O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A bolsa brasileira e os demais mercados de ações no mundo estão tomados por um sentimento de otimismo. Dito isso, veja os fatores que podem dar continuidade ao rali e os pontos de risco a serem considerados
Proponho aqui um novo teste de inteligência. Chama-se Teste de Daniel Goldberg. Funciona assim: coloque alguém para assistir Daniel falar. Quanto antes o voluntário perceber que Daniel é mais inteligente do que ele, maior a sua inteligência.
Daniel Goldberg é sócio da Farallon — e a brincadeira acima é baseada numa piada que se fazia com Amos Tversky, psicólogo israelense. Ele fez um ótima live nesta semana com Luis Stuhlberger, CEO da Verde, que nem precisa de apresentações.
Daniel usou o exemplo de títulos de dívida de empresas para mostrar como os preços no mercado estão muito altos, ou seja, como os investidores estão comprando tudo que encontram pela frente.
A partir dos preços dos títulos, podemos calcular o nível esperado de default (ou seja, de falências, concordatas, recuperações judiciais) pelos investidores. Em outras palavras, qual porcentagem das empresas os investidores estão esperando que quebrem.
Diferentes métodos levam a coisas como 6% nos próximos 12 meses. Isso é o que está no preço. Nos Estados Unidos, e não é muito diferente no resto do mundo, o default já está em 5,5% nos últimos doze meses, porém.
“É incrível. Este é só o primeiro tempo da crise. Nas últimas semanas, uma grande varejista quebrou por semana nos Estados Unidos”, diz Daniel. “Como parâmetro, no pico da crise de 2008/2009, o default realizado foi de 13%.”
Como explicar isso? Os preços embutem uma expectativa de que o Fed vai comprar tudo e salvar todo mundo. Já disse que vai fazer isso.
Isso bate inclusive no Brasil. Daniel cita o exemplo da Embraer. Em março, que parece ter acontecido 20 anos atrás, a dívida da empresa negociava a algo entre 75 e 80 centavos no dólar. Era uma época em que todo mundo via uma chance alta de a redentora parceria da Embraer com a Boeing sair.
No caminho, deu tudo errado para a Embraer: a Boeing foi embora sem nem pagar o breakup fee, as empresas aéreas clientes não querem nem falar em novos aviões, a empresa queima caixa. O que aconteceu? Tem título de dívida da Embraer negociando a 91 centavos no dólar. Ou seja, os investidores estão aceitando rentabilidades menores do que antes!
“Não subestimem o efeito que a intervenção dos bancos centrais teve sobre a dívida das companhias brasileiras”, diz Daniel. “No final do dia, são os mesmos investidores.”
Ele cita outro caso anedótico: um ativo problemático que havia sido oferecido no passado ao seu fundo por ICPA + 22 ao ano reapareceu agora. Sendo ofertado a IPCA + 3.
O oba-oba é global. Não é sem razão que a Bolsa brasileira está quase nos 100 mil pontos de novo. “Estamos pegando uma carona no preço dos ativos. Os ativos brasileiros não param de melhorar, mas isso é um fenômeno global de emerging markets”, diz Stuhlberger.
É difícil saber o que vai acontecer. Argumentos para os mercados continuarem melhorando:
Agora o lado ruim:
O que isso significa na prática no que se refere a investimentos? Mantenha uma posição em Bolsa brasileira, mas não muito grande. Tenha seguros contra catástrofe: dólar, ouro. (Até porque, se a situação global virar, nós vamos junto.)
Se você quiser orientação para proteger seu patrimônio neste cenário incerto e fazê-lo crescer com consistência ao longo dos anos, a melhor coisa que pode fazer é assinar a Carteira Empiricus, que é o melhor produto da empresa.
A carteira comandada pelo Felipe Miranda traz uma estratégia completa de investimentos, com recomendações balanceadas de ativos, a partir das análise de 35 especialistas da Empiricus.
A carteira existe desde 2014 e entrega desde então mais de 200% do CDI de rentabilidade. Há quase seis anos, portanto, a estratégia se prova resiliente, batendo qualquer outro fundo multimercado de grandes gestoras.
O molho secreto da Carteira Empiricus consiste na diversificação de ativos. Ela tem um portfólio diversificado com renda fixa, ações, fundos imobiliários e proteção com ouro, dólar e opções. Não se trata apenas de colocar os ovos em diversas cestas, mas de escolher os ovos certos.
Se você não gostar do produto, pode desistir em até 20 dias, e não gastará nenhum real.
Mais do que isso: você pode acessar a série por 20 dias sem compromisso e ver todos os ativos indicados, a alocação completa de todos os books, os podcasts e publicações e só depois decidir se quer continuar assinando.