O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Prazos para fim da produção de veículos a combustão em vários países obrigam montadoras a desenvolverem produtos com zero emissão, mas Brasil aparece fora dos planos de investimento
Uma nova disputa entre gigantes ocorre no mundo automotivo, desta vez pela liderança global ou regional do mercado de carros elétricos.
As legislações com prazos para o fim da produção de veículos a combustão em vários países, obrigando montadoras a desenvolverem produtos com zero emissão, abriram uma frente de investimentos que passa de US$ 250 bilhões de 2025 a 2030, conforme programas já anunciados.
Nessa briga, cada um dos competidores chama para si a responsabilidade de ser número um do mercado, também de olho no que vem lá na frente, que são os modelos autônomos. O Brasil, entretanto, encontra-se fora dos planos de investimentos das grandes montadoras.
"A Ford vai liderar a transição da América para os veículos elétricos, dando início a uma nova era de fabricação limpa e neutra em carbono", diz Bill Ford, presidente executivo da Ford.
A declaração foi feita na semana passada, quando a Ford anunciou a construção, nos EUA, de dois complexos com uma fábrica para as picapes elétricas Série F e três para baterias de íons de lítio. O projeto inclui ainda parque de fornecedores e unidade de reciclagem de baterias. Vai custar US$ 11,4 bilhões.
Segundo a Ford, é o maior investimento em veículos elétricos feito de uma só vez por empresa do setor automotivo americano. A previsão é de gerar 11 mil empregos nos megapolos no Tennessee e em Kentucky, que entrarão em atividade a partir de 2025, em parceria com a empresa coreana SK Innovation.
Leia Também
O projeto é parte do investimento de mais de US$ 30 bilhões da Ford em veículos eletrificados. A empresa trabalha para que de 40% a 50% de seu volume global de veículos seja totalmente elétrico em dez anos.
Já a General Motors programou aportes de US$ 35 bilhões em carros elétricos e autônomos, e afirma que seu objetivo é ser líder na América do Norte em carros eletrificados e líder mundial em tecnologias de baterias e células de combustível.
"Estamos investindo em um plano integrado que garanta à GM a liderança do mercado na transformação para um futuro mais sustentável", afirma a presidente mundial da companhia, Mary Barra.
O grupo projeta vendas globais de 1 milhão de carros elétricos em cinco anos.
Hoje, quem lidera o mercado americano é a Tesla, que vai investir US$ 12 bilhões nos próximos anos.
"A transição do governo Trump para o governo Biden foi o impulso que faltava para os EUA embarcarem nesse movimento, até então mais forte na Europa e na Ásia", diz Ricardo Bacellar, sócio da KPMG.
O grupo alemão Volkswagen vai investir US$ 41 bilhões em carros elétricos, de um total de US$ 86 bilhões previstos em mobilidade elétrica, tecnologia híbrida e digitalização. O presidente mundial, Herbert Diess, afirma que a empresa já é líder global com suas plataformas elétricas.
"Nos próximos anos será crucial alcançar também posição de liderança em software automotivo, para atender a necessidades de mobilidade individual, sustentável e conectada no futuro." O grupo fará 75 lançamentos de carros eletrificados até 2029 e está construindo grande complexo na China.
A Stellantis, dona da Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën, também está no páreo, e reservou US$ 35 bilhões para eletrificação de veículos e software.
O objetivo é que, em 2025, 98% de suas linhas sejam de modelos elétricos e híbridos plug-in. Em 2030, o grupo espera que 70% de suas vendas na Europa e 40% nos EUA sejam de carros eletrificados. "Tudo isto mantendo uma margem de lucro de dois dígitos", diz Carlos Tavares, presidente global da Stellantis.
O grupo terá três fábricas de baterias na Europa e duas nos EUA. Segundo estudos, em 2026 o custo de uso do carro elétrico será igual ao do a combustão.
A meta da Renault é atingir o mix mais verde do mercado europeu em 2025, com 65% de carros eletrificados no total de vendas e 90% totalmente elétricos em 2030, informa o presidente global Luca De Meo.
O grupo francês vai investir US$ 12 bilhões em eletrificação, com foco em baratear o custo da bateria. "Queremos fazer com que o carro elétrico se torne popular."
Nem o Brasil ou mesmo o conjunto da América do Sul aparecem nos planos das montadoras para receber aportes em carros elétricos ou baterias.
Parte do valor previsto globalmente para a eletrificação não é nova, mas é dinheiro realocado de outros projetos anteriormente previstos para veículos a combustão. A decisão da Ford de fechar suas fábricas no Brasil entra nessa conta de realocação de investimentos, diz o sócio da KPMG, Ricardo Bacellar.
O mesmo ocorreu com a Mercedes-Benz ao encerrar a produção de carros em Iracemápolis (SP), quatro anos após a inauguração. Após desistir da produção no Brasil, um dos projetos da Ford foi fabricar comerciais leves elétricos e híbridos em uma joint venture na Turquia com o grupo local Koç Holding.
A Ford Otosan vai gastar, até 2026, US$ 2,3 bilhões para ampliar a produção de veículos comerciais e iniciar a de versões elétricas da marca e também da Volkswagen, numa parceria entre as duas fabricantes. A unidade será o centro global do grupo americano para a fabricação de modelos comerciais eletrificados.
No Brasil, não há até o momento nenhum programa subsidiado de aporte para a indústria automobilística nessa área. Há algumas iniciativas fiscais, como a do governador João Dória, que reduziu de 18% para 14,5% o ICMS para carros elétricos e híbridos a partir de 2022.
O segmento também tem IPI reduzido e isenção de Imposto de Importação, mas as vendas ainda são pequenas. Neste ano, até agosto, foram vendidos 21,4 mil carros elétricos e híbridos, o equivalente a 1% do total das vendas de automóveis e comerciais leves no País.
"A média salarial no Brasil é muito baixa", avalia Bacellar. Os modelos custam entre R$ 150 mil e R$ 1 milhão. "Uma solução pode ser a assinatura de veículos (locação de longo prazo)", sugere.
Safra vê 2026 como teste para o setor bancário brasileiro e diz que lucro sozinho já não explica as histórias de investimento; veja as apostas dos analistas
O banco britânico também mexeu no preço-alvo dos papéis negociados em Nova York e diz o que precisa acontecer para os dividendos extras caíram na conta do acionista
Até então, os papéis eram negociados em lotes de 1 milhão, sob o ticker AZUL53; para se adequar às regras da B3, a aérea precisou recorrer ao grupamento
O banco prevê um preço-alvo de US$ 237, com um potencial de valorização de aproximadamente 20% em relação às cotações atuais
Acordo com a PGFN corta passivo de R$ 631,7 milhões para R$ 112,7 milhões e dá novo fôlego à reestruturação da companhia
Venda do controle abre nova fase para a petroquímica, com Petrobras e IG4 no centro da governança e desafios bilionários no horizonte
Bloqueio impede saída do acionista francês em momento de pressão financeira e negociação de dívidas
A transação prevê o desembolso de US$ 300 milhões em caixa e a emissão de 126,9 milhões de ações recém-criadas da USA Rare Earth
No acumulado de 12 meses, a carteira semanal de ações recomendada pela Terra Investimentos subiu 94,90% contra 51,81% do Ibovespa
Com dívidas de R$ 4,3 bilhões, grupo terá fiscalização rígida da PwC após indícios de irregularidades; investidores devem acompanhar prazos cruciais para reaver valores devidos
Decisões judiciais passaram a atingir bens pessoais e até direitos hereditários de sócios, em meio ao avanço de investigações e ações de investidores que buscam recuperar recursos após suspeitas de pirâmide financeira
Nova projeção para o petróleo melhora cenário global, mas Bank of America vê na estatal uma combinação que outras empresas na América Latina não conseguem replicar
O BTG Pactual analisou os preços de 25 mil itens das marcas Vivara, Life e Pandora entre março e abril, para entender como elas têm reagido aos aumentos de custos
Produção de minério cresce entre janeiro e março, cobre e níquel surpreendem e bancos elevam projeções de lucro e geração de caixa; saiba o que fazer com os papéis agora
O valor total da propina chegaria a R$ 146 milhões, dos quais R$ 74,6 milhões teriam sido efetivamente pagos ao então presidente do banco
Mesmo com lucro 88% maior, as ações da empresa caíram com um guidance mais fraco para o segundo trimestre e a saída do cofundador do conselho de administração
Movimento ocorre após troca de CEO e faz parte da estratégia para enfrentar o endividamento e destravar resultados
O anúncio dos proventos acontece antes de a companhia divulgar os resultados do primeiro trimestre de 2026
Metais básicos impulsionam resultados operacionais, enquanto gargalos logísticos ligados ao conflito no Oriente Médio afetam o escoamento
Durante o evento VTEX Day 2026, executivos das empresas explicaram que é necessário fazer adaptações para conquistar o público brasileiro