor interessado em lucrar com a retomada fazer seus aportes (você pode conferir o portfólio completo clicando aqui).

Ações das microcaps costumam crescer posteriormente - e mais

“Estou animado com esse Ibovespa a 130 mil pontos e acredito, de verdade, que a gente pode alçar voos maiores. Acho que podemos ir a 150 mil em um futuro não muito distante”, afirma o analista da Empiricus. “E nesse movimento, as outliers devem ser protagonistas”, explica.

A crença do time da Empiricus para o Ibovespa é baseada, principalmente, pelo fato de a bolsa brasileira ainda estar um tanto descontada em dólares.

 “É assim que o estrangeiro olha o Ibovespa. Ele não olha 130 mil pontos, ele observa os 130 mil dividido pela oscilação do dólar. E é aí que ele vê espaço para valorização”

Apesar das recentes máximas históricas, o fato de o real ter desvalorizado frente à moeda americana deixa a bolsa longe da sua máxima vista aos olhos dos investidores internacionais.

Os investidores estrangeiros já vêm demonstrando que perceberam isso: segundo a B3, o saldo dos aportes vindos do exterior em ações brasileiras, excluindo IPOs, foi de R$ 31,3 bilhões neste ano. Apenas em maio foram R$ 12,2 bilhões. “Os gringos estão chegando e o movimento, até agora, foi de ‘colocar só o pézinho’. Quando eles resolverem vir mesmo, a bolsa deve mudar de patamar”, afirma o analista da Empiricus.

A questão é que os estrangeiros, segundo Bohm, não costumam investir no primeiro momento em ações com menos liquidez. As microcaps, que são menos negociadas, acabam ficando para trás. “É apenas depois que os estrangeiros começam a olhar essas companhias menores”, argumenta.

E são justamente essas empresas menores que têm potenciais avassaladores de alta. “Quando falamos de grandes empresas, é possível que elas subam de 30% a 50%. As Outliers são ações que, quando capturam esses movimentos, dão retornos de 80%, 90%, 100%. É um potencial desse que observo agora”.

Mesmo sem observar as ondas e o comportamento histórico nos fins das crises, são nas microcaps que, independentemente, as maiores oportunidades estão. Ao analisarmos as 15 maiores valorizações da bolsa de todos os quinquênios dos últimos 20 anos, das 60 finalistas, só quatro foram de empresas que não possuíam valor de mercado inferior a R$ 5 bilhões.

Em momentos de euforia, as microcaps possuem chances muito maiores de multiplicarem seus valores de mercado do que as grandes empresas. “É muito mais fácil, por uma questão de lógica e de estatística, uma empresa pequena transformar o seu valor em um número duas, quatro, ou dez vezes maior. É esse o nosso objetivo. São essas as oportunidades que buscamos todos os dias”, enfatiza o analista (acesse aqui as demais oportunidades garimpadas).

Ações de microcaps também surfam em bom momento da economia

A maioria das as ações microcaps são também de companhias do varejo ou de bancos. Logo, para Max Bohm, se há a crença de que o cenário irá melhorar para as companhias grandes que atuam nestas frentes, não há muitos motivos para acreditar que as pequenas também não irão se beneficiar. “Se as empresas líquidas desses setores subirem, as outliers deverão subir mais”.

Para o analista, que possui mais de 15 anos de experiência em mercados, porém, não há tempo a perder. Essas grandes valorizações costumam ser bruscas e quem está interessado em fazer dinheiro deve aproveitar o momento - a cada vez que a bolsa brasileira avança, a oportunidade de lucros diminui.

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Por que C&A e Lojas Quero-Quero?

As duas companhias sugeridas por Bohm na live são varejistas. "Estou bem confiante com o setor de varejo. Acho que estamos no ínicio de uma recuperação econômica. Nesse começo, as ações ligadas ao comércio tendem a andar mais rápido. Indústria e outras vêm depois”, diz.

De qualquer forma, as duas ações sugeridas também possuem pontos “únicos”, que foram apontados pelo analista.

A C&A (CEAB3), segundo Bohm, é destaque pois fez uma enorme reestruturação nos últimos anos. “Após ficar parada no tempo, ela conseguiu entrar com uma nova equipe, que vem fazendo um bom trabalho”, aponta. “Investiu em e-commerce, em softwares para gerir melhor a cadeia de suprimentos. Estão revitalizando as lojas”, completa.

Mais do que isso, a companhia tem em seu horizonte um potencial de alta por conta dos recentes movimentos de consolidação do setor de roupas brasileiro, em que as companhias vêm fazendo aquisições e disputando por suas fatias do mercado. 

Recentemente, em meio a esse processo de acirramento, a Arezzo comprou a Baw, marca voltada ao público jovem e “queridinha” dos influencers. Já o Grupo Soma adquiriu a Hering, de roupas básicas. Com isso, não é impossível que uma companhia maior do setor avance sobre a C&A. 

“Sabemos, por exemplo, que a Lojas Renner está capitalizada, tendo R$ 4 bilhões em caixa. É capaz que a companhia busque, com todo esse cenário de disputas, novas aquisições. Se a C&A for um alvo da Renner, deve haver um prêmio para os acionistas. Há uma chance considerável de acontecer, que não pode ser ignorada”, explica Bohm.

Então, além de a companhia ter o cenário macroeconômico beneficiando, ela pode ser impulsionada também por motivos pontuais. 

Com a Lojas Quero-Quero não é diferente: Bohm acredita que essa empresa de materiais de construção e de móveis tem um diferencial em sua operação, para além do cenário macro, que deve também impulsioná-la. 

“Ela atua em cidades pequenas do interior do Sul do país, que possuem entre 40 e 50 mil habitantes, praticamente sem competição. Agora, a Quero-Quero, após levantar um bom capital com seu IPO, pretende expandir para São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ela não deve encontrar barreiras”, finaliza.

Cada uma das 20 companhias que estão na carteira de microcaps da Empiricus possuem embasamento para estarem lá. Esses motivos nem sempre são fáceis de serem encontrados. Quem está interessado pode ter acesso a lista por, pelo menos, uma semana de forma gratuita (basta clicar aqui).

Atenção antes de investir em CEAB3 e LJQQ3

Bohm, apesar da promessa de alta exponencial das microcaps, lembra que essas ações apresentam também mais riscos do que as large caps - o recomendado é que esse tipo de papel representem cerca de ⅓ do portfólio de ações. O restante, de preferência, deve estar em papéis mais líquidos.

Para mitigar riscos e maximizar as chances de lucros exponenciais, Max recomenda que o investidor escolha uma carteira de ações microcaps. Ele não sugere que ninguém invista em apenas uma ou duas ações.

É por isso que o Max indica uma carteira com 20 ações microcaps, que, a seu ver, são as ações outliers da bolsa, aquelas com maior potencial de retorno. Quem segue a carteira completa do Max desde o início, conseguiu um retorno de cerca de 600%.

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