Precisamos falar sobre os juros
No começo de março do ano passado, o ex-diretor do Banco Central Tony Volpon foi uma das primeiras vozes do mercado a defender a necessidade de corte imediato da taxa básica de juros (Selic) diante da crise iminente com a pandemia do coronavírus. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Olhando hoje, essa avaliação […]

No começo de março do ano passado, o ex-diretor do Banco Central Tony Volpon foi uma das primeiras vozes do mercado a defender a necessidade de corte imediato da taxa básica de juros (Selic) diante da crise iminente com a pandemia do coronavírus.
Olhando hoje, essa avaliação pode até parecer óbvia. Mas, na época em que ele concedeu a entrevista ao Seu Dinheiro, a economia ainda estava em pleno funcionamento e as primeiras medidas de isolamento social para conter o avanço da covid-19 sequer haviam sido tomadas.
O resto é história. O BC diminuiu a Selic para a mínima histórica de 2% ao ano, o que levou o Brasil a operar com taxas reais negativas — algo inimaginável antes da pandemia.
Volpon voltou a falar com o Seu Dinheiro um ano depois daquela entrevista, mas agora com uma visão oposta. Ele entende que o Banco Central precisa voltar a elevar os juros, e já na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que acontece na próxima semana.
Mais uma vez, não se trata de uma escolha simples. Afinal, o país vive a pior fase da pandemia, o que certamente vai se refletir no desempenho da atividade econômica ao longo do ano.
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Mas o ex-diretor do BC e atualmente estrategista-chefe da WHG entende que a Selic nos níveis atuais provoca hoje mais danos do que benefícios ao país. Entenda os argumentos do economista na entrevista concedida ao repórter Ivan Ryngelblum.
O que você precisa saber hoje
MERCADOS
Em uma sessão um pouco mais calma, o Ibovespa fechou ontem em alta de 0,65%, aos 111.330 pontos, acompanhando o avanço nas bolsas dos EUA e com os investidores reagindo positivamente a notícias de que a PEC Emergencial não seria desidratada. O dólar avançou 1,66%, aos R$ 5,7974.
O que mexe com os mercados hoje? A PEC emergencial foi aprovada ontem e o segundo turno deve ocorrer hoje, com o perigo de desidratação afastado pelo presidente da Casa, Arthur Lira. Mas o clima antecipado de polarização política segue preocupando os investidores e pode afetar os negócios ao longo do dia.
EMPRESAS
A Totvs anunciou ontem a maior aquisição de sua história, da empresa de marketing digital RD Station. O negócio de R$ 1,8 bilhão fortalece a divisão de gestão de desempenho empresarial da gigante brasileira de tecnologia.
A BR Distribuidora fechou 2020 com chave de ouro (ou gasolina). A rede de postos que era controlada pela Petrobras teve um crescimento de 76,6% no lucro líquido no ano passado. Com isso, a companhia entregou antecipadamente a rentabilidade que era esperada apenas para 2021.
ECONOMIA
Para alívio do mercado, a Câmara dos Deputados aprovou nesta madrugada, em primeiro turno, o texto da PEC Emergencial, mantendo as medidas de ajustes nas despesas aprovadas pelo Senado, abrindo caminho para uma nova rodada do auxílio emergencial.
O Brasil bateu novo recorde de mortes por covid-19. Em 24 horas, foram registrados 1.972 óbitos em consequência do novo coronavírus, segundo o Ministério da Saúde.
Você sabe como fazer a declaração de dependentes no Imposto de Renda? Veja aqui como realizá-la de forma correta para evitar problemas com a Receita Federal.
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