Yellen vê mais espaço fiscal que antes nos EUA, com ambiente de juros baixos
"Temos de garantir que as pessoas não sofram danos permanentes pelo quadro atual", afirmou Yellen.

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, voltou a defender a importância de o país adotar mais estímulos fiscais, diante dos impactos econômicos da pandemia da covid-19. "Temos de garantir que as pessoas não sofram danos permanentes pelo quadro atual", afirmou ela, durante entrevista virtual em evento do jornal The New York Times.
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Yellen argumentou que o momento é "crucial para o país", com a crise econômica e a emergência com a covid-19. "Temos antes de tudo que controlar a pandemia, atingir imunidade de rebanho para normalizar a economia e as pessoas se sentirem seguras", apontou, ressaltando que o sucesso na frente da saúde é "a métrica crucial que observamos agora".
No contexto atual, a taxa de desemprego é mais elevada do que o número oficial, estando perto de 10%, diante da redução da taxa de participação da força de trabalho, por exemplo por mães que não têm com quem deixar seus filhos, entre outras questões.
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Questionada sobre a dívida norte-americana, Yellen lembrou que de fato a relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou, mas enfatizou o fato de que o ambiente é de juros baixos na maioria das nações desenvolvidas, inclusive nos EUA. "Acho que temos mais espaço fiscal do que antes, com o ambiente de juros baixos."
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Yellen disse considerar que os bancos "têm se saído muito bem" no quadro atual, apoiando a situação. Segundo ela, não cabe ao Tesouro fazer testes de estresse nos bancos, mas ao Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e a outros reguladores.
Ao ser perguntada sobre um eventual imposto sobre operações em mercados financeiros, ela comentou que isso poderia ser avaliado, mas citou questões como um eventual desestímulo a comprar ações. Sobre um eventual lançamento de um bônus de 100 anos da dívida americana, ela disse avaliar que o mercado para isso existiria, mas seria "muito pequeno".
A secretária do Tesouro afirmou ainda que seu órgão monitora as criptomoedas, destacando que elas são "muito voláteis" e temendo "perdas potenciais para investidores".
Ela disse que os EUA poderiam estabelecer contas digitais, a fim de garantir maior inclusão financeira, mas também notou que teria de ser preciso avaliar o impacto nos bancos, na estabilidade financeira e diante de riscos como de lavagem de dinheiro.
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