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Com uma das aberturas de capital mais aguardadas do mercado financeiro em 2021, gigante sucroenergética deve levantar em torno de R$ 7 bilhões para investimentos; é hora de comprar?
A oferta pública inicial (IPO) de ações da Raízen, joint venture entre Shell e Cosan (CSAN3), entrou em uma fase decisiva nesta terça-feira (20): o início do período de reservas. O lançamento é um dos mais esperados do mercado financeiro do Brasil em 2021, afinal estamos falando da quarta companhia com o maior faturamento do país (R$ 114 bilhões/ano), que atua em um setor estratégico para a economia nacional e vai ao encontro das pautas ESG.
Participar ou não de um IPO é sempre um ponto de interrogação para o investidor. É praticamente impossível prever como o mercado vai se comportar na estreia de uma ação na bolsa. O ativo pode se valorizar em 35% no primeiro pregão, como aconteceu recentemente com a SmartFit (SMFT3), ou recuar e perder valor de mercado, caso da também recém-estreante 3tentos (TTEN3).
A inconstância se repete quando observamos empresas que entraram na B3 desde 2020. Enquanto algumas delas apresentaram ganhos exponenciais, outras chegaram a perder metade de seu valor de mercado:
Os dados apresentados, que comparam o preço de estreia do IPO com a cotação da ação na data de publicação desta matéria (21 de julho) evidenciam que ser uma novidade na bolsa não é garantia de sucesso para uma ação no curto prazo.
Então, como saber se devo entrar ou não no IPO da Raízen? O mais importante é saber avaliar a empresa e se ela está sendo vendida a um preço barato (abaixo do seu valor, ou seja, pode se valorizar na Bolsa) ou caro (supervalorizada). Parece simples, mas exige um trabalho aprofundado de pesquisa e análise.
Aqui, vamos nos debruçar sobre a análise de Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus, que está disponibilizando um relatório gratuito (baixe aqui) sobre a Raízen e dando sua opinião sobre entrar ou não no IPO.
A Raízen foi constituída em 2011 como uma joint venture entre a Cosan, holding brasileira com atuação nos setores de energia, açúcar e álcool e logística, e a petroleira anglo-holandesa Shell. Atualmente, cada uma detém 50% das ações da companhia, que se diz líder mundial na produção de biocombustíveis.
Segundo os balanços financeiros, a Raízen é a quarta maior empresa brasileira em faturamento, com uma receita anual de R$ 114 bilhões. O lucro operacional “Ebtida” foi de 6,6 bilhões e o lucro líquido de R$ 1,5 bilhão no último exercício (abr/2020 – mar/2021).
O negócio da Raízen está focado em duas grandes áreas:
Duas atividades que agradam à pauta ESG que vem ganhando espaço: a produção de biogás e etanol de segunda geração (E2G) a partir de subprodutos, como o bagaço da cana.
“É uma empresa que promete andar bem na Bolsa, pois tem uma operação espetacular, tocada por uma equipe brilhante”, afirma Felipe Miranda. “Além disso, é o grande player de etanol de segunda geração (feito a partir de subprodutos) e tem demanda da Shell e da Exxon garantida para os próximos 10 anos”.
De acordo com a própria Raízen, a empresa é a única que consegue produzir o E2G em escala comercial, o que lhe permite aumentar a produção de etanol em 50% sem ampliar a área plantada.
Essa característica da empresa se alinha com uma nova concepção de investidores, especialmente europeus, que é a de incentivar atividades que zelem pelos princípios do ESG (governança, social e ambiental). Neste caso, além de o uso do etanol ser menos prejudicial ao planeta do que o de combustíveis fósseis, como a gasolina, não há competição com a produção de alimentos pelo uso da terra.
“É um case ESG, uma pauta bem europeia. Por isso, o IPO deve trazer muitos investidores estrangeiros”, prevê Felipe. De fato, diversos bancos de investimento de fora do país estão envolvidos na oferta de ações.
Serão ofertadas, inicialmente, cerca de 810 milhões de ações preferenciais da Raízen, com uma faixa de preço estipulada entre R$ 7,40 e R$ 9,60. Se compradas ao preço médio, de R$ 8,50, a empresa deve levantar cerca de R$ 6,9 bilhões. Como Shell e Cosan já detém 9,1 bilhões de ações, o lote emitido irá representar algo na faixa de 8,2% do capital da empresa.
Segundo o prospecto de abertura de capital, os recursos captados serão usados para três finalidades:
O período de reserva, iniciado nesta terça-feira (20), vai até o dia 2 de agosto. No dia 5, a companhia será listada na B3 como RAIZ4, no nível 2 de governança corporativa. A oferta de ações é coordenada pelo BTG Pactual.
Uma dúvida que pode surgir por parte do investidor é como o IPO da Raízen interfere nas ações da Cosan, que detém 50% de seu capital e também está listada na Bolsa brasileira. Não é tão complicado: as duas ficarão listadas. A grande diferença é que a Cosan não deterá mais metade das ações da Raízen, mas cerca de 46%. Por outro lado, com os ganhos do IPO, uma pode gerar valor para a outra.
“As ações de Cosan estão baratas e o IPO da Raízen pode chamar a atenção. Uma implica no crescimento da outra”, resume Felipe Miranda. No relatório abaixo, inclusive, o analista avalia o IPO e traça um paralelo entre as duas ações. Clicando no botão vermelho a seguir, você pode acessá-lo sem pagar nada.
Além da Raízen, a Cosan possui três outras grandes operações:
Uma oportunidade interessante para aproveitar os ativos de Raízen e Cosan ao mesmo tempo é investir em fundos especializados. O Vitreo Agro, por exemplo, primeiro fundo multimercado do Brasil focado no agronegócio, já tem boa posição em CSAN3 e está com RAIZ4 na mira e pode entrar no IPO, dependendo das condições dos coordenadores.
Assim, como Raízen tende a valorizar Cosan, a tendência é que o investidor possa ganhar duas vezes.
As vantagens de investir em um fundo como o Vitreo Agro são a de não precisar dispor de R$ 3 mil para a reserva (aporte mínimo para RAIZ4) e a de contar com a gestão ativa e profissional de especialistas. A partir de R$ 100, o fundo já permite que você participe do IPO da gigante sucroalcooleira.
As ofertas públicas iniciais de ações costumam mexer com o mundo dos investimentos porque acabam trazendo variáveis novas que ainda não estão absorvidas pelo mercado. Ou seja, na visão de Felipe Miranda, são ótimas chances para o investidor bater as carteiras tradicionais. É o que aconteceu, por exemplo, com quem entrou no IPO da SmartFit.
Essa distorção, contudo, pode ser para cima ou para baixo. Para se munir das melhores informações e tomar as melhores decisões, é preciso estar alinhado com quem acompanha e analisa ações o dia todo.
No caso do IPO da Raízen, o Felipe Miranda, cuja carteira de ações subiu quase 600% desde 2015, está disponibilizando gratuitamente um relatório com sua opinião sobre entrar ou não na oferta.
Ao clicar no botão abaixo, você terá acesso a um material que te ajudará a tomar a melhor decisão sobre o investimento no IPO, que está em período de reserva. Depois disso, contudo, o mercado já precifica e a ação começa a ser negociada. Portanto, não perca tempo.